Monthly Archives: Agosto 2014

No meu quarto mando eu – SAPO Crescer

Na família, existem espaços familiares, os comuns e os privados, e em cada um desses mesmos espaços também existem os lugares de cada um.

 

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isto faz alguma coisa mas eu nsei o que…

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Quando convidamos alguém para ir a nossa casa, abrimos a porta e recebemos as pessoas num espaço que é comum, e a circulação é livre nesse mesmo espaço… a entrada para os espaços privados da casa está ligada ao grau de intimidade das visitas.

 

Na família, existem espaços familiares, os comuns e os privados, e em cada um desses mesmos espaços também existem os lugares de cada um. Esta geometria familiar, não é mais que uma banda sonora, que muda com os processos de maturação e crescimento de cada família.

 

A escolha da casa, quando os jovens adultos se emancipam, a compra da casa a dois, no projeto casal… as exigências, as limitações, os sonhos e a realidade… assim se inicia a jornada da definição dos espaços. Esta jornada intensifica-se com o nascimento e crescimento dos filhos, e desde cedo começam os desafios… muitos deles ligados à pertença, à posse, à exclusividade.

 

Por vezes os pais falam em ceder, em negociar, mas certo é que na sua competência única de orientadores e modelos, são eles quem define limites, quem avalia riscos e quem efetivamente valida a capacidade de escolha dos seus filhos, através da pedra basal mais importante, a confiança. Tudo isto seria muito mais fácil e tranquilo, se não fossem comuns as discordâncias, as divergências, a necessidade de controlar algo, na mesma medida em que crescemos.

 

O quarto dos filhos, costuma ser sempre um local mágico, ao qual se atribuem imensos papeis… o lugar de estudo, o lugar de descanso, o lugar do castigo, o lugar dos sonhos, das lágrimas, da música, do computador…. Não é então de estranhar, que sejam fáceis as guerrilhas domesticas em torno do quarto.

 

As perguntas que mais se ouvem em consulta estão muito relacionadas com a gestão diária dos espaços privados vs espaços comuns.

 

Televisão no quarto sim ou não?  Se sim, não sai de lá, se não é sempre uma discussão sobre o telecomando…

Computador no quarto sim ou não?

Telemóvel, durante a noite onde deve ficar?

 

Efetivamente, o quarto encerra em si um território exclusivo, de privacidade, pertença… como se de um prolongamento se tratasse. Mas o domínio de um território só acontece quando se cresce, quando se consegue ser responsável por esse mesmo território, quando os membros mais velhos da ‘tribo’ delegam essa função.

 

Assim sendo, é importante que todos compreendam que a conquista do espaço, está intimamente ligada ao crescimento… que para arrumar, primeiro desarruma-se, que ninguém nasce ensinado, que existem regras indiscutíveis e outras nem tanto… é também muito importante, que todos compreendam que o crescimento é sempre uma novidade, que é indiscutivelmente o maior desafio que enfrentamos e sempre com sucesso… e que na conquista do espaço, as questões arquitectónicas são maioritariamente metáforas das outras conquistas diárias.

 

No meu quarto mando eu – é também um voto de confiança dos pais para os filhos….

 

No meu quarto mando eu – é um pedido de deixem-me crescer…

 

No meu quarto mando eu – é uma das crises normativas e transaccionais das famílias

 

No meu quarto mando eu – pode ser um problema, quando todos os outros espaços familiares foram engolidos e tudo o que representam na vida da família, deixa de existir. Nestas alturas, procure ajuda, pois o espaço que se perdeu deu lugar a um outro espaço menos satisfatório e menos saudável para todos.

 

Mafalda Correia

mafalda.correia@pin.com.pt

Núcleo de Apoio e Terapia Familiar

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Fórum AGOSTO

A amiga chupeta

Feminina ou masculina, com nome ou incógnita, presa ou solta à roupa, grande ou pequena, de látex ou silicone… As crianças adoram e os pais descansam. Mas, há muito mais a dizer a dizer sobre a chupeta, este objeto tão importante na vida dos mais pequenos.

 

É claramente enternecedor observar um bebé a chuchar, uma imagem que transmite serenidade e faz parte do mundo “angelical” dos mais pequenos. Até na humorística série dos Simpsons encanta-nos ver a bebé da família a chuchar frenética e obsessivamente a sua chupeta.

Dentro dos parâmetros ditos habituais, e falando de crianças cognitivamente saudáveis, há sempre um tempo próprio e único para cada indivíduo dar um novo passo na sua vida. Cada criança é um caso, cada uma tem direito ao seu próprio desenvolvimento e não são expectáveis comportamentos iguais e ditos normais. Há quem comece a andar aos nove meses e outros só depois dos 18. Os que falam que nem papagaios ainda com tamanho de “ervilha” e os que emitem apenas alguns sons, já com cara de quem deveria ter um valente vocabulário. Há os que largam a fralda pouco depois dos 12 meses e os que antipatizam com o bacio já com mais de dois anos. A chucha, o seu uso, as suas vantagens e desvantagens, também são muitas e encaixam-se em cada criança de uma maneira exclusiva e especial.

Gabriel tinha quase três anos e ainda continuava agarrado à sua “Néné” (como chamava à chucha). Os pais falaram com a pediatra e com a educadora da creche e ambas insistiram para a retirada da chupeta. Rita, a mãe de Gabriel, tentou explicar ao filho porque devia largar a chucha, mas ele não entendeu e tão pouco ligou. Segundo disse na altura a pediatra do Gabriel, não se deve dar muitas explicações às crianças pois estas ainda não têm maturidade para entender as consequências do uso da chucha. Como conselho, disse apenas para promover a separação deste objeto da criança, incentivando-o como um menino corajoso, grande, e já não um bebé.

Aos poucos, os pais do Gabriel conseguiram tirar-lhe a chucha durante o dia, mas o menino já tinha quatro anos e ainda a usava à noite. A ajuda da educadora foi essencial, com a história que contou ao Gabriel (e de que ele, agora com sete anos, ainda se lembra): a história de uma coruja que apanha as chuchas dos meninos grandes – deixadas nas janelas – para levar para uma terra onde só existem bebés e, em troca, deixa uma medalha como agradecimento.

 

Este mês proponho-vos uma reflexão/debate sobre o tema

O USO DA CHUPETA,

pesquise ou identifique conselhos, dicas e truques relacionados com o uso da chucha.

Participe e desenvolva, no seu ponto de vista o tema exposto a debate. Se desejar, apresente exemplos representativos do que pretende ilustrar.

Para participar basta clicar em INSERIR COMENTÁRIO, não esquecendo de indicar o seu nome e turma para que o seu contributo seja avaliado. Os vossos comentários serão primeiro sujeitos à aprovação do professor pelo que podem não ficar imediatamente disponíveis.

Cotação: 20% da média da Unidade em estudo.

Aguardo as vossas participações com expectativa, o vosso contributo é muito importante para o sucesso deste fórum.

Bom trabalho e um bom Fórum para todos!

Rita Lourenço