Monthly Archives: Julho 2014

“CASTIGOS E RECOMPENSAS: COMO GERIR?”

Foi tema da Tertúlia que encerrou o mês de junho no atmosfera m

 

A encerrar o mês dedicado aos mais jovens no atmosfera m realizou-se, na passada segunda-feira, mais uma Tertúlia da Sociedade Civil, desta feita sob o tema “Castigos e recompensas: como gerir?” que, sob moderação de Fernanda Freitas contou com a participação de João Guerra, Pedopsiquiatra na CUF – Porto e de Sofia Ramalho, Coordenadora do Serviço de Psicologia – Colégio de Nossa Senhora.

Não há fórmulas mágicas nem receitas eficazes. Há antes uma descoberta entre pais e filhos, um percurso comum de aprendizagem, onde se criam regras e se descobrem truques para a educação de um futuro adulto, foram reflexões que os oradores-convidados trouxeram a debate, partilhando da ideia de que “os melhores especialistas sobre crianças são os seus pais e não os pedopsiquiatras ou os psicólogos”.

Valorizar o que a crianças fazem bem, as mudanças positivas no comportamento, o mérito em uma atividade, em suma, praticar o elogio parece ser regra de ouro para quem procura orientação na árdua tarefa de educar uma criança.

Sofia Ramalho sabe que a “falta de tempo” que os pais tantas vezes referem os torna mais permissivos, mas quando é necessário recriminar atitudes lembra que retirar privilégios pode ser um bom ponto de partida. “Não poder ver televisão, não poder jogar, por exemplo” são algumas soluções, mas sublinha que os pais devem levar até ao fim as batalhas que querem travar, não caindo em erros clássicos, como refere o médio pedopsiquiatra, e dizer “se não fazes isto não vais ter festa de anos ou não vais ter prendas no Natal”, por que por norma os pais não conseguem cumprir com estes castigos.

Não ter receio de contrariar, saber que fazê-lo pode desencadear atritos, mas manter presente que são estas as atitudes que as crianças precisam e esperam e que, por essa razão, testam limites, são diretrizes que reforçam o papel dos adultos – de orientação e amparo – na sua vida.

FÓRUM JULHO

A importância das rotinas

Este mês vamos conversar um pouco sobre a importância dos rituais familiares para crianças e jovens. Há algum tempo li um artigo publicado pelo Journal of Family Psychology (jornal da psicologia da familia) onde os autores analisam publicações a respeito de rotinas e rituais familiares:A Review of 50 Years of Research on Naturally Occurring Family Routines and Rituals: Cause for Celebration?“.

No artigo os autores demonstram que rituais e rotinas familiares são fundamentais para prover união e fortalecimento das relações familiares, senso de identidade pessoal (principalmente de adolescentes), estabilidade, manutenção do contato familiar e satisfação matrimonial. No artigo são apontadas as diferenças entre rotinas e rituais: as primeiras são as ações do dia a dia que têm de ser realizadas com regularidade e que são momentâneas, ou seja, não trazem uma reflexão posterior. Já os rituais são mais simbólicos, duradouros e têm um significado afetivo que ficam marcados na memória. Rituais como jantares em família, reuniões de domingo e tradições familiares fazem com que uma criança desenvolva um senso de pertencimento e do que é certo.

As rotinas, que apesar de não serem experiências marcadas pela afetividade e pelo simbolismo dos rituais, são também importantes: “as práticas de rotinas familiares são uma indicação da organização familiar e são importantes para a saúde psicológica e bem estar de seus membros”. Além disso, as “mães de bebés reportam mais satisfação nos seus papéis de mães e sentem-se mais competentes quando há rotinas regulares no lar. (…) Crianças com rotinas regulares de horários para ir para a cama resolvem dormir mais cedo e acordam com menos frequência durante a noite do que aquelas com rotinas menos regulares”.

Rotinas e rituais são fundamentais para o desenvolvimento de uma criança e para a qualidade das relações familiares. Portanto, vale a pena o esforço dos pais para manterem rotinas com seus filhos como hora de dormir, horários de refeições, tarefas domésticas diárias, horário para estudar e rituais como almoços de domingo, orações antes das refeições e a hora da leitura com toda a família.

Este mês proponho-vos uma reflexão/debate sobre o tema A IMPORTÂNCIA DAS ROTINAS, pesquise ou identifique conselhos, dicas e truques para organizar o dia de uma criança.

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Rita Lourenço