Fórum do mês de março – A Hiperatividade

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A hiperatividade é um dos componentes mais conhecidos do TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. A criança hiperativa mostra um nível de atividade maior que outras crianças da mesma idade, que acaba por incomodar as pessoas ao redor. A criança torna-se difícil de lidar, porque “não para quieta”, tem dificuldade em permanecer numa atividade – como brincar ou ver TV, e prejudica coisas importantes, como comer ou ouvir o que a professora diz.

A PH – Perturbação de Hiperatividade – é uma perturbação do neurodesenvolvimento caraterizada por dificuldades ao nível da atenção, da hiperatividade e/ou da impulsividade. A Perturbação de Hiperatividade (PH) é uma perturbação neurocomportamental que aparece geralmente na primeira infância e que se caracteriza por um excesso de atividade motora, impulsividade, acompanhado de dificuldades de atenção (manter a atenção/concentração num estímulo por algum tempo). Esta perturbação pode-se apresentar com variantes e os seus sintomas são valorizados quando causam impacto ou um prejuízo na aprendizagem escolar e no desenvolvimento sócio-afetivo.

Sinais de alerta mais frequentes:

– dificuldade para se concentrar num só estímulo;

– dificuldade em prestar atenção a detalhes;

– frequentemente parece não escutar ninguém mesmo quando dirigido a si;

– frequentes esquecimentos no dia-a-dia;

– frequentemente não acompanha instruções;

– distrair-se facilmente com objetos alheios à tarefa;

– atividades longas e complexas rapidamente tornam-se desmotivantes;

– dificuldade para organizar as tarefas ou o trabalho;

– dificuldade para manter uma estrutura ou uma rotina;

– não permanecer sentado por muito tempo;

– mexe mãos e pernas excessivamente em situações inadequadas;

– frequentemente corre ou sobe em locais inapropriados;

– impulsividade com frequentes respostas antes de tempo;

– dificuldade em esperar pela vez;

– frequentemente intromete-se ou interrompe os assuntos dos outros;

– recusa por tarefas que exigem esforço cognitivo continuado.

Para além destes sintomas, são várias as referências bibliográficas que descrevem a correlação existente entre a Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) e as dificuldades de aprendizagem especificas. Neste sentido é de indicar que uma percentagem significativa da população que apresenta uma Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) apresenta igualmente associado um quadro de dificuldades na leitura, na escrita e/ou no cálculo.

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“Os pais de crianças hiperativas tendem geralmente a achar que o céu lhes caiu em cima. Não é fácil para eles mas para os filhos não é melhor.

Este distúrbio provoca sofrimento, problemas de integração, socialização e aprendizagem. Mas não aceite, vencido, o rótulo de filho problemático. Com o acompanhamento adequado, os milagres da concentração acontecem. Basta saber acompanhar a criança.

Os números assustam e, diz quem sabe, que a realidade ainda mais. A hiperatividade, nome pelo qual é conhecida a Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA), afeta entre 5 e 7 % das crianças em idade escolar.

É o segundo distúrbio do desenvolvimento mais frequente, depois da dislexia. Por isso, na escola, não é raro que exista pelo menos uma criança diagnosticada por turma. São, muitas vezes, consideradas crianças problemáticas mas, a verdade, são é desatentas e desconcentradas, o que resulta numa agitação permanente e anormal.

«São como um carro sem travões», descreve Nuno Lobo Antunes. Esta perturbação é uma dor de cabeça para pais, professores, mas, sobretudo, para as crianças, que sofrem o estigma de quem tem dificuldades de integração e aceitação. O que pode ter consequências devastadoras na formação e socialização dos próprios, bem como no seio da família. Não é à toa que pais com filhos hiperativos são mais propensos ao divórcio (a possibilidade é de três a cinco vezes maior).

Mas não é caso para resignações. A PHDA é crónica e, muitas vezes, cruel mas, com o acompanhamento certo, o diagnóstico bem elaborado, e doses reforçadas de paciência, amor e tolerância, é possível rescrever o guião de vida destas crianças. Quem o diz é o neuropediatra Nuno Lobo Antunes, que todos os dias trata crianças com este problema no Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil (CADIn).

O que é a hiperatividade?

Vamos por partes. Antes de mais será o seu filho realmente hiperativo? «Muitos dos alunos etiquetados com esta perturbação não têm qualquer problema», desvenda Nuno Lobo Antunes. «Há crianças que manifestam mais vitalidade do que o normal ou que tentam chamar a atenção dos outros», acrescenta.

Por isso, se o seu filho é irrequieto, desatento ou tem uma energia inesgotável, não é caso para lhe fazer de imediato um diagnóstico doméstico de PHDA. Até porque as características desta perturbação, em especial na infância, são comuns a diferentes perturbações do desenvolvimento. Aos pais, professores, família e pediatra cabe estarem atentos aos sintomas, mas «procurar sempre especialistas que saibam fazer uma análise correta da situação».

É hereditária?

Há fatores preponderantes. Se um dos pais tiver tido PHDA, a probabilidade de os filhos desenvolverem a perturbação aumenta 50%. E uma coisa é certa, diz o médico: «Quando os pais tomam a decisão de nos trazer as crianças, seja por decisão própria ou recomendação do pediatra ou professor, existe sempre uma razão válida para tal». E se a intervenção for precoce, minimiza e muito os problemas que advêm da PHDA.

(…)

Como se trata?

Uma vez feito o diagnóstico, é altura para boas notícias. É difícil acreditar que elas existem, já que uma criança com PHDA aumenta em 50%  probabilidade de ter um acidente de bicicleta e em 33% a possibilidade de ir parar às urgências hospitalares. Mas a verdade é que há luz ao fundo do túnel. A intervenção farmacológica, ou seja, através de medicação, é, normalmente, a primeira escolha para tratar o distúrbio.

Com exceção das crianças abaixo da idade escolar, onde a intervenção é apenas comportamental. «Pode acontecer mas não é uma primeira escolha», sublinha o especialista. E se começa a ficar assustada, tenha calma. «A medicação não é um sedativo, é um estimulante», tranquiliza Nuno Lobo Antunes. E os resultados são imediatos? «Sim, muitas vezes são logo ao primeiro dia», atesta. E prossegue, dizendo que «quando não é, aconselhamos duas a três semanas antes de desistir do fármaco».

Tem cura?

O  diretor do CADIn lembra que, como qualquer medicação, a dose é ajustável. Isso quer dizer que os hiperativos estão condenados a medicação para o resto da vida? «Não, são medicados até pais, médico e adolescente acharem que é necessário », responde. «Normalmente, o problema passa com a chegada da idade adulta, quando há uma maturação do lobo frontal e os sintomas deixam de se manifestar», assegura.

E conclui que «o tratamento envolve também uma parte psicológica, porque a medicação resolve o défice de atenção, dirige a concentração, diminuindo a agitação, mas não resolve, por si, os problemas das relações interpessoais». Em alguns casos (um terço), a PHDA transita para a idade adulta. Mas não é caso para dramatismos. «O CADIn, por exemplo, tem uma consulta destinada a adultos com défice de atenção », revela em jeito de solução.

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Conselhos aos pais

Estas são algumas das recomendações que deve pôr em prática:

– Seja proativo. É preferível que antecipe a situação, evitando que aconteça, do que reagir a ela.

– Hierarquize as situações. Ponha as coisas maisimportantes em primeiro lugar, não reaja a todas da mesma forma.

– Tente compreender a situação do seu filho.

É importante que se preocupe mais com isso do que em querer ser compreendido. Se tentar, em primeiro lugar, entender a situação do seu filho, aumenta a probabilidade de ser correspondida, pois está a atuar como modelo.

– Utilize o reforço positivo com frequência. Reforce de forma imediata e sistemática o bom comportamento e as capacidades do seu filho.

– Não grite nem se exalte. Explique porque é que está a atuar dessa forma, mantendo a calma ao falar e agir. Não puna a criança em situação de conflito aberto ou em situação de birra. Nestes casos, retire a criança da situação geradora de conflito e espere que se acalme.

– Ajude o seu filho a organizar-se – Estabeleça rotinas adequadas às suas capacidades e reforce a sua realização.

– Mantenha sempre a calma. Pelo menos tente e treine. Manter uma atitude

firme mas tranquila é essencial para lidar com o seu filho.”

Texto: Sandra Cardoso com Nuno Lobo Antunes (neuropediatra e diretor clínico do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil -CADIn)

Esta atividade de Fórum permite debater e abordar novas ideias, visa o desenvolvimento e a discussão de temas atuais, relacionados com os temas propostos nas Unidades, no âmbito da formação.

Participe e desenvolva, no seu ponto de vista, o tema exposto a debate. Se desejar, apresente exemplos representativos do que pretende ilustrar. Pode ainda comentar as participações dos colegas.

O post de cada formando não deve exceder a pág. A4 e deve ser submetido até ao final da semana. A sua participação conta 20% para a avaliação da Unidade.

Para participar basta clicar em Inserir Comentário/Deixe um resposta, não esquecendo de indicar o seu NOME e CURSO para que o seu contributo seja avaliado. Os vossos comentários serão primeiro sujeitos à aprovação do professor pelo que podem não ficar imediatamente disponíveis.

Aguardo as vossas participações com expectativa, o vosso contributo é muito importante para o sucesso deste fórum!

Não se esqueçam que também poderão contribuir enviando um tema/texto por email para ser publicado e comentado pelos colegas.

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30 thoughts on “Fórum do mês de março – A Hiperatividade

  1. Ha crianças e crianças em geralmente que são hiperativas ha outras que não.
    A doenças e doenças que consegue curar a outras que não mas o que eu digo normalmente tem de manter a calma quando sempre quando acontece isto todo de doenças ou outro tipo de doença.

  2. A criança hiperactiva precisa de um ambiente acolhedor em casa.Nao adianta os pais se irritarem isso nao vai ajudar em nada.
    para os pais isso nao é facil nem mesmo para os filhos mas têm que ter paciencia e procurar ajuda a um medico.

    tania curso de educaçao infantil
    utilizador EL7072S

  3. A hiperactividade numa criança muitas vezes é confundida por mostrar atenção nos outros e quando existe mais energia do que o considerado normal nas crianças, o que não significa que isso seja considerado hiperactividade. Muitas pessoas acabam por ser cruéis na maneira como tratam as crianças, acabando mesmo por recrimina-las ou castiga-las de certos actos que fazem. Uma criança precisa de estar em constante movimento e actividade (faz parte do seu desenvolvimento), mas claro, sempre com atenção dos pais e família para que qualquer dos sintomas da PHDA seja detectado, a criança deve ser acompanhada por um profissional, que lhe façam um diagnóstico elaborado, e acima de tudo a família deve ter muita paciência e amor para com a criança.
    Tenho um primo que quando era mais novo foi-lhe “diagnosticado” pela família PHDA, claro está nunca lhe foi diagnosticado pelos profissionais competentes. Era simplesmente uma criança irrequieta, que gostava de chamar a atenção dos outros, tanto na escola como em casa. Com o crescimento ele foi acalmando ou talvez tivesse ficado um bocado afectado com certas repreensões a que foi sujeito.
    Acredito que seja difícil para os pais lidar com uma situação dessas, ainda mais quando são os outros a julgar que não são bons pais e que não deram educação ao seu filho, sem saber do que estão a falar. Mas mais difícil será para a criança que possivelmente não sabe o que se passa e está a ser bombardeada com castigos e repreensões. Tudo tem o seu tempo de controlo, não se deve exaltar com a criança, deve-se resolver a situação calmamente.
    Só para referir que não devemos fazer críticas a uma criança sem antes ser avaliada toda a situação, pois isso pode afectar o desenvolvimento de uma criança.
    Cátia Sofia Vital Cancelinha
    Educação Infantil

  4. Monica Veira, EL6714R, curso puericultura
    Na minha opinião hoje em dia o conceito de hiperatividade está a tornar-se cada vez mais comum entre os jovens. acho que até de mais, talvez uma criança que goste de se divertir e não estar sossegada no mesmo sitio ja lhe atribuimos o nome de hiperativo.
    Tenho um irmão que foi considerado hiperativo, tomou medicação durante uns 3, 4 anos todos os dias exceto ao fim de semana para poder divertir-se e fazer coisas que ele gostava. Com a medicação ficava um adolescente totalmente diferente, calmo , concentrado.
    Ele era uma criança muito irrequieta, não conseguia estar mais de 2 min no mesmo sitio, na escola era muito desconcentrado e destabilizava as outras crianças so queria conversar e arranjava sempre uma desculpa para se por a pe.
    A medicaçaõ para ele foi importante pois começou a concentrar-se, mas nem todas as crianças sofrem deste problema nao se pode vulgarizar a situação a todas as crianças so por serem irriquietas.

  5. EL6139P Erika costa Curso Puericultura .

    Nós que somos pais e mães de uma criança sem algum problema aparente as vezes torna-se um desafio a cada dia ,pois tentamos educar ,dar carinho ,ter um ambiente familiar aconchegado ,ter compartibilidade entre o casal ,mais as vezes com os comportamento e atitudes de pessoas ingnorantes e pouco tolerante e que já nasceram adulta se torna ainda mais difícil exemplo :seu filho fala igual a um bebê ,seu filho e isso ou aquilo ,faz isso ou aquilo ,se torna muito difícil .Agora com uma criança imperativa é um desafio assim que essa criança acorda ,e agitação ,na rua não para quieta ,nós como pais de uma criança assim devemos o máximo compreender ,aceitar ,ajudar e dar de tudo para essa criança ser tratada por especialista e o mais importante e ter o amor dos pais um lar com harmonia ,ter a cumplicidade dos pais para essa fase ,pois e criança e a fase vai passa e estaremos do lado para que cresça e se sinta segura ,amada e tratada no seus pequenos transtorno .Pois eles crescem muito rápido e temos que dar o máximo para ajudar e ama-los do jeito que Deus nós deu essa criança .

  6. Uma criança hiperativa não é uma criança diferente das outras, a criança tem hiperatividade e precisa de pais que ajudem, dêem carinho e amor, tenha paciência com a criança, que leve a criança a um medico e fazer o que ele manda para a criança se sentir bem. A criança também sofre e fica triste ao ver que as pessoas não a deixam fazer as coisas que mais gosta.
    Lúcia Soares, EL7380S,
    Educação Infantil

  7. A hiperatividade não e um caso fácil de lidar, nem para pais nem restantes familiares.
    Hoje em dia a maioria das pessoas não tem paciência para crianças hipetarivas, pois estas são irrequietas não param quietas, mexem em tudo, não ligam ao que lhes dizem, não são capazes de esperar, entre outros e torna-se complicado lidar com as crianças.
    É importante manter a calma e elogiar uma criança e não estar sempre a repreender, pois torna mais difícil a aceitação por parte da criança, respeitar e falar com médicos ser seguida pelos mesmos para conseguir que tudo seja mais fácil.
    Carina Carreira, EL6960R, Educação infantil

  8. Na minha opinião, ser mãe de uma criança hiperativa é esgotante, casativo e stressante. Porque sabe que ir a sitios públicos seu filho/filha vai ter sempre situações drámaticas ou supresas desagradáveis. E muitas das vezes ser humilhante porque causa do olhar das outras pessoas que acham que comportamento e atitudes do seu filho se devem à falta de educação e disciplina por parte dos pais. Ser uma mãe que sofre porque sabe que o seu filho tem capacidade e muitas vezes acima da média, mas continua a receber queixas da escola porque o seu filho não presta atenção, não se concentra e muitas das vezes distrai os outros colegas.
    Mãe tem de ser forte para criar seu filho dar a maior atenção e estar sempre presente.
    Cláudia, Curso Educação Infantil, EL7165S

  9. Na minha opinião a hiperatividade não é um caso de lidar facilmente nem para os pais nem para a família. Maioria das pessoas não têm paciência para lidar com crianças que sofrem de hiperatividade são muito irrequietas nunca param mas não tem a culpa é muito difícil e claro é muito importante manter a calma e ter muita paciência. E também há casos por aí que ao público as pessoas ao verem essas crianças vão logo pensar que é falta de educação pois mas não devem ser enganar pelas aparências nunca devem pensar assim. Os pais têm de ser muito forte e ser muito paciente para criar o seu filho e claro dar sempre a maior atenção e também estar sempre presente para aquilo que ele sempre precisar.
    Carla , curso educação infantil EL5503K

  10. Como já foi acima mencionado a hiperatividade infantil é uma condição física que se caracteriza pelo sub-desenvolvimento ou mau funcionamento de certas partes do cérebro.
    Na minha opinião , numa fase inicial, o mais importante é saber identificar se a criança sofre mesmo de hiperatividade ou se é apenas uma criança com muita energia. Cada vez mais se fala nesta síndroma e por vezes exagera-se ao classificar como hiperativa qualquer criança que seja mais irrequieta .
    As crianças Hiperativas são geralmente muito difíceis de educar ou lidar, em grande parte devido à falta de atenção que muitas vezes os caracterizam. Tendem a ser muito desobedientes pois normalmente fazem o contrário do que lhes é pedido. Ou seja , são um grande desafio para qualquer educador e para os pais. O importante é que existem várias estratégias que pais e professores podem adoptar para ajudar a resolver ou a diminuir os comportamentos indesejados.
    Os pais nestes casos precisam de um grande apoio porque ninguém está preparado para lidar inicialmente com este síndroma , daí ser importante a busca de ajuda profissional para estes pais ficarem a conhecer a melhor maneira de agir com seus filhos. São crianças que requerem muito mais atenção , paciência e empenho e de muito carinho também. Assim a situação pode tornar-se menos esgotante para os intervenientes . Os pais têm que ser mais pró-ativos no que diz respeito ao tratamento e certificarem-se que na escola a criança também recebe o tratamento devido. Porque deparamo-nos também com muitas situações na escola que podem agravar o comportamento destas crianças. Se o educador não estiver à altura do desafio pode existir um certo desconforto da parte da criança se sentir que está a ser posta de parte e ignorada e isso vai–se reflectir no agravamento dos sintomas.
    Todas as crianças são diferentes, todas de uma maneira ou outra passam por fases complicadas e por vezes difíceis de gerir, mas nada que não se resolva com muita força de vontade e amor.
    Raquel Monteiro, Curso Educação Infantil, EL6786R

  11. Pra ser sincera , eu já ouvi muitas mães ” desabafarem” que o meu filho é hiperativo, alias eu tenho dois filhos e eu propria já me expressei assim sobre o meu mais velho, mas não no sentido literal da palavra, meu filho não para quieto mas sei que é energia a mais mesmo…e penso que assim como já foi referido por algumas colegas que esse é um tema muito sensivel tanto pros pais como e principalmente pro filho..penso que psicologicamente os pais tem de estar muito afinados, pois o bem estar do filho vai depender disso.Penso também que não pode ser encarado como uma doença, e sim uma fase na vida do seu filho e passa por toda a familia, todo acompanhamento deve fluir de maneira natural e não ser visto como um esforço. O acompanhamento por especialistas acho muito importante, mas no seio da familia e das pessoas que nos amam é de onde vem as respostas mais positivas e o amor e a uniao dos pais com certeza vão dar um suporte sólido pra uma criança que passe por esta situação.
    Maria Silva
    Educação Infantil , utilizador EL7173S

  12. Relativamente a este assuntodo é um tema no meu ponto de vista não muito polémico mas que por ventura trata-se de que só quem vive esta situação sabe do que se trata. Mas com muita calma e também compreensão por parte dos pais face aos médicos a tentarem explicar como proceder tudo se resolve.Face a Criança a mesma necessita de muito amor, carinho, afecto e muita atenção.

  13. Hoje em dia basta uma criança estar um pouco mais agitada num restaurante que já estamos a ouvir a senhora da mesa ao lado a disser que a criança é hiperativa. Os pais que tem crianças hiperativas sabem que não é fácil ir a certos lugares com os seus filhos, muitos deles até evitam sair de casa, mas isso não está correcto, deve sim sair levar o seu filho ao parque onde pode conviver com outras crianças e tentar chamar a atenção com calma quando ele não está a “socializar” correctamente.
    Os país devem ler e comunicar com outros país na mesma situação (existe muitos fóruns abertos a este assunto), para tirar dúvidas, adquirir conselhos e também para não se sentirem sozinhos nessa “luta”.
    Pais nunca devem desistir, pois um dia tudo passa e seu filho vai agradecer.
    Tânia Oliveira educação infantil EL7058S

  14. Bem dito, não é fácil para os pais mas também não é para os filhos. Já ouvi uma uma mãe muito perturbada por ter o filho hiperativo, pois a mesma era nervosa e parecia não suportar certas atitudes do filho… mas o menino também sofre!
    Ele pode sentir a falta de compreensão que eu mesma senti da parte da mãe dele, para além de que pode ter também problemas de aceitação, socialização, integração e aprendizagem…
    Tem que se ter bastante paciência para tratar de crianças agitadas como estas, não devemos ficar zangados/exaltados com qualquer coisa, pois vai acontecer muito mais…
    Por isso há que ser tolerante e fazer compreender e absorver a informação na base do amor e carinho, ou através de algo que os estimule/motive, já que são muito distraídos.
    Não sei se estou errada pois não tenho nenhuma criança com esses sintomas na família mas essa é a minha opinião.
    Boa semana a todos e calma com os nossos ”pirralhos” 🙂

    Diana Oliveira Curso PuericulturaEL7020S

  15. A Hiperatividade é um dos problemas mais comuns na infância, que continua até a adolescência e vida adulta.
    Queria referir e salientar neste debate, o papel preponderante dos professores, seguido do papel básico dos pais nesta perturbação.
    Sabemos que apesar do diagnóstico estar cada vez mais conhecido, os professores ainda precisam de ajuda com seus alunos na ESCOLA,que é o local onde os problemas principais acontecem!
    Vou enumerar então algumas dicas que os professores devem ter em conta:
    – Evitar colocar alunos nos cantos da sala, onde a reverberação do som é maior. Eles devem ficar nas primeiras carteiras das filas do centro da turma.
    – Fazer com que a rotina na turma seja clara e previsível.
    – Afastar estas crianças de portas e janelas para evitar que se distraiam com outros estímulos;
    – O professor não deve falar de costas, deve manter sempre o contato visual;
    – Intercalar atividades de alto e baixo interesse durante o dia, em vez de concentrar o mesmo tipo de tarefa em um só período;
    – Repetir ordens e instruções; frases curtas e pedir ao aluno para repeti-las, certificando-se de que ele entendeu;
    – Permitir movimento na sala de aula. Pedir à criança para ir buscar materiais, apagar o quadro, recolher trabalhos. Ajuda a recuperar o auto-controle;
    – O aluno deve ter reforços positivos quando for bem sucedido. Isso ajuda a elevar sua auto-estima.
    – Proporcionar exercícios de consciência e treinamento dos hábitos sociais da comunidade.
    No que diz respeito ao trabalho que dever ser feito em casa pelos pais, na minha opinião, estes devem criar regras e limites, pois não é a hiperatividade que faz com que uma criança destrua os objetos de terceiros, desrespeite os mais velhos ou magoar os seus amigos,isto é causado pela falta de limite e disciplina.
    Mesmo uma criança que não consegue parar, tem que saber o que pode e o que não pode fazer. E essa distinção só vem através da disciplina.
    É necessário estabelecer uma rotina em casa com horários fixos para acordar, tomar o pequeno almoço, ir à escola etc. As crianças obedecem mais aquilo que elas entendem, é por isso que as creches e escolas de educação infantil estabelecem rotinas e expõem um quadro dentro da sala de aula.
    E como diz a colega Marlene Santana,e muito bem, o amor, carinho, afeto e muita atenção, é o que a criança necessita dos pais.
    Não desistam pais! não tenham medo de pedir ajuda! não estão sozinhos, pois existem profissionais e técnicas para tratar este perturbação.

  16. Eu já tinha ouvido falar da palavra “Hiperatividade”, mas realmente não sabia o seu significado. Ao ler este breve resumo, fiquei esclarecida. Ser hiperativo só tem desvantagens, mas é uma situação que pode ser controlada se, os pais intervirem. Nada melhor para uma criança que viver num ambiente estável, ter uma educação adequada, afeto, apoio. Pode não resolver totalmente o problema, mas ajuda sempre, pois não só ajuda neste caso de hiperatividade, como em outras situações. A escola também ajuda bastante porque a criança mantém-se ocupada em atividades, jogos… Embora, ela perca logo o entusiasmo e se irrequieta, uma das melhores atitudes que devemos ter é a paciência e calma. Realmente, não adianta gritar nem perder a paciência com ela, porque além de ser uma atitude incorreta, não vai ajudar em nada. 🙂

  17. Como já foi mencionado anterior mente pelos colegas ,a heperatividade não deve ser uma doença fácil .Nao conheço nenhuma criança com esse tipo de problema (doença )mas que deve ser difícil de lidar com ela de ser ,as crianças não param quietas nem caladas isso começa a irritar .Vejo pela minha filha ,não para sempre a dançar ,aos saltos ,a passear quando e para comer não para quieta na cadeira, nem em lado nenhum . Nao a tenho como imperativa ,nem o próprio pediatra considera . Relevando isto tudo não deve ser muito fácil ,mas com paciência, carinho dedicação,afecto etc consegue-se levar as coisas em frente.

    Isabel Domingues curso educação infantil ( utilizador )EL 6806R

  18. Não é fácil lidar com crianças hiperativas, nem para os pais nem para os professores.
    São crianças com muita energia, desobedientes, falta de atenção, não ligam ao que lhes dizemos. Temos que arranjar estratégias para lidar com estas crianças e para os ajudar eles sofrem com as reacções dos adultos. Falarmos calmamente com a criança é o inicio para que eles nos ouçam e se acalmem.
    Trabalhei com uma criança hiperativa e não era fácil mas temos que os saber levar, quando se portava mal com os colegas uma das estratégias que usava era fazer massagens nas costas para que ele se acalmasse. Com estas crianças temos que ter muita paciência e nunca usar a força.

    Cristina Marvanejo, piericultura

  19. Numa situação de hiperatividade temos de saber aquilo que eles mais gostam ,para falar com eles temos de falar com calma e pausadamente para lhes chamar atenção . Uma maneira de eles estarem atentos na escola e dar a matéria através de jogos porque uma criança hiperativa não consegue estas quieta e atenta. E como essas crianças não estam sossegadas no mesmo sitio têm de se impor objectivos por exemplo :se fizeres esta pagina depois podes ir jogar a bola . Assim estaremos a ensina los a crescer e ele estará aprender pois fica concentrado em atingir o objectivo .

  20. Todos têm razão nos comentários que dizem ser mãe de um filho imperativo não é muito fácil eles aborrecem e chateiam muito as cabeças dos seus pais mesmo que o pai lhe diga que não é assim o filho quer daquela maneira e tem que ser como ele quer os pais as vezes nem sabem o que devem fazer nessa situação.
    Aqui fica o meu comentário.

    Vera Filipa Reis Romano Morais curso de educação infantil EL7236S

  21. Encerramento do Fórum.
    Caros alunos e alunas,
    Gostei muito das vossas participações no Fórum/Blog deste mês.
    Os vossos comentários, foram muito enriquecedores, ponderados e devidamente fundamentados, especiais, cada um em particular. Apresentaram exemplos, críticas, e opiniões pertinentes. Mostram o vosso interesse e conhecimento sobre o tema apresentado.
    Todos cumpriram os objetivos propostos de refletir sobre esta temática.
    Gostaria de relembrar que o fórum está aberto à participação dos alunos, não só nos comentários, como também na elaboração de artigos ou escolha de temas. Fico a aguardar a vossa contribuição. Se estiverem interessados podem enviar-me um email com o texto que gostariam de ver publicado.

  22. Nos dias de hoje PHDA é muito falado, talvez até demais. Muitas das vezes ouvimos, amigos, vizinhos ou apenas conhecidos comentarem situações de crianças que estão medicadas para a hiperatividade ou défice de atenção e não precisavam, são apenas crianças com muita energia a precisar de um desporto e em alguns casos também precisam de algumas regras.
    Como também há casos em que as crianças realmente precisão de ajuda mas os pais não querem “ver” que os filho/a precisa de uma atenção especial
    Os agentes educativos (família, escola e o ambiente social) tem um papel fundamental nesta situação.
    Na minha opinião grande parte das crianças sinalizadas por hiperatividade provem da disfunção famíliar que se vive nos dias de hoje. Pais saparados com formas de educar diferentes, pais que trabalham fora da área de residencia é só estão em casa ao fim de semana ou de tempos a tempos, logo não conseguem acompanhar a criança diariamente. A falta de paciência ao fim de um dia de trabalho, em alguns casos os poucos recursos econômicos são factores que contribuem para o aumento de crianças com PHDA.

    Ana Marques EL7440S Curso de Peuricultura

  23. As crianças hiperativas são um desafio a qualquer educador! São muito agitadas e energéticas e normalmente apresentam também uma grande dificuldade em se manterem atentas e focadas numa tarefa, especialmente quando a atividade não é do seu agrado.
    Nunca, mas nunca, mas nunca mesmo, coloque um aluno ou filho num canto da sala de aula ou casa, só porque é hiperativo. Pense que esta criança tem problemas que ele próprio não consegue lidar. Não é que não queira comportar-se de forma diferente, o problema é que ele não consegue

    Sandra Magueijo
    Educação Infantil
    EL2044BM

  24. Apesar dos sintomas mais notórios, tais como os que foram referidos acima, serem da responsabilidade do cérebro, outras partes do corpo humano também têm um papel importante na hiperatividade, tais como:

    -Problemas respiratórios como bronquite e asma;
    -Má postura física;
    Um andar descoordenado;
    Tendência para tropeçar, ir contra coisas, quedas e acidentes;
    -Pouca habilidade com trabalhos ou actividades manuais;
    -Urinar na cama com idade avançada, muitas vezes com 8 e 9 anos.

    Existem também dois tipos de hiperatividade:

    -Hiperatividade motora: A hiperatividade está ligada à motricidade, aos movimentos. É a criança agitada, que não pára quieta.

    -Hiperatividade mental: Profusão de pensamentos de modo desorganizado, prejudicando o raciocínio da criança, além de tender a deixá-la desatenta. ansiosa, irritada e agressiva.

    Cláudia Silva. EL5912P, Educação Infantil

  25. As crianças e adultos hiperativos são pessoas com inteligência acima da média, cheios de energia, divertidos, criativos,etc
    Mas, infelizmente não conseguem gerir todas estas características para benefício próprio e das pessoas que os rodeiam.
    Por isso é que muitas crianças e adultos com Hiperatividade têm:

    Problemas respiratórios como bronquite e asma
    Má postura física
    Um andar descoordenado
    Tendência para tropeçar, ir contra coisas, quedas e acidentes
    Pouca habilidade com trabalhos ou atividades manuais
    Fazer xixi na cama com uma idade avançada, muitas vezes com 8 e 9 anos.

    carla veiga , EL7050S Educação Infantil

  26. Boa noite,

    Infelizmente, hoje em dia muitos membros da nossa sociedade não estão preparados, para este tipo de problemas, pois acham que a hiperatividade não existe, e que as crianças são pura e simplesmente mal educadas.
    Enganam-se… a hiperatividade existe e e um problema difícil de lidar, pois os pais que tem um filho hiperativo tem de ter muito estofo, calma, paciência e acima de tudo muita forca de vontade em o ajudar a ultrapassar o problema.
    Uma criança hiperativa, torna-se difícil, devido ao facto de não conseguir estar quieta, de mexer em tudo, de nunca estar calada e de estar constantemente a fazer peripécias, muitas vezes perigosas.
    Os pais de crianças hiperativas devem de tentar conversar com elas em vez de ralhar e dar castigos, devem de os incentivar com atividades que lhes sejam apetecidas de forma a mante-las durante algum tempo no mesmo sitio, devem tentar que o ambiente familiar seja o mais calmo possível e acima de tudo tentar que a criança controle o seu entusiasmo e consiga manter alguma atenção nas suas atividades diárias.
    Na minha opinião, nenhum pai e mãe quer educar mal o seu filho, apenas quer dar-lhe todo o conforto, atenção, amor e proteção, mas em situações de hiperatividade muitas vezes os pais acabam por ser criticados pelos outros,acabando por se sentirem mal com toda a situação.
    Estas atitudes acabam muitas vezes por dar a família, um sentimento de insegurança e instabilidade, uma vez que perante as atitudes do filho acabam por se sentir impotentes a lidar com a situação.

    Tânia Rodrigues
    Curso de Puericultura EL6947R

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