Monthly Archives: Setembro 2015

Quando é que as crianças devem ir para o infantário?

snews

«É importante que se destrua a ideia que as mães são más por deixarem os filhos nos atendimentos diurnos. Os filhos ficam melhor se tiverem mães completas, que se sentem realizadas aos vários níveis da sua vida e com sentido de utilidade social». 

Nesta altura do ano de regresso à escola, propomos uma reflexão sobre a idade de entrada para a escola. Qual a idade ideal para uma criança entrar para a escola, infantário, jardim de infância…

Durante muitos anos, dizia-se e ainda se diz, que a idade ideal para ir para o infantário seriam os três anos e antes disso dever-se-ia ficar com a mãe ou seus substitutos (empregada, avó, familiares próximos). Contudo, os tempos e as circunstâncias mudam, e não podemos pensar como se algumas coisas se mantivesse iguais. Se por um lado é verdade que os infantários e jardins-infantis são locais onde há um risco aumentado de infeções, também são lugares de socialização e de aprendizagem cognitiva e de dinâmicas de grupo (e de companhia pelos pares) que as casas atualmente não têm, pelo menos em meio urbano.

Segundo o pediatra Mário Cordeiro, num comentário de resposta a um blog, aqui fica a dica:

  • “não fazer um “cavalo de batalha” acerca do assunto porque cada um é que sabe as linhas com que se cose… se há apoios, se não há, se os apoios que há são eficientes e dão conta do recado (aturar uma criancinha de 18 meses é obra e exige arcaboiço físico e psicológico, mais até do que estimular ou dar de comer…), etc, etc.
  • idealmente, a entrada seria aos dois anos e picos (depende muito de quando faz anos, mas há cada vez mais escolas a ter duas entradas: setembro e março)
  • antes dessa idade, a interacção social é mais para roubar brinquedos do que para jogo em conjunto. Todavia, com a ausência de irmãos, primos e vida de aldeia, as crianças podem ficar um bocado isolada
  • as “ranhites” e afins aparecem em força, claro, Não quer dizer que ficar em cada seja passaporte para a felicidade, mas a carga de infecções é maior (dez vezes maior, estatisticamente), embora a maioria sejam coisas simples, embora causem alguma disrupção na vida laboral e no quotidiano dos pais, sobretudo quando não há “SOS-avós”.
  • há crianças que, embora recebendo esta bicharada toda, não reagem; outros é diariamente…
  • por outro lado, numa escola há sempre a certeza de haver lá educadores (só depois, no 1º ciclo, é que o senhor professor NC começa a deixar turmas semanas a fio sem “s´tores”…), ao passo que uma pessoa em casa pode ficar doente ou, pura e simplesmente, avisar na sexta à tarde que já não regressa na segunda de manhã.
  • sem dramas, é ver qual a melhor solução para o ecossistema familiar. As crianças não vivem isoladas e têm de se enquadrar na vida dos pais.
  • a partir sois 2, dois e meio, sim… aí já faz falta.
  • convém escolher uma escola que siga, pelo menos parcialmente, o Movimento da Escola Moderna, em que se ensina pela cultura e pelo afecto, em que os pais fazem parte da comunidade escolar e em que se brinca muito. E, também, em que não há espartilhos de idades, mas apenas três conjuntos: os grandes, os médios e os pequenos, com grande interacção entre todos.
  • Ah. Last but not least: em que se possa dormir a sesta até aos 6 anos!

    Abraços”

Reflita sobre o assunto e se desejar recorra a exemplos de situações concretas para ilustrar a sua opinião.

Esta atividade de Fórum permite debater e abordar novas ideias, visa o desenvolvimento e a discussão de temas atuais, relacionados com os temas propostos nas Unidades, no âmbito da formação.

Participe e desenvolva, no seu ponto de vista, o tema exposto a debate. Se desejar, apresente exemplos representativos do que pretende ilustrar. Pode ainda comentar as participações dos colegas.

O post de cada formando não deve exceder a pág. A4 e deve ser enviado até ao final da semana. A sua participação conta  20% para a avaliação da Unidade.

Bom Fórum para todos!