Fórum do mês de outubro – Os jovens e as Novas Tecnologias

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No Fórum deste mês vamos falar dos jovens e da sua forma de utilização da Internet, e de como as tecnologias digitais, como as Redes Sociais, podem trazer consequências graves, a nível social e do indivíduo.

Proponho que ponderem sobre este tema, leiam o seguinte artigo, vejam o vídeo e dêem a vossa opinião. Podem também comentar as opiniões dos colegas.

Refira ainda, no seu entender como se poderia abordar este problema, e que soluções fariam sentido num panorama futuro, relativamente à utilização da Internet pelos jovens?

Se desejar, apresente casos práticos representativos do que pretende ilustrar.

Mais de 70% dos jovens portugueses apresenta sinais de dependência da Internet. Estudo do ISPA mostra também que 13% dos casos são graves, podendo implicar isolamento e comportamentos violentos.

Vejam este video:

http://www.tvi24.iol.pt/videos/psiquiatra-explica-os-perigos-da-dependencia-da-internet/55dcfd510cf2f02c40ad132f

Este é o retrato de uma geração que vive quase permanentemente ligada. Através dos computadores ou dos dispositivos móveis, os jovens e adolescentes nacionais passam muito do seu tempo na Internet. Um tempo excessivo em muitos casos. Um estudo do ISPA mostra que quase três quartos da população até aos 25 anos apresenta sinais de dependência do mundo digital. Em casos mais extremos, o vício do online pode implicar isolamento, comportamentos violentos e obrigar a tratamento.

 “Percebemos que a dependência da Internet é generalizada”, sintetiza a investigadora da Unidade de Intervenção em Psicologia do ISPA – Instituto Universitário, Ivone Patrão, coordenadora deste estudo. Nos últimos dois anos, este trabalho passou por três fases de aplicação de questionários junto de jovens e adolescentes dos 14 aos 25 anos, envolvendo quase 900 inquiridos. Esta é, portanto, uma imagem com grande angular do que está a acontecer em muitas casas.

Os exemplos recolhidos pelo PÚBLICO corroboram os resultados da investigação. Quase todos os casos partilham também o pedido para que seja mantida a reserva da identidade dos jovens envolvidos. As histórias repetem-se, porém, e soam familiares aos pais. Alguns adolescentes deixam para trás um percurso académico de bom nível para se fecharem no quarto a jogar computador dia e noite. Há amizades de infância que são postas de lado em detrimento do contacto online. O isolamento em relação à família, as mudanças de comportamento, os casos de violência inexplicável face ao insucesso num jogo digital ou à proibição de continuar ligado são outros comportamentos comuns.

Os investigadores do ISPA também enumeram alguns componentes-chave para identificar os casos de dependência da Internet numa espécie de retrato-tipo do jovem viciado no mundo online: grau elevado de importância conferido ao computador ou aos dispositivos móveis; sintomas de tolerância face ao uso; sintomas de abstinência face ao não uso (como irritabilidade, dores de cabeça, agitação e por vezes agressividade) e, em casos mais extremos, recaída face às tentativas sucessivas para parar.

Os números a que chegou a equipa de Ivone Patrão no ISPA dão uma outra camada de leitura desta realidade. Há quase três quartos (73,3%) dos jovens que apresentam sintomas de viciação na Internet.

Destes, 13% exibem níveis severos de dependência, que se manifestam através dos comportamentos mais extremos descritos pelos pais e referidos pelos investigadores. Os próprios jovens parecem ter noção disto, uma vez que mais de metade (52,1%) dos inquiridos se perceciona como “dependentes da Internet”.

 Maioria frequenta o secundário.

Os investigadores do ISPA chegaram também a outro retrato-tipo: os jovens dependentes são sobretudo do sexo masculino, não têm relacionamento amoroso e frequentam o ensino secundário. Este foi um dos primeiros resultados a que a equipa da Unidade de Intervenção em Psicologia chegou, em 2012, quando aplicou um primeiro questionário – desenvolvido pela Nottingham Trent University, que é parceira deste trabalho, e à qual estão ligados os outros dois autores deste trabalho, Halley Pontes e Mark Griffiths – de modo a validá-lo para a realidade portuguesa. As conclusões iniciais motivaram a continuação da investigação nas duas fases seguintes, que agora são divulgadas publicamente.

Outros estudos recentes confirmam os sinais de uma geração cada vez mais dependente da tecnologia, levando mesmo a situações-limite em que “é posto em causa o bem-estar físico” dos jovens e adolescentes, conta a investigadora da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Nova de Lisboa Cristina Ponte, que liderou os projectos EU Kids Online e, mais recentemente, Net Children Go Mobile.

Neste último trabalho, cujos resultados nacionais serão discutidos numa conferência no final do mês, 6% dos jovens admitem ter ficado “sem comer ou sem dormir por causa da Internet”, por exemplo. “Há uma pressão para estarem sempre ligados”, avalia esta especialista. Na sua investigação recolheu exemplos que atestam esta situação, como a de um menino de 12 anos que contava, por entre risos, que no smartphone e no tabletnunca se fica offline, por causa dos sinais sonoros com os alertas para as actualizações no email ou nas redes sociais. O rapaz dava também conta da forma como os amigos ficavam zangados se ele não respondesse rapidamente a alguma mensagem, por exemplo, mesmo no horário em que devia estar a dormir.

“Os jovens estão a usar demasiado as tecnologias. Quase minuto a minuto”, confirma Rosário Carmona, psicóloga, que tem tratado casos de dependência da Internet no Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil (Cadin), em Cascais. “Quando lhes pergunto se já foram ao email hoje, eles riem-se. Não foram ao email, porque não saíram do email”, descreve.

Fonte: http://www.publico.pt

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Fórum mês setembro

No tema do mês de setembro, proponho uma reflexão sobre a educação…

 

“Antes que uma criança perca sua cor ou se notarmos que ela a está perdendo, os adultos têm a responsabilidade de iluminar a vida dela e de dar cor ao seu olhar.”

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Fórum do mês de agosto – Sono e aprendizagem

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“O sono desempenha um papel importante em todas as fases da nossa vida, desde o período em que estivémos aconchegados no útero da nossa mãe, passando pelas fase de crescimento e desenvolvimento intensos da infância ou de turbulência da adolescência até à vida agitada da idade adulta e às rugas e cabelos brancos da 3ª idade.

Esta importância deve-se à multiplicidade das suas funções, entre as quais se salientam a conservação de energia, o restabelecimento dos vários sistemas orgânicos, a regulação da temperatura corporal e da imunidade, e sobretudo a promoção de funções cognitivas. Cada uma das funções tem a sua base, essencialmente, numa das fases do sono. Este distribui-se ao longo da noite em vários ciclos, cada um destes constituído por um período de sono NREM e outro de sono REM (Rapid Eye Movements).

O sono NREM ajuda-nos a recuperar as energias e é nesta fase que se produz a hormona de crescimento. Durante o   sono REM, para além de sonharmos, arrumamos as ideias, sedimentamos os conhecimentos adquiridos e ficamos com “espaço”para pensar e nos abstrairmos de forma mais fluida no dia seguinte.

Durante a infância, período de intenso crescimento e maturação do sistema nervoso central, a sequência adequada e a duração das fases do sono desempenham um papel essencial na aquisição das funções cognitivas. Recentemente, numerosos estudos se têm debruçado sobre a relação entre o sono e a capacidade de aprender, demonstrando que a capacidade de memorização e de abstracção, a criatividade e fluência verbais são prejudicadas pela redução e qualidade do tempo de sono. A investigação também sugere que o compromisso infligido pelo défice de sono é tanto maior e mais prolongado quanto mais jovem fôr a criança.

As razões para que a criança ou adolescente não tenha um sono na quantidade e/ou com a qualidade necessárias à sua idade são várias e habitualmente vão-se somando à medida que aumenta a idade da criança, indo desde a sobrecarga de trabalho escolar ou actividades extracurriculares, excesso de tempo dedicado aos equipamentos eletrónicos até à pouca organização dos horários familiares. Na adolescência, a estes factores acresce a tendência natural para o atraso do período de sono, isto é, da hora de ir para a cama (mais tarde) e de acordar (mais tarde). Como as obrigações escolares obrigam a que o adolescente não se possa levantar mais tarde durante a semana e a compensação do tempo de sono efectuada ao fim de semana nem sempre é suficiente, o jovem fica em privação crónica de sono.

Este défice de sono pode traduzir-se por dificuldades de concentração e aprendizagem, problemas de comportamento, cansaço e instabilidade emocional; nas crianças mais novas o comportamento hiperactivo e nas velhas, a sonolência, a agressividade e tendência para o risco são frequentes. Se estes sinais não são reconhecidos e valorizados pelos pais como secundários ao sono em falta e não fôr tomada alguma medida, o problema poderá tornar-se persistente.

Este problema tem sido objecto de múltiplos trabalhos e como exemplo refere-se um estudo efectuado, nos Estados Unidos em 2014, a mais de um milhar de crianças e jovens dos 6 aos 17 anos. Neste estudo verificou-se que:

56% dos adolescentes dos 15 aos17 anos dormia 7 ou menos horas por noite,

23% das crianças dos 6 aos 11 anos dormia apenas 8 horas por noite,

 72% das crianças tinha, pelo menos, 1 equipamento electrónico no quarto e 27% tinham de 3 a 5,

e que algumas das consequências eram:

as crianças que têm equipamento electrónico no quarto dormem cerca de 0,8 horas a menos por noite,

a manutenção de equipamento ligado após a hora de deitar diminui a duração do sono,

as crianças que têm regras quanto à hora de deitar dormem em média cerca de 1,1 horas a mais do que as que não têm,

81% das crianças têm muito ou algum impacto da insuficiência de sono no desempenho escolar.

Consulte, no esquema da National Sleep Foundation de 2015, o tempo de sono mais adequado.”

Idade Tempo Recomendado
0-3 meses 14 a 17 horas
4-11 meses 12 a 15 horas
1-2 anos 11 a 14 horas
3-5 anos 10 a 13 horas
6-13 anos 9 a 11 horas
14-17 anos 8 a 10 horas
18-25 anos 7 a 9 horas

Maria Helena Estêvão, Pediatra com Competência em Medicina do Sono

Artigo retirado da página da Associação Portuguesa de Sono

 

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Fórum do mês de julho – A importância da música no desenvolvimento infantil

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A música está a ser introduzida na educação de crianças em idade pré-escolar devido à importância que representa no seu desenvolvimento intelectual, sensorial, no desenvolvimento da linguagem e desenvolvimento motor.

A música é um elemento fundamental nesta primeira etapa do sistema de ensino. A música ajuda a criança a alcançar a autonomia nas suas atividades diárias, a cuidar de si mesmo e do ambiente, e a expandir seu mundo de relações. A criança começa a ser capaz de integrar-se ativamente na sociedade.

Benefícios da música no desenvolvimento das crianças:

1. Segurança: dá segurança emocional, confiança, porque as crianças aprendem a ouvir música imersos numa uma atmosfera de apoio, cooperação e respeito mútuo.

2. Aprender: a fase de alfabetização das crianças é mais estimulada com a música. Através de canções infantis, nas quais as sílabas são rimados e repetitivas, e acompanhadas por gestos que são feitos para cantar, a criança melhora a sua fala e entende o significado de cada palavra. Assim, há uma alfabetização mais rápida.

Quem estuda música tem melhor desempenho a matemática

Uma investigação da Universidade de Aveiro concluiu que as crianças que estudam música apresentam melhores desempenhos a Matemática comparativamente às que não têm. O estudo concluiu que quanto maior for o número de anos de aprendizagem musical melhor é o desempenho matemático, nomeadamente na área da Geometria.

A investigação desenvolvida por Carlos dos Santos Luiz, no âmbito da tese de Doutoramento realizada no Departamento de Educação da UA, destaca o facto de a associação entre aprendizagem musical e performance matemática permanecer evidente, mesmo após a remoção das diferenças entre alunos ao nível da inteligência e do nível socioeconómico.

Demonstra-se, assim, a aptidão preditiva das lições de música no desempenho matemático sem a interferência destas duas variáveis potenciadoras do desempenho académico”, assinala.”

Carlos dos Santos Luiz diz que “no âmbito da neurociência da música, as tecnologias imagiológicas e eletrofisiológicas permitem verificar diferenças anatómicas e fisiológicas entre músicos e não músicos ao nível do encéfalo”, sendo a aprendizagem musical precoce “o principal fator para a maioria das diferenças verificadas”.

Outro estudo levado a cabo estudo levado a cabo pela Northwestern University (NU), nos Estados Unidos, refere que as aulas de música na infância podem ser benéficas no desenvolvimento do cérebro na vida adulta, particularmente em funções de audição e processamento complexo de sons.

3. Concentração: a música também é benéfica para a criança aumentar a sua capacidade de concentração, e melhorar a sua capacidade de aprendizagem da matemática. A música é matemática pura. Além disso, facilita às crianças a aprendizagem de outras línguas, aumentando a sua memória.

4. A linguagem corporal: com a música, a linguagem corporal da criança é mais estimulada. Elas usam novos recursos para adaptar o seu movimento do corpo aos ritmos de diferentes, contribuindo assim para o reforço do controle rítmico de seu corpo. Através da música, as crianças podem melhorar a sua coordenação e combinar uma série de comportamentos.

A música tem o dom de unir as pessoas. A criança em contacto com a música aprende a conviver melhor com as outras crianças, a estabelecer uma comunicação mais harmoniosa.

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Fórum do mês de junho – Obesidade Infantil

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A obesidade infantil é considerada pelo Organização Mundial de Saúde como um dos desafios mais graves de saúde pública do século XXI. O problema é mundial e  tem aumentado a um ritmo alarmante. Globalmente, em 2013, o número estimado de crianças com excesso de peso com menos de cinco anos de idade era mais de 42 milhões. Cerca de 31 milhões delas vivem em países em desenvolvimento.

Excesso de peso e obesidade são definidos como ” acumulação anormal ou excessiva de gordura que apresenta um risco para a saúde ” .

É difícil desenvolver um índice simples para  medir o excesso de peso e obesidade nas crianças e adolescentes porque os seus corpos passam por uma série de alterações fisiológicas à medida que crescem . Dependendo da idade, existem métodos diferentes para medir o peso de um corpo saudável.

A obesidade infantil está associada a uma maior probabilidade de morte prematura e incapacidade na vida adulta. As crianças com excesso de peso e obesas são mais propensas a ficar obesos na idade adulta e a desenvolver doenças não transmissíveis (DNT) como diabetes e doenças cardiovasculares numa idade mais jovem. Para a maioria das DNT resultantes da obesidade, os riscos dependem parcialmente da idade de início e da duração da obesidade.

As consequências para a saúde mais significativas relacionadas com excesso de peso e obesidade infantil, que muitas vezes não se manifestam até à idade adulta, incluem:

  • as doenças cardiovasculares (principalmente a doença cardíaca e derrame);
  • diabetes;
  • distúrbios músculo-esqueléticos;
  • certos tipos de cancro (do endométrio, mama e cólon).

Pelo menos 2,6 milhões de pessoas morrem por ano devido ao excesso de peso ou obesidade.

Razões para as crianças e adolescentes se tornarem obesos

A principal causa de excesso de peso e obesidade infantil é um desequilíbrio energético entre as calorias consumidas e as calorias gastas. O aumento global do excesso de peso e obesidade infantil são atribuíveis a uma série de fatores, incluindo:

  • A mudança global na dieta para o aumento da ingestão de alimentos altamente energéticos que são ricos em gorduras e açúcares, mas pobre em vitaminas, minerais e outros micronutrientes saudáveis;
  • A tendência para a diminuição dos níveis de atividade física devido à natureza cada vez mais sedentária de muitas formas de brincar.

A Organização Mundial de Saúde reconhece que o aumento da prevalência da obesidade infantil é resultado de mudanças na sociedade. A obesidade infantil está associada principalmente com uma alimentação pouco saudável e baixos níveis de atividade física.

Mas o problema está ligado não só ao comportamento das crianças, mas está também, cada vez mais, ligado ao desenvolvimento de políticas sociais e económicas nas áreas de agricultura, transportes, planeamento urbano, meio ambiente , processamento de alimentos, distribuição e comercialização, bem como a educação.

O problema é social e, portanto, exige uma abordagem  multidisciplinar.

Ao contrário da maioria dos adultos, as crianças e adolescentes não podem escolher o ambiente em que vivem ou a comida que comem. Eles também têm uma capacidade limitada de compreender as consequências a longo prazo do seu comportamento. Eles, portanto, requerem uma atenção especial no que diz respeito ao combate da epidemia da obesidade.

O papel dos pais

A promoção de dietas saudáveis ​​e atividade física regular adequada são fatores importantes na luta contra a epidemia da obesidade infantil. Por isso cabe aos pais:

  • Ter alimentos saudáveis ​​e  bebidas saudáveis disponíveis em casa
  • apoiar e incentivar a atividade física
  • limitar a exposição a práticas de marketing (por exemplo, limite de visualização de televisão);
  • ensinar as crianças a resistir à tentação e estratégias de marketing;
  • fornecer informações e competências para fazer escolhas alimentares saudáveis.
  • reduzir o tempo de não-ativo (por exemplo, ver televisão, computador);

Simultaneamente os pais são aconselhados a viver e promover um estilo de vida saudável, porque o comportamento das crianças é muitas vezes moldada pela observação e adaptação ao estilo de vida dos pais.

O papel da escola

A promoção de dietas saudáveis ​​e actividade física na escola é essencial para combater a epidemia de obesidade infantil. As crianças e adolescentes passam um tempo significativo das suas vidas jovens na escola, o ambiente escolar é o cenário ideal para adquirir conhecimentos e competências sobre escolhas saudáveis ​​e para aumentar os níveis de atividade física.

Resumindo, o excesso de peso e a obesidade, bem como as doenças não transmissíveis relacionadas com estes fatores, são em grande parte evitáveis. Assim, a prevenção é a opção mais viável para conter a epidemia de obesidade infantil.

O objetivo na luta contra a epidemia da obesidade infantil é alcançar um equilíbrio de energia que pode ser mantido ao longo do tempo de vida do indivíduo.

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Fórum do mês de maio – Autismo

Algumas pistas podem ajudar os pais e educadores a antecipar a descoberta do problema em bebés e aumentar o progresso do tratamento.

A doença costuma ser identificada pelos médicos entre 1 ano e meio e os 3 anos, mas os especialistas referem que os próprios pais e educadores  são capazes de detectar os primeiros sinais a partir dos 8 meses e, assim, procurar ajuda especializada quanto antes.

As Perturbações do Espectro do Autismo (PEA) tornam-se mais óbvias a partir dos 18 meses de idade. Permanecem toda a vida, mas podem conhecer melhorias quando tratadas adequadamente.

Segundo a Associação Americana de Psiquiatria, as Perturbações do Espetro do Autismo (PEA)“são um síndroma neuro-comportamental com origem em perturbações do sistema nervoso central que afeta o normal desenvolvimento da criança. Os sintomas ocorrem nos primeiros três anos de vida e incluem três grandes domínios de perturbação:social, comportamental e comunicacional”

Alguns sinais:

Olhares perdidos. O olhar é extremamente importante para demonstrar o vínculo materno, a criança autista pode não fitar a figura da mãe e ter um olhar perdido.

O choro quase ininterrupto, uma inquietação constante ou, ao contrário, uma apatia exacerbada também merecem atenção.

Incomodo com o toque, com alguns sons e com certas texturas de alimentos.

ausência de fala, uma aparente surdez e  movimentos pendulares estereotipados de tronco, mãos e cabeça.

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Fórum do mês de abril – a importância do trabalho em equipa

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Trabalho em equipa é um esforço coletivo para resolver um problema.

“Define-se como um grupo de pessoas que têm um objectivo comum que seja motivador e válido e que necessite da energia que todos os membros disponibilizam”.

Todas as atividades profissionais feitas com trabalho humano necessitam que sejam feitas com dedicação. O trabalho em equipa é fundamental para que qualquer tarefa seja realizada com determinação e dedicação.

O trabalho em equipa significa agrupar um conjunto de pessoas e desenvolver determinadas ações que visam um só propósito, um só objetivo.

Todos dentro da equipa são responsáveis pelas atividades exercidas. Portanto cada membro é responsável pelo sucesso de uma tarefa bem feita, ou pelo fracasso de uma tarefa mal sucedida.

Equipa é um grupo específico que…

Tem uma determinada orientação para uma tarefa concreta;

Partilha linguagem e objectivos comuns;

Possuiu capacidade de motivação;

Tem uma divisão de papéis, mas integra em cada profissional as competências de outros;

Assume a cooperação entre os vários elementos no sentido de operacionalizar, rentabilizar e utilizar de forma efectiva as competências individuais;

Possuiu uma determinada liderança;

Possuiu coesão entre os vários elementos.

É a partir das interacções e da comunicação que cada equipa constrói que se estabelecem os limites e a entidade da mesma.

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Na vida temos que enfrentar muitas adversidades, mas quando nos juntamos ao outro a coragem aumenta, o nosso potencial duplica e os nossos objetivos  são mais facilmente atingidos

Fatores de sucesso de uma equipa

Estabeleçam e identifiquem, de modo claro, objectivos colectivos;

Definam compromissos e negoceiem regras de modo a estabelecerem-se os limites da acção individual e colectiva;

Facilitem, a cada um dos técnicos, o ajustamento entre os papéis e as funções dos diversos técnicos;

Facilitem a partilha de informação, entre serviços e entre as equipas de intervenção;

Monitorizem a dinâmica de grupo identificando forças e fraquezas e tendo presente os resultados obtidos no desenvolvimento da tarefa;

Supervisionem as equipas procedendo aos necessários feed-backs individuais e colectivos;

Fomentem a valorização e o apoio da equipa por parte de todos os agentes da comunidade;

Promovam a formação dos profissionais das equipas sempre que possível conjuntamente com técnicos de outros serviços;

Facilitem o desenvolvimento de competências que permitam promover o trabalho em equipa e a auto-formação;

Facilitem e promovam a comunicação tanto na sua perspectiva lateral como vertical;

DICA = Estamos todos no mesmo barco!

Experimente acolher em vez de julgar, perdoar em vez de acusar e compreender as atitudes dos outros em vez de se vingar!

É difícil, sem dúvida! Mas é possível e extremamente gratificante.

A vida fica mais leve, o caminho fica mais fácil e a recompensa muito mais valiosa.

A EQUIPA FAZ A FORÇA!

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Fórum do mês de março – A Hiperatividade

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A hiperatividade é um dos componentes mais conhecidos do TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. A criança hiperativa mostra um nível de atividade maior que outras crianças da mesma idade, que acaba por incomodar as pessoas ao redor. A criança torna-se difícil de lidar, porque “não para quieta”, tem dificuldade em permanecer numa atividade – como brincar ou ver TV, e prejudica coisas importantes, como comer ou ouvir o que a professora diz.

A PH – Perturbação de Hiperatividade – é uma perturbação do neurodesenvolvimento caraterizada por dificuldades ao nível da atenção, da hiperatividade e/ou da impulsividade. A Perturbação de Hiperatividade (PH) é uma perturbação neurocomportamental que aparece geralmente na primeira infância e que se caracteriza por um excesso de atividade motora, impulsividade, acompanhado de dificuldades de atenção (manter a atenção/concentração num estímulo por algum tempo). Esta perturbação pode-se apresentar com variantes e os seus sintomas são valorizados quando causam impacto ou um prejuízo na aprendizagem escolar e no desenvolvimento sócio-afetivo.

Sinais de alerta mais frequentes:

– dificuldade para se concentrar num só estímulo;

– dificuldade em prestar atenção a detalhes;

– frequentemente parece não escutar ninguém mesmo quando dirigido a si;

– frequentes esquecimentos no dia-a-dia;

– frequentemente não acompanha instruções;

– distrair-se facilmente com objetos alheios à tarefa;

– atividades longas e complexas rapidamente tornam-se desmotivantes;

– dificuldade para organizar as tarefas ou o trabalho;

– dificuldade para manter uma estrutura ou uma rotina;

– não permanecer sentado por muito tempo;

– mexe mãos e pernas excessivamente em situações inadequadas;

– frequentemente corre ou sobe em locais inapropriados;

– impulsividade com frequentes respostas antes de tempo;

– dificuldade em esperar pela vez;

– frequentemente intromete-se ou interrompe os assuntos dos outros;

– recusa por tarefas que exigem esforço cognitivo continuado.

Para além destes sintomas, são várias as referências bibliográficas que descrevem a correlação existente entre a Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) e as dificuldades de aprendizagem especificas. Neste sentido é de indicar que uma percentagem significativa da população que apresenta uma Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) apresenta igualmente associado um quadro de dificuldades na leitura, na escrita e/ou no cálculo.

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“Os pais de crianças hiperativas tendem geralmente a achar que o céu lhes caiu em cima. Não é fácil para eles mas para os filhos não é melhor.

Este distúrbio provoca sofrimento, problemas de integração, socialização e aprendizagem. Mas não aceite, vencido, o rótulo de filho problemático. Com o acompanhamento adequado, os milagres da concentração acontecem. Basta saber acompanhar a criança.

Os números assustam e, diz quem sabe, que a realidade ainda mais. A hiperatividade, nome pelo qual é conhecida a Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA), afeta entre 5 e 7 % das crianças em idade escolar.

É o segundo distúrbio do desenvolvimento mais frequente, depois da dislexia. Por isso, na escola, não é raro que exista pelo menos uma criança diagnosticada por turma. São, muitas vezes, consideradas crianças problemáticas mas, a verdade, são é desatentas e desconcentradas, o que resulta numa agitação permanente e anormal.

«São como um carro sem travões», descreve Nuno Lobo Antunes. Esta perturbação é uma dor de cabeça para pais, professores, mas, sobretudo, para as crianças, que sofrem o estigma de quem tem dificuldades de integração e aceitação. O que pode ter consequências devastadoras na formação e socialização dos próprios, bem como no seio da família. Não é à toa que pais com filhos hiperativos são mais propensos ao divórcio (a possibilidade é de três a cinco vezes maior).

Mas não é caso para resignações. A PHDA é crónica e, muitas vezes, cruel mas, com o acompanhamento certo, o diagnóstico bem elaborado, e doses reforçadas de paciência, amor e tolerância, é possível rescrever o guião de vida destas crianças. Quem o diz é o neuropediatra Nuno Lobo Antunes, que todos os dias trata crianças com este problema no Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil (CADIn).

O que é a hiperatividade?

Vamos por partes. Antes de mais será o seu filho realmente hiperativo? «Muitos dos alunos etiquetados com esta perturbação não têm qualquer problema», desvenda Nuno Lobo Antunes. «Há crianças que manifestam mais vitalidade do que o normal ou que tentam chamar a atenção dos outros», acrescenta.

Por isso, se o seu filho é irrequieto, desatento ou tem uma energia inesgotável, não é caso para lhe fazer de imediato um diagnóstico doméstico de PHDA. Até porque as características desta perturbação, em especial na infância, são comuns a diferentes perturbações do desenvolvimento. Aos pais, professores, família e pediatra cabe estarem atentos aos sintomas, mas «procurar sempre especialistas que saibam fazer uma análise correta da situação».

É hereditária?

Há fatores preponderantes. Se um dos pais tiver tido PHDA, a probabilidade de os filhos desenvolverem a perturbação aumenta 50%. E uma coisa é certa, diz o médico: «Quando os pais tomam a decisão de nos trazer as crianças, seja por decisão própria ou recomendação do pediatra ou professor, existe sempre uma razão válida para tal». E se a intervenção for precoce, minimiza e muito os problemas que advêm da PHDA.

(…)

Como se trata?

Uma vez feito o diagnóstico, é altura para boas notícias. É difícil acreditar que elas existem, já que uma criança com PHDA aumenta em 50%  probabilidade de ter um acidente de bicicleta e em 33% a possibilidade de ir parar às urgências hospitalares. Mas a verdade é que há luz ao fundo do túnel. A intervenção farmacológica, ou seja, através de medicação, é, normalmente, a primeira escolha para tratar o distúrbio.

Com exceção das crianças abaixo da idade escolar, onde a intervenção é apenas comportamental. «Pode acontecer mas não é uma primeira escolha», sublinha o especialista. E se começa a ficar assustada, tenha calma. «A medicação não é um sedativo, é um estimulante», tranquiliza Nuno Lobo Antunes. E os resultados são imediatos? «Sim, muitas vezes são logo ao primeiro dia», atesta. E prossegue, dizendo que «quando não é, aconselhamos duas a três semanas antes de desistir do fármaco».

Tem cura?

O  diretor do CADIn lembra que, como qualquer medicação, a dose é ajustável. Isso quer dizer que os hiperativos estão condenados a medicação para o resto da vida? «Não, são medicados até pais, médico e adolescente acharem que é necessário », responde. «Normalmente, o problema passa com a chegada da idade adulta, quando há uma maturação do lobo frontal e os sintomas deixam de se manifestar», assegura.

E conclui que «o tratamento envolve também uma parte psicológica, porque a medicação resolve o défice de atenção, dirige a concentração, diminuindo a agitação, mas não resolve, por si, os problemas das relações interpessoais». Em alguns casos (um terço), a PHDA transita para a idade adulta. Mas não é caso para dramatismos. «O CADIn, por exemplo, tem uma consulta destinada a adultos com défice de atenção », revela em jeito de solução.

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Conselhos aos pais

Estas são algumas das recomendações que deve pôr em prática:

– Seja proativo. É preferível que antecipe a situação, evitando que aconteça, do que reagir a ela.

– Hierarquize as situações. Ponha as coisas maisimportantes em primeiro lugar, não reaja a todas da mesma forma.

– Tente compreender a situação do seu filho.

É importante que se preocupe mais com isso do que em querer ser compreendido. Se tentar, em primeiro lugar, entender a situação do seu filho, aumenta a probabilidade de ser correspondida, pois está a atuar como modelo.

– Utilize o reforço positivo com frequência. Reforce de forma imediata e sistemática o bom comportamento e as capacidades do seu filho.

– Não grite nem se exalte. Explique porque é que está a atuar dessa forma, mantendo a calma ao falar e agir. Não puna a criança em situação de conflito aberto ou em situação de birra. Nestes casos, retire a criança da situação geradora de conflito e espere que se acalme.

– Ajude o seu filho a organizar-se – Estabeleça rotinas adequadas às suas capacidades e reforce a sua realização.

– Mantenha sempre a calma. Pelo menos tente e treine. Manter uma atitude

firme mas tranquila é essencial para lidar com o seu filho.”

Texto: Sandra Cardoso com Nuno Lobo Antunes (neuropediatra e diretor clínico do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil -CADIn)

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Fórum do mês de fevereiro – O papel do pai na gravidez

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“Vou ser pai, e agora? Os 9 meses da gravidez são tempos intensos, de grande alegria e expectativa, mas também de grande mudança na vida de um homem – e de medos, apreensão e inquietações. Ter a responsabilidade sobre outro ser humano, que vai nascer, transforma-nos e faz-nos olhar o mundo de outra maneira, refazendo as prioridades. Pensar que esse bebé é nosso filho, nosso prolongamento, nossa paixão é quase demolidor”.

A gravidez é uma situação que envolve não apenas a mulher mas também o seu companheiro e o meio social. Em relação à gravidez e ao nascimento, embora ambos sejam estados e eventos fisiológicos da mulher, a maior parte dos homens sentem-se profundamente envolvidos com o nascimento dos seus filhos.

A presença do pai na sala de partos é de grande utilidade pois permite estreitar os laços mais íntimos, consolidando a união familiar e proporcionando bem-estar à grávida.

O momento do parto, não é apenas o final da gravidez, mas é também o início real e físico da paternidade. Os primeiros minutos e horas depois do parto, são importantes para o desenvolvimento do papel de mãe e de pai. Porque são capazes de sentir que o filho realmente lhes pertence e vice-versa.

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Fórum do mês de janeiro – Pais muito exigentes convertem os seus filhos em mentirosos

O fórum do mês de janeiro será especial. Este mês contamos com a participação da aluna Francisca Luciano do curso de Educação Infantil. A Francisca decidiu participar no fórum deste mês e enviou-nos um artigo de que gostou sobre crianças que tendem a mentir devido à pressão exercida pelos pais.

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Pais muito exigentes convertem os seus filhos em mentirosos

Os psicólogos nos dizem que os erros mais comuns entre os pais é não manter um equilíbrio, uma vez que existe uma tendência em ser um pai autoritário e severo, ou um que não imponha limites e normas aos filhos. E você? Está em qual desses grupos? Você é um pai muito exigente ou se considera muito liberal?

Se você estiver no primeiro caso é muito possível que sem intenção de pretendê-lo e, sobretudo sem sabê-lo, está convertendo os seus filhos em pequenos mentirosos. Pelo menos é o que nos dizem os especialistas após vários estudos e provas realizadas.

O modelo de criação rígida converte crianças em mentirosos

Victoria Talwar é especialista em desenvolvimento social e cognitivo na infância na Universidade McGill, no Canadá. Segundo suas pesquisas, o modelo educacional baseado na autoridade e a criação rígida tende a criar filhos que aprendem a mentir e enganar para fugir de determinadas circunstâncias. Quando os pais criam uma atmosfera de castigo, repreensões e gritos, os filhos vão aprendendo a mentir para escapar das sanções dos seus pais.

Talwar desenvolveu um exame para identificar crianças mentirosas. Realizou um teste em duas escolas; uma muito rígida, com duras medidas de disciplina e outra com normas mais flexíveis. Pediu às crianças que identificassem que objeto produzia um ruído atrás deles sem ter que girar para vê-lo quando os supervisores saiam da sala. Com certeza alguns alunos viraram em ambas as escolas, mas quando os supervisores perguntaram o que produzia o ruído, na escola rígida, as crianças demonstraram ser mentirosas muito mais rapidamente e eficazes.

É tão somente um teste, mas serve como exemplo para demonstrar que diante do medo do castigo ou sanções duras, as crianças aprendem a deformar a realidade, a produzir uma verdade alternativa, e é claro, a mentir.

Consequências em ser um pai muito rígido

Uma autoridade negativa, muito rígida, baseada em castigos e gritos só consegue que as crianças mintam mais.

– Crianças agressivas: as crianças aprendem por imitação; se recebem violência verbal, física ou falta de afeto, a tendência é se comportar da mesma maneira.

– Baixa autoestima: esse modelo educativo ataca diretamente a autoestima que não se sente escutada nem respeitada.

– Rebeldia: os estudos demonstram que o modelo de criação rígido gera adolescentes que se rebelam mais contra os seus pais, já que não têm desenvolvido argumentos para regular suas emoções ou seu comportamento.

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Alba Caraballo

Editora de GuiaInfantil.com

Pais muito rigorosos podem transformar os seus filhos em “bons mentirosos”. Crianças que têm muito medo de contar a verdade para os pais costumam inventar mentiras para evitarem problemas.

Trabalho realizado pela aluna Francisca Luciano do curso de Educação Infantil

 

 

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Desejo-vos um ano de 2017 cheio de sonhos e concretizações pessoais e profissionais!