Quando é que as crianças devem ir para o infantário?

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«É importante que se destrua a ideia que as mães são más por deixarem os filhos nos atendimentos diurnos. Os filhos ficam melhor se tiverem mães completas, que se sentem realizadas aos vários níveis da sua vida e com sentido de utilidade social». 

Nesta altura do ano de regresso à escola, propomos uma reflexão sobre a idade de entrada para a escola. Qual a idade ideal para uma criança entrar para a escola, infantário, jardim de infância…

Durante muitos anos, dizia-se e ainda se diz, que a idade ideal para ir para o infantário seriam os três anos e antes disso dever-se-ia ficar com a mãe ou seus substitutos (empregada, avó, familiares próximos). Contudo, os tempos e as circunstâncias mudam, e não podemos pensar como se algumas coisas se mantivesse iguais. Se por um lado é verdade que os infantários e jardins-infantis são locais onde há um risco aumentado de infeções, também são lugares de socialização e de aprendizagem cognitiva e de dinâmicas de grupo (e de companhia pelos pares) que as casas atualmente não têm, pelo menos em meio urbano.

Segundo o pediatra Mário Cordeiro, num comentário de resposta a um blog, aqui fica a dica:

  • “não fazer um “cavalo de batalha” acerca do assunto porque cada um é que sabe as linhas com que se cose… se há apoios, se não há, se os apoios que há são eficientes e dão conta do recado (aturar uma criancinha de 18 meses é obra e exige arcaboiço físico e psicológico, mais até do que estimular ou dar de comer…), etc, etc.
  • idealmente, a entrada seria aos dois anos e picos (depende muito de quando faz anos, mas há cada vez mais escolas a ter duas entradas: setembro e março)
  • antes dessa idade, a interacção social é mais para roubar brinquedos do que para jogo em conjunto. Todavia, com a ausência de irmãos, primos e vida de aldeia, as crianças podem ficar um bocado isolada
  • as “ranhites” e afins aparecem em força, claro, Não quer dizer que ficar em cada seja passaporte para a felicidade, mas a carga de infecções é maior (dez vezes maior, estatisticamente), embora a maioria sejam coisas simples, embora causem alguma disrupção na vida laboral e no quotidiano dos pais, sobretudo quando não há “SOS-avós”.
  • há crianças que, embora recebendo esta bicharada toda, não reagem; outros é diariamente…
  • por outro lado, numa escola há sempre a certeza de haver lá educadores (só depois, no 1º ciclo, é que o senhor professor NC começa a deixar turmas semanas a fio sem “s´tores”…), ao passo que uma pessoa em casa pode ficar doente ou, pura e simplesmente, avisar na sexta à tarde que já não regressa na segunda de manhã.
  • sem dramas, é ver qual a melhor solução para o ecossistema familiar. As crianças não vivem isoladas e têm de se enquadrar na vida dos pais.
  • a partir sois 2, dois e meio, sim… aí já faz falta.
  • convém escolher uma escola que siga, pelo menos parcialmente, o Movimento da Escola Moderna, em que se ensina pela cultura e pelo afecto, em que os pais fazem parte da comunidade escolar e em que se brinca muito. E, também, em que não há espartilhos de idades, mas apenas três conjuntos: os grandes, os médios e os pequenos, com grande interacção entre todos.
  • Ah. Last but not least: em que se possa dormir a sesta até aos 6 anos!

    Abraços”

Reflita sobre o assunto e se desejar recorra a exemplos de situações concretas para ilustrar a sua opinião.

Esta atividade de Fórum permite debater e abordar novas ideias, visa o desenvolvimento e a discussão de temas atuais, relacionados com os temas propostos nas Unidades, no âmbito da formação.

Participe e desenvolva, no seu ponto de vista, o tema exposto a debate. Se desejar, apresente exemplos representativos do que pretende ilustrar. Pode ainda comentar as participações dos colegas.

O post de cada formando não deve exceder a pág. A4 e deve ser enviado até ao final da semana. A sua participação conta  20% para a avaliação da Unidade.

Bom Fórum para todos!

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23 thoughts on “Quando é que as crianças devem ir para o infantário?

  1. “Ora aqui está uma boa questão. Eu não tenho espectaculares teorias sobre o assunto, pela simples razão de que não tive opção: os meus filhos tiveram de ir para o infantário quando a Teresa voltou a trabalhar. A Carolina, o Tomás e o Gui nasceram todos entre o final de Fevereiro e o início de Março, portanto estavam com seis meses quando chegou Setembro, e foi com essa idade que entraram no infantário. A Rita, como nasceu em finais de Agosto, acabou por ter de esperar um ano. Vivendo os meus pais em Portalegre e os da Teresa em Castelo Branco, não havia alternativa.

    Assim sendo, não tenho propriamente um termo de comparação, para poder dizer se é melhor eles entrarem para a creche com um, dois, três ou quatro anos. Como o que tem de ser tem muita força, não me recordo sequer de ter discutido isso com o pediatra dos meus filhos. Mas como o Dr. Mário Cordeiro de vez em quando passa por aqui, talvez ele possa esclarecer qual a sua posição. Tenho ideia que, caso haja opção, o Dr. Mário defende os três anos, mas posso estar enganado. Daquilo que já li e ouvi sobre o assunto, é a idade em que as vantagens da socialização e o músculo do sistema imunitário começam a compensar as desvantagens dos “infectários”.

    Mas para responder directamente à questão da Sílvia, e porque cada um de nós acaba por encontrar excelentes razões para justificar os seus próprios actos, devo dizer que nunca me arrependi dessa decisão. É verdade que aos seis meses eles são muito pequenos, mas isso também tem a vantagem de nem saberem o que lhes acontece – e de, por isso, se adaptarem muito melhor ao infantário e às suas rotinas do que uma criança mais velha. Qualquer pai ou mãe que coloca uma criança na creche, pela primeira vez, aos três ou quatro anos, é melhor mentalizar-se para 15 dias de berraria na hora de o deixar na escola.

    A dimensão da berraria também depende da personalidade dos pais, porque, como todos sabemos, um minuto depois de se fechar a porta os miúdos já estão na maior. Mas para os mais sensíveis a manipulações psicológicas, deixar um filho chorão no infantário pode ser um dos piores momentos do dia – momento pelo qual eu nunca tive que passar. Os meus filhos sempre andaram no mesmo infantário, gosta(ra)m muito de lá andar, e não tenho dúvida que sejam (foram) felizes lá – e eu prefiro tê-los divertidos no meio de miúdos da mesma idade que eles, do que fechados em casa com uma avó ou com uma empregada, sempre a olhar para as mesmas paredes e com diminuta socialização com crianças.

    A questão da socialização é importante. A Rita está com dois anos, e a diferença em relação à sua postura em Outubro de 2013 é radical, obviamente. Actualmente a Rita já tem amiguinhos, já tem mesas de trabalho, já começa a fazer muitas tarefas, e percebe-se perfeitamente quando uma criança gosta do sítio onde está. Ela gosta, está muito bem adaptada, e para mim é um descanso saber que não vou ter de passar pela berraria dos três anos, porque ela já conhece todos os cantos à casa (os primeiros 15 dias de Setembro, em qualquer infantário, são sempre uma desgraça).”

  2. A idade ideal para iniciar a escolinha
    Eu mesmo tive essa duvida com os meus filhos, coloquei com 6 meses a minha filha e arrependo-me , a menina estava sempre doente e passava o dia a chorar ou então a dormir . Não havia grande interação com as outras crianças . Lembro que o quanto foi dificel para mim como para a minha bebe! As primeiras semanas foram de muita ansiedade e stress , Já com o meu filho, foi com 2 anos (idade ideal para iniciar a escolinha na minha opinião) e tudo correu com muito mais harmonia e tranquilidade.
    Pesquisei muito sobre o assunto e a conclusão é a de que o melhor para a criança é apos os 2 anos de idade , até esse momento a criança sente muita necessidade do carinho , aconchego e proteção familiar. è normal a insegurança ou dependência dessa idade “Forçar” uma independência mais cedo pode trazer consequências futuras no desenvolvimento da criança.(EMBORA CADA CRIANÇA REAGE DIFERENTEMENTE AS NOVAS EXPERIENCIAS E SITUAÇÕES).
    È CLARO que também depende muito da creche/infantário , dos profissionais ect. ; da situação económica familiar ,(se a mãe não pode ficar em casa ,e precisa mesmo de trabalhar ), para além da mãe se não existe uma avó ,prima ,tia , ama ou familiar que possa tomar conta da criança , a creche é uma solução. É PRECISO DIZER QUE SE A CRIANÇA NÃO FICAR COM UM ADULTO capaz de o AMAR e ESTIMULAR o seu desenvolvimento então é melhor no infantário ou creche , pelo menos existe horários com ACTIVIDADES educativas e a companhia de outras crianças.
    NOTE:Cada caso é um caso ,e cabe a cada mãe/pai escolher informação e depois interpreta-las na sua verdade , o que acha é melhor para a sua criança , seja a creche/infantário , um familiar ou ama.

    MAS AFINAL NA CRECHE
    NÃO HA NADA PARA SABER?
    ASSIM ATÉ PARECE QUE NÃO AJUDA A CRESCER!
    A VERDADE É QUE NA CRECHE
    O QUE É MAIS IMPORTANTE É:CONVERSAR,PARTILHAR,DESCULPAR
    TROCAR MIMINHOS E BRINCAR!
    FAZ DA CRECHE UM BOM LUGAR PARA APRENDER E SOCIALIZAR!

    1. Cara aluna LInda Sousa, muito obrigada pelo seu comentário. Como refere, não existe uma idade ideal para entrar na creche até porque cada criança reage de maneira diferente. No entanto, os pediatras são unanimes quando referem que antes dos 2 anos de idade não existe nenhuma vantagem em colocar a criança no infantário. Continuação de um bom estudo!

  3. Todos nós já ouvimos falar da “idade ideal” para colocar os nossos filhos no infantário no entanto defendo que são outros os factores que levam os pais a fazê-lo seja qual for a idade do seu descendente, como por exemplo, o regresso ao trabalho, a impossibilidade de deixar com algum familiar ou até mesmo de ter alguém como uma ama a tempo inteiro a cuidar do bebé até a mãe ou pai regressarem do trabalho.
    Sem dúvida alguma é mais fácil habituar à rotina do infantário o seu filho com apenas 6 meses, pois estão num momento em que não sentem saudade de quem cuida deles e raramente se dão conta desta transição, do que com 2 anos onde já dizem o que sentem, tem as suas próprias opiniões e já sabem o que fazer para obter o que desejam recorrendo muitas das vezes às birras ou ao choro. Fala-se muitos dos riscos de infecção que atingem maioritariamente os mais pequenos, mas quem é que nos garante que eles não poderão apanhar numa ida ao parque, ao centro comercial, aos convívios, etc, com os avós, amas ou até mesmo com os pais, é verdade que acontece em menor escala mas as crianças precisam de passar por esta fase para que o seu sistema imunológico se desenvolva correctamente, adaptando-se assim ao mundo cheio de germes. De modo a que aconteçam cada vez menos estas situações no infantário e que a causa seje a instituição é necessário e preferível que se cure a infecção totalmente e só depois regressar de modo a que a propagação seja menor.
    Sendo a creche um local de socialização e de aprendizagem isso só trará benefícios para o seu filho, num curto ou longo prazo, este tornar-se-á mais autónomo, aprenderá a comunicar, conhecerá novas crianças e coisas do mundo, irá divertir-se e aprenderá a partilhar, descobrindo desde cedo uma das regras para viver em sociedade.
    Por fim e sem esquecermos, caso a única solução seja colocar o seu filho no infantário e seja qual for a idade há que ter vários aspectos em conta, entre eles as condições de higiene, segurança, equipamentos, o ambiente e o método escolar de modo a que a criança e os pais se sintam seguros, confortáveis e satisfeitos com o desenvolvimento cognitivo e social do pequeno e ao deixar lá o seu descendente sem que fiquem com sentimentos de culpa.
    Catarina Goulart- Educação Infantil

    1. Cara aluna Catarina Goulart, muito obrigada pelo seu comentário. Como temos vindo a referir não existe uma idade ideal para colocar as crianças no infantário. É preciso ter em consideração também as condições da família, porque sabemos que para a maioria das família não é sequer uma escolha. Continuação de um bom estudo!

  4. se os pais precisam trabalhar e não têm como deixar a criança em casa com alguém de confiança cuidando, a creche ou escolinha são opções válidas. Se os pais podem deixar a criança em casa, não há uma data certa para colocar a criança na escolinha. O ideal é que inicie sua socialização nos passeios que faz e em torno de 2 anos (um pouco mais para umas e um pouco menos para outras) passe a frequentar uma escolinha. É importante lembrar que a idade em que se inicia em uma escola também é algo sócio-cultural. Só para confirmar que não há uma regra ou idade “certa” para oferecer “o melhor”. O melhor é oferecido desde o nascimento, com o amor e cuidar carinhoso dos pais. Se seguirem suas emoções, mais do que regras e dicas, darão sempre o melhor aos seus filhos.

    1. Cara aluna Sara Pinhaeiro, muito obrigada pelo seu comentário. Como temos vindo a referir, este assunto muitas vezes prende-se mais com as necessidades da família do que propriamente com as necessidades da criança. Continuação de um bom estudo.

  5. Um infantário deve cumprir a função de centro de educação e não ser meramente uma espécie de parque de estacionamento para crianças. Neste sentido, os pais deveriam informar-se acerca de vários infantários e escolher o que melhor se adeque aos critérios gerais de cuidado da criança, educação e comodidade. Quando tiverem encontrado um bom infantário, será preferível que esperem pela Primavera para começar a levar a criança, uma vez que assim diminuirão muito o risco de contágio de doenças que existe durante os meses de Inverno.
    Às vezes, os pais são obrigados a levar os seus filhos para o infantário quando ainda são muito pequenos devido às suas necessidades laborais e a outros factores que não lhes deixam outras opções. Embora isto não tenha nada de mau, seria recomendável que considerassem formas alternativas, pois levar a criança para o infantário antes desta ter um ano de idade tem certos inconvenientes, como por exemplo o alto risco de infecções. De facto, seria preferível esperar até aos 18 meses ou 2 anos para levar a criança para o infantário, se for mesmo necessário levá-la. Por outro lado, a parte positiva de um infantário de qualidade é que pode ajudar a equilibrar a alimentação da criança, diminuir a possibilidade de acidentes domésticos e, inclusive, melhorar o cuidado da criança quando este provém de uma família desestruturada.

  6. Desta vez, e mais uma vez, vou dar a opinião por experiência própria.
    Eu tenho três filhos um com 11 anos outro com 6 anos e outra com 11 meses.
    Eles foram todos com idades diferentes para o infantário. O mais velho foi com tres anos, o do meio foi com 9 mese, e agora a minha filha mais nova foi com apenas quatro meses.
    De todos os tres o que eu mudaria teria sido a idade do mais velho, pois durante o primeiro ano de infantario quase todos os dias ficava a chorar, foi muito complicado para ele e para mim.
    O do meio tambem não foi muito facil mais posso dizer que foi menos doloroso.
    Agora a mais nova esta a ser um espectaculo.
    As diferenças são notórias em todos os sentidos, desde a convivência com as outras pessoas, como as regras. O mais velho sempre foi mais complicado de se relacionar com os outros, desde que foi para o infantário começou a tornar-se mais sociável,.
    Na minha opinião acho que as crianças deveram frequentar o infantário desde pequenas, mesmo que a mãe esteja em casa, e caso os pais tenham possibilidades de suportar mais essa despesa claro.
    Esta é a minha opinião.

    1. Cara aluna Liliana Cordeiro, muito obrigada pelo seu comentário e principalmente pela sua partilha de experiência pessoal. Cada criança reage de forma diferente e o seu caso ilustra isso mesmo. O processo de socialização de uma criança tem o seu auge aos dois anos de idade, por isso se refere esta idade como a idade ideal para entrar para o infantário. Continuação de um bom estudo.

  7. É uma questão muito importante, com a qual me vi ” a braços” recentemente.
    Acho mesmo muito importante que as crianças realmente a partir dos 2 anos, 2 e meio, possam ir para um infantário, mas infelizmente as hipoteses que são mais económicamente viaveis estão muitas das vezes repletas, com acesso quase milagroso ou através de cunhas. E o factor financeiro é cada vez mais pesado, especialmente nos dias de hoje em que o emprego anda tão instavél e mal pago.
    Quem não tem mesmo hipotese pois não há as tais ajudas dos pais ou amas, essa despesa tem mesmo que ser tida em conta e o serviço publico deveria ser em maior quantidade e as escolas publicas com acesso de mais tenra idade. Sim, é a partir dos 3 anos(feitos até ao fim do ano corrente) mas como a adesão é enorme nem sempre há vagas, obrigando os pais a ver outras possibilidades. Tornando muita das vezes o acesso a uma escola publica só a partir dos 6 anos.
    Outra questão, uma criança que faça 3 anos no mês de Janeiro/Fevereiro já não tem hipotese de se inscrever no ano lectivo que se iniciou em Setembro passado, ou seja, só dará entrada quando já tiver quase a fazer os 4 anos, tornando grande a diferença de idades com os colegas da escola que so fizeram os 3 mais recentemente.
    Quanto ao factor social de uma criança que já se encontre numa escola desde os seus 4/6 meses e a de uma criança que até aos 3 anos tenha estado por exemplo, com os avós, depende muito do ambiente familiar que esta ultima se encontre. Pois se souberem estitmular a criança com jogos, levar aos jardins para conviver com outras crianças a diferença é minima.
    Há diversos factores a ter em conta numa decisão tão importante na vida dos nossos filhos, é essencial avaliar com bom senso e pensar no bem estar da criança e da estabilidade familiar.

    Ana Malheiro (Educação Infantil)

    1. Cara aluna Ana Malheiro, muito obrigada pela sua particiapção. Como refere é muito importante a escolha do local e infelizmente ainda não temos acesso à escola pública antes dos 3 anos de idade e muitas vezes antes dos 6 anos por falta de vagas. Como refere é muito importante o ambiente familiar e se este for estimulante não haverá diferença entre uma criança que frequente ou não o infantário entre os 2/3 anos de idade. Continuação de um bom estudo.

  8. A idade com que as crianças devem de entrar nos infantários é muito relativa. Eu fui mãe vai fazer em Novembro 3 anos, no entanto era da filosofia de que não colocaria a minha filha em nenhum infantário antes dos 3 anos. Por questões profissionais acabei por ter de a colocar numa creche aos 2 anos. Após a analise de todos os prós e contras, hoje posso dizer que foi a melhor coisa que poderia ter feito. Tive a felicidade de ela se ter adaptado logo muito bem, tornou-se uma criança ainda mais sociável, mais autónoma em todos os sentidos.

    Claro que apesar de todos os pontos positivos, o factor saúde é sempre abalado, pois se até à data de ela entrar para a creche eu podia dizer que ela nunca tinha tido nada de maior, após a sua entrada as idas há pediatra tornaram-se mais frequentes. No entanto, não é nada que não se ultrapasse e faz com que eles tornem o seu sistema imunitário mais resistente.

    Não acho que seja errado os pais quererem colocar os seus filhos nos infantários só a partir dos 3 anos, se durante este tempo a criança for tendo contacto com outras crianças e seja habituada a ter rotinas, para que a sua adaptação a uma nova realidade não seja tão dolorosa. De qualquer das formas, o importante é ter sempre como prioridade o bem estar da criança, ter em atenção o local aonde a vão deixar e após isso ir sempre avaliando o comportamento e desenvolvimento da mesma. Independentemente da idade com que entre, seja com 3 anos ou menos, os problemas de adaptação podem acontecer e temos de estar sempre atentos.

    Contudo e falando eu pela minha experiência, foi o melhor que poderia ter feito, e não me arrependo porque sei que ela está bem e feliz e isso é tudo o que se pode querer. Não só como pais, mas também como futuros educadores de infância. Não à nada melhor que sentir e saber que as crianças que estarão sob o nosso cargo, são crianças felizes e que gostam de estar na instituição.

    1. Cara aluna Cátia Saraiva, muito obrigada pelo seu comentário e principalmente pela sua partilha de experiência pessoal. Cada criança reage de forma diferente e no seu caso houve uma boa adapatação. O processo de socialização de uma criança tem o seu auge aos dois anos de idade, por isso se refere esta idade como a idade ideal para entrar para o infantário. Continuação de um bom estudo.

  9. Por melhor que seja o Infantário escolhido, existe sempre o sentimento -legítimo- de que o ideal era o bebé ficar em casa com a mãe.
    Devido ao facto de que a mulher dá entrada no mercado de trabalho tal como homem, surge a necessidade de confiar os seus filhos desde cedo.
    Na minha opinião se a mãe tem o poder de escolha da idade a que pode colocar o seu filho num infantário será por volta dos 6 meses de idade. Não pretendendo substituir os pais o Infantário é uma instituição a meu ver com grande importância na vida das crianças e na formação da sua personalidade. Permitindo uma comunicação permanente e uma socialização constante de forma a proporcionar um desenvolvimento adequado à criança, o Infantário, deve proporcionar actividades diversificadas, que favorecem por um lado o contacto físico entre criança-adulto e, por outro, um desenvolvimento da linguagem mais cedo e de uma forma mais complexa. Mas o Infantário também tem os seus contras a criança corre o risco de «apanhar» todos os vírus que correm naquele lugar, e quando está doente pode ser recusado sendo a mãe obrigada a procurar um outro meio de guarda.
    Eu como profissional de uma Creche encontro muito mais pontos positivos que negativos, tive a experiência de receber crianças com 2 meses de idade e isso SIM CHOCA-ME!! A criança e a família devem ter direito aos primeiros meses de ligação entre eles, sendo os mesmos bastante importante para ambos!
    Fontes: Revistas Educadores de Infância

    1. Cara aluna Andreia Alves, muito obrigada pelo seu comentário. Realmente cada vez mais cedo os pais têm a necessidade de colocar os seus filhos no infantário. Dois meses de idade também me parece muito cedo, mas de certeza que não tinham alternativa. Continuação de um bom estudo!

  10. Jennifer Samantha, Puericultura, 18 Maio

    CRIANÇAS NO INFANTÁRIO
    Durante muitos anos, dizia-se que a idade ideal para uma criança ir para o infantário seriam os três anos e que antes disso ela deveria ficar com a mãe ou com familiares próximos.
    Contudo, os tempos e as circunstâncias mudam e não podemos pensar tudo como se algumas coisas se mantivessem iguais. Refiro-me ao facto de, se por um lado, é verdade que os infantários e jardins-infantis são locais onde há um risco aumentado de infecções, também é certo que são lugares de socialização, aprendizagem cognitiva e dinâmica de grupo (e companhia pelos pares), recursos que as casas de família actualmente não têm, pelo menos em meio urbano.
    Uma coisa é viver numa casa com uma carrada de irmãos e primos, com vizinhos e num ambiente de aldeia, com ampla liberdade de explorar a terra e as árvores. Outra é estar só – quanto muito ter direito a uma ida ao supermercado ou a uns minutos de parque infantil por dia, salvo quando chove. O resultado destas duas experiências é muito diferente. E os dois anos, dois e meio, é a idade adequada para a criança começar a frequentar o infantário, caso não tenha já entrado na escola pela ausência de alternativas.

    COMO ESCOLHER
    A escolha é difícil, dado que há muitos factores a ter em conta: proximidade, preço, localização na rota diária dos pais, informações e referência de pessoas conhecidas, aspecto, simpatia, segurança.
    Trata-se de uma solução que não é barata e que, muitas vezes, só o dia-a-dia permitirá dizer da sua eficácia e do seu sucesso.
    É necessário que os pais exerçam um certo controlo sobre os jardins-infantis, sem se armarem em agentes da judiciária, mas não fazendo cerimónias e dizendo o que acham que não está correcto. Mesmo que corresponda a uma má avaliação da situação, é preferível que as dúvidas sejam de imediato veiculadas às educadoras da sala e, se necessário, aos directores do infantário.

    Há vários factores a considerar na escolha de um infantário:
    • Afectividade espontânea
    • Espaço
    • Actividades
    • Hora de dormir
    • Refeições – técnica e composição, em termos de alimentação e nutrição
    • Competência do pessoal e número de funcionários
    • Festas, visitas de estudo, rituais de pertença
    • Segurança
    • Riscos
    • Atitudes em caso de emergência

    A ANSIEDADE DA SEPARAÇÃO
    As crianças, especialmente até aos três anos, são particularmente sensíveis ao corte que o desaparecimento físico dos pais representa. Aos seis/oito meses começam a ter noção global da cara das pessoas. Já não apenas do sorriso, dos olhos, da expressão facial ou do movimento dos lábios e da boca, que lhe permitem contemplar, compreender e imitar. Quando a percepção total se dá, ‘há’ pessoa. E se essa imagem desaparece, é difícil entender que a pessoa, nos seus diversos prolongamentos afectivos e físicos, se mantém. Mesmo que o cheiro perdure ou as palavras ecoem.
    Por outro lado, o bebé começa a sentir que existem objectos e coisas, algumas desagradáveis, e que o colo dos pais e a sua presença correspondem a uma sensação de segurança. Sente fome? A mãe tratará disso. Precisa de mudar a fralda? Tem o pai presente. Quando se sente mal ou tem dores, o bebé sabe que chorando alguém mais próximo virá. Tudo o que ele precisa para se sentir bem vem ‘daquela’ fonte: os progenitores. E o bebé sente-se omnipotente. Ele, afinal, é quem ‘manda em tudo’.
    É por isso que a partida dos pais, mesmo que seja por pouco tempo (e para um bebé desta idade não existe nem muito nem pouco tempo, há apenas tempo), pode deixar a questão, angustiante: «E agora? Quem é que vai cuidar de mim?». Convenhamos que, pensado nestes termos, é um assunto demasiado forte e perturbador para não causar ansiedade.
    Um dos momentos trágicos é a despedida. Não se pode prolongar demasiado, mas há que durar o suficiente para se dizer adeus explicitamente. Escapulir sem dizer nada pode criar sentimentos de desconfiança e de incerteza. Se os pais têm de ir embora devem fazê-lo honestamente. Claro que isto não quer dizer que devam estar horas com beijinhos e miminhos, a prolongar a situação de despedida.
    É bom expressar sentimentos – «sei que gostavas que nós ficássemos e nós também gostávamos de ficar, mas não podemos» – e deixar a situação o mais organizada possível (banho, alimentação, etc). É também muito importante cumprir o prometido: se disserem «depois telefono», convém telefonar, mas sem exageros. E tentar dar uma ideia de quando se voltarão a ver: «Depois de dormires, venho buscar-te» ou «a seguir aos desenhos animados, estaremos juntos».

    INFANTÁRIO OU ‘INFECTÁRIO’
    Por norma, não é preciso esperar muito tempo. Mal chegam o frio e as primeiras chuvas começam as deserções dos infantários, os pedidos de dias para assistência à família e os SOS lançados aos avós. Começaram as febres, os ranhos, as tosses, os resfriados e, aqui e ali, as diarreias. «São vírus» – dizem os médicos, para desespero dos pais, para quem esta resposta, mesmo que verdadeira, não atrasa nem adianta…
    Dizem os livros que há uma probabilidade dez vezes maior de as crianças apanharem uma infecção, se frequentarem uma creche ou um infantário. Tratam-se, afinal, de vacinas naturais que os nossos filhos vão fazendo ao longo da estação fria, embora os de casa também não estejam totalmente protegidos, porque são os próprios pais e irmãos que se encarregam de partilhar a ‘bicharada’ com eles.
    O Outono e o Inverno são as estações do ano com condições especiais para as crianças adoecerem:
    • O tempo frio e chuvoso provoca instabilidade das defesas a nível local (nariz, boca, garganta), especialmente nas crianças que, por exemplo, têm o nariz obstruído ou usam chupeta e têm uma má oclusão dentária por este factor;
    • O facto de as crianças (e também os adultos) estarem mais tempo dentro de quatro paredes, aumenta, exponencialmente, a probabilidade de transmissão de doenças infecciosas – a partir de uma só pessoa, os micróbios espalham-se e a contaminação prossegue;
    • Muitos micróbios desenvolvem-se mais com o frio e a humidade do Inverno.
    É por isso que é tão importante arejar bem os lugares. Protegendo as crianças do frio, mas deixando-as brincar à vontade ao ar livre, porque enquanto correm e desenvolvem actividade muscular não se constipam.
    Outra coisa: é importante detectar as crianças que estão doentes e não as levar ao infantário no dia seguinte, com um supositório a disfarçar a doença. Finalmente, fazer uma vida ao ar livre, mesmo no Inverno, evitando sítios fechados e com muita gente, é uma boa medida de prevenção.

    DA IMUNIDADE PERDIDA À IMUNIDADE ADQUIRIDA
    Nos primeiros tempos de vida, sobretudo a partir dos seis meses de idade, as crianças perdem a imunidade oferecida pela mãe durante a gestação e a amamentação, pelo que estão muito expostas ao ataque dos vários agentes: poluição, fumo do tabaco e diversos micróbios (bactérias, vírus, etc). Trata-se de um fenómeno natural já que os anticorpos, como as outras substâncias, vão sendo renovados e eliminados.
    Os adenóides são estruturas que existem na parte detrás do nariz, onde começa a garganta. Pertencem ao grupo das chamadas estruturas linfóides, pelo facto de serem constituídos por tecido desta natureza – o tecido linfóide -, como as amígdalas ou os gânglios linfáticos. Trocando por miúdos: os adenóides têm funções eminentemente defensivas contra as agressões causadas pelos vários agentes que pretendem entrar no organismo – micróbios, agentes alergénicos, poeiras, fumo de tabaco ou poluição. No fim de contas, estão a ajudar a tarefa começada logo à partida pelo próprio nariz.
    Já sem as defesas que passaram através da placenta mas ainda sem as suas próprias defesas desenvolvidas a cem por cento, o bebé é um ser vulnerável. Curiosamente, são essas mesmas infecções que vão permitir a aprendizagem imunológica da criança e estimular a sua resistência, fazendo com que, dia após dia, ela fique mais forte – são as tais vacinas naturais.
    Todos temos experiência disso: é nos primeiros anos de vida que os bebés estão mais vezes doentes. Depois, por volta dos quatro/cinco anos, começam a adoecer menos e, finalmente, por altura da escola primária, é bastante raro adoecerem.
    É importante, por isso, ter consciência de que vai haver alturas em que a criança estará doente e precisará dos cuidados dos pais ou de alguém próximo. E que precisará de convalescer, o que significa que, se os enviarmos para a escola mal deixam de ter febre (ou ainda com febre mas sob a acção de um anti-pirético), eles vão adoecer continuadamente, causando grande instabilidade no dia-a-dia. Às vezes, mais vale fazer uma semana ou duas fora do que andar cá e lá, cá e lá, infectando-se e infectando outras crianças. Aos infantários compete também velar para que tal não aconteça.

  11. Encerramento do Fórum do mês de Setembro.

    Caros alunos e alunas,
    Gostei muito das vossas participações no Fórum/Blog deste mês. Os vossos comentários, foram muito enriquecedores, ponderados e devidamente fundamentados, especiais, cada um em particular. Apresentaram exemplos, criticas, e opiniões pertinentes. Mostram o vosso interesse e conhecimento sobre os tema apresentado. Todos cumpriram os objetivos propostos de refletir sobre esta temática do âmbito do nosso curso.
    Não existe uma opinião unânime sobre a idade ideal para a entrada de uma criança para a creche ou infantário, existe, na maioria dos casos, uma necessidade da família de ir trabalhar e deixar as crianças ao cuidado de uma instituição. É sempre uma mais valia o contacto da criança com a família e com alguém que possa transmitir afeto, amor, segurança numa idade precoce. No entanto, quando o meio que envolve a família é pouco estimulante a entrada para o infantário traz maiores benefícios e ajuda ao desenvolvimento da criança. A decisão deve ser tomada pela família tendo em consideração o que é melhor para todos e para a dinâmica familiar.
    Muito obrigada pela vossa participação!

  12. Não tenho modo de dar justificação prática às minhas opiniões pões nunca me encontrei em nenhuma situação deste tipo, mas penso que não há uma idade correcta para se colocar uma criança no infantário. Uma criança precisa de estímulos para se desenvolver fisicamente e psicologicamente, e esses estímulos tanto podem ser dados por familiares como por atendimentos diurnos. Acho que o importante é ter a certeza que a criança está a realizar actividades e a ter experiências que lhe proporcionem um bom desenvolvimento. Posso dar como exemplo o meu caso: eu nunca andei numa creche (fui directamente para o jardim de infância), e portanto desde que nasci até aos meu 3-4 anos passava os dias a brincar no café de família e na rua. E não foi por isso que não desenvolvi capacidades, ou que não sei socializar, até pelo contrario.
    É verdade que nos tempos de hoje é muito complicado uma mãe conseguir estar com uma criança, até aos 3-4 anos em casa e, acima de tudo, proporcionar-lhe todas as actividades e experiencias que um infantário poderá proporcionar. Penso que, ajudará bastante a criança se passar metade do dia no infantário e a outra metade com os familiares, a passear e a descobrir “o mundo” que a rodeia (e não fechada em casa, que é o que acontece muito hoje em dia).

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