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Fórum do mês de Junho – O sono

Aprendizagem continua enquanto dormimosO sono é essencial para a vida e é a base de muitas funções fisiológicas e psicológicas do organismo, como sejam a reparação dos tecidos, o crescimento, a consolidação da memória e a aprendizagem.

Sempre ouvimos dizer que dormir o suficiente é fundamental para ter um bom desempenho e manter a saúde.

Não dormir bem coloca em risco a sua própria segurança. O fato de não dormir bem durante a noite pode causar sonolência durante o dia. O que tem um efeito direto sobre o quão bem  pode operar máquinas pesadas ou conduzir um carro, e podem até mesmo induzi-lo a fazer alguns pequenos erros na execução de tarefas simples.
Uma boa noite de sono melhora o humor. Dormir bem permite ter mais paciência, mais concentração, e seremos menos irritáveis. Tem energia suficiente para aproveitar o dia, e as rotinas são mais suportáveis.
Uma boa noite de sono leva a uma melhor saúde do coração, o que permite que todo o organismo funcione melhor. Não dormir o suficiente pode causar hipertensão, altos níveis de stress, e batimentos cardíacos irregulares (arritmia). O stress crónico também é muito mau para a sua saúde, naturalmente.

Finalmente, o sono é um fator importante para a nossa saúde em geral. A falta de sono deprime o sistema imunológico de modo que eles se tornam mais provável ter doenças e até mesmo cancro.

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Com uma boa noite de sono vai sentir-se melhor em todos os sentidos.

O sono é uma necessidade do nosso organismo caracterizado principalmente quando o cansaço mental é prolongado e as concentrações de cortisona diminuem e as de melatonina acrescem, ocasionando a vontade de dormir. Nesse momento o organismo começa a reorganizar seus sistemas para retomar uma nova etapa de atividades. A imunidade é fortalecida, as células são restauradas e a memória é consolidada.

Mas, quanto precisamos, afinal, de dormir?

Trata-se de uma pergunta não só de interesse social, mas também científico que tem sido objeto de várias pesquisas. O número de horas anunciadas pela maioria dos especialistas é de 8 horas. Mas, enquanto algumas pessoas dizem que não se sentem descansadas com menos de 9 ou 10 horas de sono, outras sentem-se muito bem dormindo menos de 6 horas por noite. Então, a necessidade individual de sono depende de hábitos, ou dos nossos genes? Uma pesquisa publicada na revista Sciences refere a existência de influência genética no número de horas que cada individuo precisa para se sentir descansado.

A necessidade fisiológica do sono está diretamente relacionada com a idade. À medida que envelhecemos vamos tolerando menos horas de sono, mas nunca menos de sete, sugerem os especialistas. O número de horas recomendadas é revisto com regularidade e foi agora atualizado.

O sono é uma necessidade do nosso organismo caracterizado principalmente quando o cansaço mental é prolongado e as concentrações de cortisona diminuem e as de melatonina acrescem, ocasionando a vontade de dormir. O organismo começa a reorganizar seus sistemas para retomar uma nova etapa de atividades. A imunidade é fortalecida, as células são restauradas e a memória é consolidada.

As crianças e os adolescentes necessitam de pelo menos 9 horas diárias de sono, os adultos precisam de aproximadamente 8 horas, mas estudos compravam que a carga horária de sono pode variar de indivíduo para indivíduo.

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As crianças que não dormem corretamente podem apresentar sonolência excessiva durante o dia, irritabilidade, frustração, dificuldade de articular os impulsos e emoções e manter a atenção.

Estudos apontam o sono como uma importante ferramenta para a consolidação da aprendizagem, uma vez que permite a perpetuação e memorização de todo o conteúdo que foi aprendido durante o dia.

O processo de aprendizagem pode ser compreendido nas seguintes esferas: a primeira durante a prática, a segunda durante as horas iniciais de sono e a terceira e última durante o estágio final do sono, o denominado “o sono dos sonhos”.

Quando não dormimos bem, nossa memória fica falha, ficarmos irritadiços e isso acarreta cansaço, dor de cabeça e indisposição. Quando acontece uma brusca redução das horas de sono isso pode suceder à diminuição da produção de insulina e aumentar a de cortisol.

Uma boa noite de sono propicia um maior vigor físico e mental, previne a osteoporose e a flacidez muscular.

Sabemos que nem sempre se consegue um sono reparador e de qualidade.

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Causa ou consequência disso são as perturbações do sono.

Entendendo-se como perturbação, o distúrbio que causa problemas ao indivíduo nas suas interações com o ambiente. Estas perturbações podem ter várias etiologias, e, de acordo com isso, podem dividir-se em quatro grupos:

  1. Perturbações primárias que não derivam de nenhuma causa externa, originando-se no próprio indivíduo;
  2. Perturbações decorrentes de transtornos psiquiátricos como a ansiedade, depressão, psicoses, etc.;
  3. Perturbações que decorrem de alterações físicas em geral, que prejudicam o sono, como falta de ar, dores, desconforto;
  4. Perturbações do sono induzidas pelo uso de medicação ou outras substâncias.

Falando de sono, não podemos deixar de referir o sonho, pela estreita relação existente entre ambos. E, tal como o sono, o sonho também pode ser bom e apaziguador, ou, pelo contrário, todos já experimentamos sonhos que nos causaram inquietação.

Freud, um dos autores que mais estudou esta temática, dizia que os sonhos, na sua maioria, são como que guardiões do sono e protegem a pessoa que dorme das excitações demasiado vivas e das tensões insuportáveis da vida quotidiana, que a impediriam de descansar (será por isso, segundo o autor, que a maior parte dos sonhos não nos acorda nem deles nos lembramos ao despertar), além de exprimir uma realização de desejos.

Foram muitos os discípulos de Freud que como ele se ocuparam do estudo dos sonhos. Wilhelm Stekel, dizia que “sonhar significa viver o passado, esquecer o presente e pressentir o futuro”. Jung, ao analisar inúmeros sonhos dos seus pacientes, concluía que o sonho possui forças naturais que auxiliam o ser humano no seu processo de individualização.

Ao longo do tempo foram dados diversos significados para o sonho.

Um significado, porém, bastante relevante foi o psicanalítico, usado até hoje para justificar a origem dos sonhos na terapia psicanalítica. Apesar das pequenas mudanças que ocorreram, o significado dos sonhos, para a psicanálise, continuou o mesmo.

Os sonhos, para a psicanálise, no sistema criado por Freud, são desejos reprimidos que se manifestam quando há junção do consciente com o inconsciente. Sendo o sono um estado de equilíbrio psíquico entre o real e o irreal, este torna-se propício para a manifestação do inconsciente, uma vez que o inconsciente aparece somente quando entra em contato com o consciente.

Considera que o sonho é a realização mascarada dos desejos e impulsos reprimidos.

A neuro-ciência explica de outro modo a existência do sonho, mas depois de comparado este significado com da teoria psicanalítica, perceberemos a grande congruência entre ambos os significados.

E, como tão bem diz o poema de António Gedeão, “O sonho comanda a vida”, serão os nossos sonhos, e a luta pela sua realização que nos ajudam a caminhar, crescer, e…viver?