Fórum do mês de outubro – Os jovens e as Novas Tecnologias

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No Fórum deste mês vamos falar dos jovens e da sua forma de utilização da Internet, e de como as tecnologias digitais, como as Redes Sociais, podem trazer consequências graves, a nível social e do indivíduo.

Proponho que ponderem sobre este tema, leiam o seguinte artigo, vejam o vídeo e dêem a vossa opinião. Podem também comentar as opiniões dos colegas.

Refira ainda, no seu entender como se poderia abordar este problema, e que soluções fariam sentido num panorama futuro, relativamente à utilização da Internet pelos jovens?

Se desejar, apresente casos práticos representativos do que pretende ilustrar.

Mais de 70% dos jovens portugueses apresenta sinais de dependência da Internet. Estudo do ISPA mostra também que 13% dos casos são graves, podendo implicar isolamento e comportamentos violentos.

Vejam este video:

http://www.tvi24.iol.pt/videos/psiquiatra-explica-os-perigos-da-dependencia-da-internet/55dcfd510cf2f02c40ad132f

Este é o retrato de uma geração que vive quase permanentemente ligada. Através dos computadores ou dos dispositivos móveis, os jovens e adolescentes nacionais passam muito do seu tempo na Internet. Um tempo excessivo em muitos casos. Um estudo do ISPA mostra que quase três quartos da população até aos 25 anos apresenta sinais de dependência do mundo digital. Em casos mais extremos, o vício do online pode implicar isolamento, comportamentos violentos e obrigar a tratamento.

 “Percebemos que a dependência da Internet é generalizada”, sintetiza a investigadora da Unidade de Intervenção em Psicologia do ISPA – Instituto Universitário, Ivone Patrão, coordenadora deste estudo. Nos últimos dois anos, este trabalho passou por três fases de aplicação de questionários junto de jovens e adolescentes dos 14 aos 25 anos, envolvendo quase 900 inquiridos. Esta é, portanto, uma imagem com grande angular do que está a acontecer em muitas casas.

Os exemplos recolhidos pelo PÚBLICO corroboram os resultados da investigação. Quase todos os casos partilham também o pedido para que seja mantida a reserva da identidade dos jovens envolvidos. As histórias repetem-se, porém, e soam familiares aos pais. Alguns adolescentes deixam para trás um percurso académico de bom nível para se fecharem no quarto a jogar computador dia e noite. Há amizades de infância que são postas de lado em detrimento do contacto online. O isolamento em relação à família, as mudanças de comportamento, os casos de violência inexplicável face ao insucesso num jogo digital ou à proibição de continuar ligado são outros comportamentos comuns.

Os investigadores do ISPA também enumeram alguns componentes-chave para identificar os casos de dependência da Internet numa espécie de retrato-tipo do jovem viciado no mundo online: grau elevado de importância conferido ao computador ou aos dispositivos móveis; sintomas de tolerância face ao uso; sintomas de abstinência face ao não uso (como irritabilidade, dores de cabeça, agitação e por vezes agressividade) e, em casos mais extremos, recaída face às tentativas sucessivas para parar.

Os números a que chegou a equipa de Ivone Patrão no ISPA dão uma outra camada de leitura desta realidade. Há quase três quartos (73,3%) dos jovens que apresentam sintomas de viciação na Internet.

Destes, 13% exibem níveis severos de dependência, que se manifestam através dos comportamentos mais extremos descritos pelos pais e referidos pelos investigadores. Os próprios jovens parecem ter noção disto, uma vez que mais de metade (52,1%) dos inquiridos se perceciona como “dependentes da Internet”.

 Maioria frequenta o secundário.

Os investigadores do ISPA chegaram também a outro retrato-tipo: os jovens dependentes são sobretudo do sexo masculino, não têm relacionamento amoroso e frequentam o ensino secundário. Este foi um dos primeiros resultados a que a equipa da Unidade de Intervenção em Psicologia chegou, em 2012, quando aplicou um primeiro questionário – desenvolvido pela Nottingham Trent University, que é parceira deste trabalho, e à qual estão ligados os outros dois autores deste trabalho, Halley Pontes e Mark Griffiths – de modo a validá-lo para a realidade portuguesa. As conclusões iniciais motivaram a continuação da investigação nas duas fases seguintes, que agora são divulgadas publicamente.

Outros estudos recentes confirmam os sinais de uma geração cada vez mais dependente da tecnologia, levando mesmo a situações-limite em que “é posto em causa o bem-estar físico” dos jovens e adolescentes, conta a investigadora da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Nova de Lisboa Cristina Ponte, que liderou os projectos EU Kids Online e, mais recentemente, Net Children Go Mobile.

Neste último trabalho, cujos resultados nacionais serão discutidos numa conferência no final do mês, 6% dos jovens admitem ter ficado “sem comer ou sem dormir por causa da Internet”, por exemplo. “Há uma pressão para estarem sempre ligados”, avalia esta especialista. Na sua investigação recolheu exemplos que atestam esta situação, como a de um menino de 12 anos que contava, por entre risos, que no smartphone e no tabletnunca se fica offline, por causa dos sinais sonoros com os alertas para as actualizações no email ou nas redes sociais. O rapaz dava também conta da forma como os amigos ficavam zangados se ele não respondesse rapidamente a alguma mensagem, por exemplo, mesmo no horário em que devia estar a dormir.

“Os jovens estão a usar demasiado as tecnologias. Quase minuto a minuto”, confirma Rosário Carmona, psicóloga, que tem tratado casos de dependência da Internet no Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil (Cadin), em Cascais. “Quando lhes pergunto se já foram ao email hoje, eles riem-se. Não foram ao email, porque não saíram do email”, descreve.

Fonte: http://www.publico.pt

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Reflita sobre o assunto e se desejar recorra a exemplos de situações concretas para ilustrar a sua opinião. Como técnico de saúde dê a sua opinião sobre o uso destes equipamentos por crianças e jovens.

Esta atividade de Fórum permite debater e abordar novas ideias, visa o desenvolvimento e a discussão de temas atuais, relacionados com os temas propostos nas Unidades, no âmbito da formação.

Participe e desenvolva, no seu ponto de vista, o tema exposto a debate. Se desejar, apresente exemplos representativos do que pretende ilustrar. Pode ainda comentar as participações dos colegas.

O post de cada formando não deve exceder a pág. A4 e deve ser submetido até ao final da semana. A sua participação conta  20% para a avaliação da Unidade.

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15 thoughts on “Fórum do mês de outubro – Os jovens e as Novas Tecnologias

  1. É irrefutável o potencial positivo as novas tecnologias no desenvolvimento da nossa sociedade e cultura. Mas quando falamos da actual relação intensa dos nossos jovens com estas tecnologias, quando falamos de jovens que se fecham sozinhos nos seus quartos. Que se isolam da família e das relações presenciais com o seu grupo de pares. Quando pensamos nos conteúdos que os jovens têm hoje acesso em qualquer computador, em casa de amigos ou num outro qualquer ambiente informal. Esta informação de acesso fácil e não monitorizada esta a evoluir rapidamente de um meio facilitador de acesso ao conhecimento para um factor desorganizador e destabilizador no desenvolvimento sócio-emocional destes jovens.

    Realidade virtual é uma adição tal como outras dependências (álcool, tabaco, jogo, drogas, etc.), que utilizada de forma compulsiva e sem controlo reduz a liberdade e altera o comportamento social das crianças e jovens.
    Assim sendo, não é uma surpresa que crianças mais inseguras, mais imaturas e com mais dificuldade em resolver os seus problemas se encantem rapidamente pelo “suporte” virtual das novas tecnologias (como forma de encontrarem uma estabilidade emocional), sendo por isso mais propensas a cair em dependência no uso descontrolado da Internet. A Internet torna-se uma forma fácil de fugir à realidade e compensar aquilo que falta e nem nos damos conta dialogo e partilha em família .
    Enquanto pai, mãe, familiar, cuidador, amigo, deve estar atento aos sinais de alerta:

    – Utilização excessiva do computador, internet, televisão, consolas, etc.
    – Isolamento da criança/jovem no quarto;
    – Desinteresse escolar;
    – Evitamento de actividades lúdicas ou desportivas;
    – Sinal de irritabilidade na tentativa de redução da utilização.

    Sendo as novas tecnologias uma realidade da nossa sociedade e uma realidade com muitíssimos benefícios, o importante é saber fazer uso dela, para que se mantenha sempre neste papel positivo e não se torne numa “má companhia” tanto para adultos como para jovens .

    ANA CARVALHO
    EL7501T
    EDUCAÇAO INFANTIL

  2. Na minha opinião acho que o uso excessivo das tecnologias devia ser combatido, fazendo mais atividades, fazendo mais centros de atividades a preços acessíveis para que todas as crianças e jovens possam utilizar! Acho que deve haver um controle maior que os pais deveriam fazer em relação aos seus filhos, controlar o tempo que esta a jogar ou o tempo online. Haver mais centros de convívio onde as pessoas possam sair e ir conviver com os amigos e não ficar apenas o dia todo online. Pois estão a entrar num mundo virtual ondem por vezes e difícil dele onde ha uma realidade completamente diferente de hoje em dia, um mundo que quando saímos para fora dele não conseguimos aptarmos nos as pessoas, ao exterior! Não devemos deixar que as crianças se isolem no mundo virtual e quando isso acontecer devemos chama-las a atenção, devemos mostrar que ha outras maneiras de conviver, de ser feliz! Há crianças que deixam de comer, apenas para ficarem online, tal como o menino que se fala no fórum que os amigos ficam chateados por este demorar tempo a responder a uma mensagem! E até mesmo ficam chateados por este não responder na hora que esta a dormir, isso é derivado ao facto de estarem demasiado ligados ao mundo virtual!
    Acho que se deviam de tomar medidas, em relação a este assunto, e também se deve saber utilizar e “controlar” as novas tecnologias.

  3. Maria João Furtado
    Curso de Puericultura
    EL6923R

    Antes de mais, vou apresentar exemplos com que me deparo no meu dia a dia. Trabalho num restaurante de um hotel, um dos casos que mais vejo, são os pais a darem os telemóveis a bebés para os fazer ficar quietos a comer ou mesmo para não fazerem birra, deparo-me com crianças tão pequenas que já nem respondem aos estímulos que as rodeiam. a outra situação são jantares de casas recém casados e não só que nem se falam durante a refeição simplesmente ficam a olhar para os telemóveis nas redes sociais, a falar com outras pessoas acho uma enorme falta de respeito pela relação.

    As novas tecnologias são uma tendência, que nos ajuda mas em excesso pode nos afectar muito como cidadão, existe jovens que não sabem nada do que se passa na realidade porque passam horas envolvidos nas redes sociais a ver e comentar posts, e a jogar, muitos na hora de manter um dialogo na rua parece que sofrem de uma desleixa a nível oral não sabem como falar.

    Os mais pequenos, os país têm responsabilidade, de criar esses maus hábitos, temos o dever de os proteger, existe tantas actividades para estimular as crianças e adolescentes, que infelizmente está a se perder por falta de comparência dos mesmos, á tanta actividade extra curricular há que aproveitar, em vez de se fecharem em quatro paredes com um aparelho que os ligam ao mudo em excesso são como uma “Droga” cria dependência.

  4. Mónica EL6714R curso de puericultura
    Hoje em dia existem cada vez mais jovens “desligados” do mundo real , pois so tem contactos com a virtualidade. A tecnologia e as redes sociais sao ótimas e cada vez mais importantes, para podermos comunicar com aqueles que estão longe, mas usada de maneira errada e excessivamente por jovens e crianças torna se um perigo.
    Em todo o lado vemos crianças agarradas a telemóveis tablets o dia todo e quando falamos para elas nem ouvem estão noutro mundo à parte, nao socializando com a familia e amigos.
    Tenho uma irma com 13 Anos que se pudesse ou a deixasse passava o dia na internet a ver videos dos famosos youtubers.
    Muitas desses jovens frequentam sites nao apropriados para a idade seja de cariz sexual como de violência, e acham que tudo aquilo é realidade.
    Temos que ter mais controle sobre os jovens e nao permitir a excessiva utilizaçao.

  5. È um grave problema mundial. Os pais deveriam ter mais cuidados nessa questão com os filhos, existe horas para tudo, mas passar o dia todo na Internet sem socializar com a família e com os amigos parece me um assunto grave, aos quais todas as pessoas deviam estar informadas. mas acho que somos nós mesmo que introduzimos este problema na sociedade, porquê dar telemóveis e tablets ás nossas crianças ainda pequenas? Apenas para estarem sossegadas? Esse é o problema, estamos a incentiva-las a usar as tecnologias desde pequenos, e isso notasse num futuro próximo, onde as crianças e adolescentes são dependentes da Internet. Os pais, a escola deviam estar informados sobre eventuais problemas sobre esse tipo. E começar a trabalhar nesse sentido. Existem adolescentes que vivem para as redes socias, que publicam a vida privada ( o que pode causar vários problemas), o que os outros vão pensar delas. Mas são sobretudo os pais que devem estar atentos a este tipo de situações, uma criança de 10 anos, nem um telemóvel devia ter ou levar para a escola, quanto mais ter contas nas redes sociais! Isto é um mundo que gere dinheiro e infelizmente tornasse num ciclo vicioso, sem fim á vista.

  6. Erika EL6139P Puericultura .
    Sem dúvidas que a tecnologia trouxe muitas facilidade ,ajudas etc ,mais tudo tem um lado bom e ruim ,temos nós sabemos ponderar o que e difícil para todos adultos e crianças .
    Penso que alguns jovens de hoje em dia nunca saberam o que e um infância livre ,brincar de pique esconde ,queimada ,rouba bandeira ,e sem dizem que jogar io ôô, pião ,o que e pena pois muitos estão cada vez mais fechado e falando de formas que não percebemos .Trabalho com crianças e alguns já adolecentes e noto quanto mais distantes o papel de “Pais “pior estar ficando ,pois tentam suprir esse vazio com a internet ,também sei que as vezes os pais não poder fazer muito mais pois tem que trabalhar para viver dignamente e com isso fica alguma coisa sem ter tanta atenção o que e muito triste .Cada um tem uma opinião mas cada dia fez mais telemovéis na mesa de jantar e menas conversar com estar presente ,estão a falar com pessoa a quilometro de distancia ,ou ver videos .
    Como disse estar tudo sem ponderação ,a maioria tem que reduzir o quanto e tempo .

  7. A Internet foi considerada uma das maiores invenções do século XX. Ao criar uma rede de troca de informação a nível mundial, a Internet veio encurtar as distâncias, contribuir para a ideia de uma aldeia global. Assim as pessoas começaram a comunicar em tempo real, a um preço acessível, de um certo lugar para qualquer ponto do globo (ou mesmo no espaço), permitiu uma troca de informação a nível global, é uma aproximação dos amigos e da família que estava longe.Também foi um grande passo para as grandes empresas, porque facilita a circulação da informação, é utilizado na formação profissional, consultoria, serviços de apoio ao cliente, gestão de projectos. Também permite uma desburocratização do sistema, tornando tudo mais rápido e reduzindo os gastos (ex. candidatura ao ensino superior, IRS, IRS, criação de empresas…).Estas “novas” tecnologia tiveram uma grande adesão por parte dos jovens. Porque possibilita-os comunicar com qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo, e em tempo real. Assim, é uma forma de fazer novos amigos, conhecer novas culturas, idiomas, ou mesmo tirar uma dúvida com um professor.No entanto a sua utilização também acarreta alguns problemas. Como podemos saber com quem é que estamos a falar? O anonimato é um dos principais problemas associado a utilização deste tipo de tecnologia, tem que se estar ciente que nunca se sabe com quem é que se está a falar, e que essa pessoa pode não ter as melhores intenções. E o possível perigo que pode representar a transformação do contacto virtual em contacto real.Quando não existem moderadores de sala, pode existir “pessoas maliciosas com convites para conversas e jogos aliciantes”. Podendo levar a troca de material menos recomendável. Os predadores sexuais aproveitam-se da ingenuidade das crianças e dos jovens e através dos sites tentam obter informações pessoais, e até possíveis encontros. Outro dos problemas da Internet é o vício. Quando é utilizada indiscriminadamente, pode levar a numerosos abusos que podem levar ao vício. Deixa-se de ter vida social, passa-se a viver com e para a Internet.As actividades criminosas também andam muito ligadas com a Internet. Nela transmitem os seus ideais e tentam angariar seguidores. É bastante fácil aceder a conteúdos violentos, racistas ou extremistas, também sendo comum o roubo de identidade para actividades ilícitas.Outra coisa que é importante um cibernauta possuir é uma “firewall”, para evitar a intromissão de “Hackers, Backdoors, Vírus, Worms & Troianos”, nos computadores podendo aceder e modificar a informação e ficheiros pessoais. Assim torna-se sobejamente importante, que os pais e educadores saibam quanto tempo, e que conteúdos, é que os filhos têm acesso na Internet, e que os informem e previnam acerca dos perigos da Internet.De forma, a evitar este tipo de abusos e para prevenir os pais, os jovens e as crianças dos potenciais perigos da Internet em geral e dos chats em particular, surgiu a associação Childnet.

    Resumindo e concluído cabe aos pais e encarregados de educação ter um controlo sob os seus filhos e educando nos sites que visitam a quantidade de tempo que estão na Internet.Tem de haver regras.

  8. Houve uma evolução enorme da tecnologia nos últimos anos, temos acesso a um leque muito vasto de informação. Vendo as coisas de uma perspectiva mais positiva podemos aproveitar as vantagens dessa evolução ao nível da comunicação, informação, saúde ,etc. Mas , como tudo, existe sempre duas faces da moeda. Para conseguirmos lidar com toda essa tecnologia de maneira saudável e positiva tem que existir um equilíbrio entre o que nos faz bem e o que poderá ser prejudicial quando em excesso. E isso acontece e cada vez mais podemos observar que a maior parte das pessoas, por vezes, para além daquilo que necessitam, excedem-se no número de horas que estão ligados em frente a um computador, a um telemóvel , perdendo a noção do quanto isso pode vir a afectar a sua saúde e relação pessoal e social com os outros. Penso que os jovens começam a usar, muito prematuramente, dispositivos móveis e acesso à internet, e cabe-nos a nós adultos ajudar-lhes a manter um equilíbrio entre o uso generalizado e o uso excessivo desses aparelhos. Não podemos deixar que a tecnologia controle a nossa vida. É importante interagirmos uns com os outros , construirmos relações físicas com as pessoas. As pessoas estão cada vez mais preguiçosas, o que daí pode resultar a obesidade e outras doenças associadas , a informação por vezes é demasiada e acabamos por não saber filtrar tudo devidamente, a privacidade também é cada vez menor, podemos constatar que a tecnologia também veio roubar muitos postos de trabalho, e por fim a intimidade entre as pessoas que é cada vez mais pequena, por vezes quase inexistente. Não existe melhor rede social do que uma mesa de café, ou uma troca de ideias sobre algum tema com os nossos amigos, ou conversarmos sobre o nosso dia a dia com os nossos pais ou falarmos sobre os nossos medos e conquistas com o nosso conjugue.
    Raquel Monteiro, Curso Puericultura, EL6786R

  9. Na minha opinião as tecnologias vieram melhor o mundo é torna ló mais “perto”, hoje em dias e rara a família que não tenha membros no estrangeiro, e com as redes sociais tudo se torna mais fácil.
    Hoje em dia, qualquer criança tem a tendência de se esticar ou fazer uma birra por um telemóvel, talvez porque a geração vive em função disso mesmo. Nós já não vivemos sem um telemóvel. A vinte anos o telemóvel era apenas para fazer chamadas e nem toda a gente tinha acesso e eles. Hoje o telemóvel é um mundo. Faz chamadas, mensagem, tira fotos, tem internet o que dá acesso a todas as redes sócias. O acesso a estas redes depende dos pais, do controlo e da liberdade que é dado.
    Conheço uma situação em que as redes sócias tiveram uma maneira utilização , conversas com pessoas que não se conhece,envio de fotos etc….e que acabou por ter de ser resolvido pelas autoridades, também é preciso saber viver neste mundo das redes sociais.

    Ana Marques
    Curso puericultura
    EL7440S

  10. Boa Tarde!
    Ao falar deste tema: “Os jovens e as novas tecnologias” eu fico a “recuar no tempo” e realmente é incrível como o mundo vai mudando. Fico a lembrar de como era antes, eu com 7 anos e a malta da minha geração a brincar na rua (saltar corda, jogar à macaca, lançar o peão, berlindes, etc) Também, nessa altura, as tecnologias estavam de acordo com aquele tempo. Já existia o GameBoy, o Tretis que funcionava a pilhas, entre outros. Porém e mesmo sem noção, nós conseguimos interiorizar-nos bem nesse ano (2000). É verdade que já se passou 17 anos mas comparando aos dias de hoje, e como diz no artigo, muitos são os jovens que ficam isolados, sem estabelecerem qualquer relação de amizade porque lá está, estão dependentes das tecnologias e isso, acaba por afectar o seu desenvolvimento físico e psicológico. Até os mais pequeninos já se encontra a mexer no telemóvel. Não estou falando mal da tecnologia, até porque na minha opinião, acho importante haver tecnologias, pois, são úteis quer a nível do trabalho e lazer. A tecnologia pode ajudar-nos muito, desde que a sabemos utilizar e aproveitar da melhor maneira, com responsabilidade. Eu fico triste e torna-se preocupante porque eu penso que isto depende da atitude de cada jovem principalmente da atitude dos pais. Na tecnologia tal como em muitas coisas, existe vantagens e desvantagens e cada um tem o livre-arbítrio para decidir até que ponto a tecnologia têm uma influência na sua vida.

  11. Cláudia Correia,
    EL7165,
    Educação infatil,

    Os avanços tecnológicos também trouxeram uma nova dinâmica para as relações sociais. Hoje, é muito comum encontrar adolescentes que namorem a distância ou mantenham contatos estritamente virtuais – alguns baseados no companheirismo e na confiança, 16 anos. Em certo sentido, as amizades pela internet têm a mesma função dos amigos imaginários na infância, especialmente para os mais tímidos. “Eles acabam encontrando em uma pessoa distante as características que esperam de alguém com quem gostariam de se relacionar.” Mas por vezes dá enrrado e há tristezas por exemplo encontros com pessoas que só querem fazer mal.
    Dessa forma, ajudar a garotada a lidar com a impossibilidade de não alcançar todos os desejos rapidamente torna-se ainda mais importante no mundo atual. Enfatizar que grandes projetos só se concretizam com esforço e persistência é mais um dos desafios na relação dos jovens com o mundo virtual. “Refletir é a melhor forma que o ser humano dispõe para reorganizar seus conhecimentos e entender as próprias emoções”. Essa ação, por enquanto, a tecnologia ainda não conseguiu substituir.
    O mundo de muitos jovens de hoje é tecnológico. Eles não imaginam um mundo sem seus aparelhos eletrônicos que os mantêm rodeados de informação.
    Emfim, mas este mundo bem desenvolvido pode prejudicar a vida real como nas habilidades no desenvolvimento e até nos relacionamentos. Muitos vivem virtualmente aquilo que a realidade não os oferece e talvez seja por isso que muitos jovens tem o fascínio por jogos onde estes podem ser ou fazer o que quiserem.
    ortanto, a geração trata-se para contribuir para um mundo hiper conectado, uma geração que já veio ao mundo conectado, mas a juventude precisam ter maturidade para suprir tanta informação.

  12. Todos os dias nos deparamos com adolescentes a lidar com as novas teclonogias e de facto, estas trazem benefícios, quando usadas de maneira controlada. Por outro lado, se usadas excessivamente, podem ser bastante prejudiciais.
    A dependência não é causa, mas consequência, pois quando um adolescente fica deprimido com algum episódio escolar ou familiar, por exemplo, isola-se, encontrando nas novas tecnologias, através de conversas e encontros online um refúgio e têm a sensação de satisfazer as suas necessidades de contacto social, ainda que do ponto de vista psicológico não seja saudável.
    Esta dependência poderá acartar consequências a nível cognitivo, relacional, físico e profissional ou académico. Quanto mais horas se perdem na internet, menos tempo passam com os amigos ou a família, diminuindo as ligações. Os jovens passam inúmeras horas ligados a tecnologias, o que traz alteração dos padrões de sono, fadiga excessiva, entre vários outros riscos físicos.
    Retirar as teclonogias ou limitar o acesso a estas, não será efetivamente a melhor solução para combater a sua dependência. É preciso fazer o dependente ganhar o gosto por actividades alternativas, antes de diminuir o tempo ligado a um computador ou telemóvel, por exemplo.
    Penso que, futuramente, poderão ser usados tratamentos que estão a ser estudados para combater a dependência.
    Cátia Morais
    EL7457S
    Curso de Educação Infantil

  13. O mundo virtual vai, progressivamente, confundido os seus limites com o mundo real quotidiano de crianças e adolescentes. A Internet, o telefone e muitos novos equipamentos de tecnologia de informação vão transformando os comportamentos e as formas de se relacionar com a família, com os amigos e com as novas possibilidades de viajar pelo mundo sem sair de casa. Mas, também, surgem novos riscos à saúde para a geração da era digital, devido ao excesso de horas no uso dos computador, deficiência do sono e hábitos sedentários, queda do rendimento escolar, pornografia e pedofilia.

  14. Infelizmente este é o retrato de uma geração que vive quase permanentemente ligada nas redes sociais. Através dos computadores ou dos dispositivos móveis, os jovens e adolescentes nacionais passam muito do seu tempo na Internet, um tempo excessivo em muitos casos.
    Vários estudos mostram que quase três quartos da população até aos 25 anos apresenta sinais de dependência do mundo digital. Em casos mais extremos, o vício do on-line pode implicar isolamento, comportamentos.

    Com isto nós percebemos que a dependência da Internet é algo generalizado, os exemplos recolhidos nas mais diversas pesquisas feitas, comprovam os resultados destas investigações. As histórias repetem-se, porém, e soam familiares aos pais, pois alguns adolescentes deixam para trás um percurso escolar e académico de bom nível para se fecharem no quarto a jogar computador dia e noite.
    Há amizades de infância que são postas de lado em perda do contacto pessoal e passado para um contacto on-line, o isolamento em relação à família, as mudanças de comportamento, os casos de violência inexplicáveis e face ao insucesso num jogo digital ou à proibição de continuar ligado são outros comportamentos comuns.

    Os elementos são enumerados alguns por componentes-chave para identificar os casos de dependência da Internet numa espécie de retrato-tipo do jovem viciado no mundo on-line:
    » Grau elevado de importância conferido ao computador ou aos dispositivos móveis;
    » Sintomas de tolerância face ao uso;
    » Sintomas de abstinência face ao não uso (como irritabilidade, dores de cabeça, agitação e por vezes agressividade) e, em casos mais extremos, recaída face às tentativas sucessivas para parar.

    Sendo que a maioria destes jovens frequenta o secundário!
    As investigações chegaram também a outro retrato-tipo: os jovens dependentes são sobretudo do sexo masculino, não têm relacionamento amoroso e frequentam o ensino secundário.
    Outros estudos mais recentes confirmam os sinais de uma geração cada vez mais dependente da tecnologia, levando mesmo a situações-limite em que é posto em causa o bem-estar físico dos jovens e adolescentes.
    Os jovens admitem mesmo terem ficado “sem comer ou sem dormir por causa da Internet”.
    Um estudo recente feito divulga que foram recolhidos exemplos que atestam esta situação de que “Há uma pressão para estarem sempre ligados”, por exemplo um menino de 12 anos que contava que no smartphone e no tablet nunca se fica offline, por causa dos sinais sonoros com os alertas para as atualizações no e-mail ou nas redes sociais.
    O rapaz dava também conta da forma como os amigos ficavam zangados se ele não respondesse rapidamente a alguma mensagem, por exemplo, mesmo no horário em que devia estar a dormir.“
    Atualmente os jovens estão a usar demasiado as tecnologias, quase minuto a minuto, o que esta a tornar-se num vício louco e dependente por parte da nossa atual adolescência.
    Atualmente a utilização da Internet se sobrepõe a outras dimensões da vida e que estão sobretudo associados aos jogos multiplayer, isto está-se a tornar num ciclo bastante vicioso. Pois atualmente o jovem tem dificuldades em fazer amigos e por isso joga muito tempo, tornando-se cada vez melhor no jogo e prefere ficar em casa a jogar, em vez de sair para estar com amigos, a família ou mesmo ir à escola.
    Mas como tudo na vida existem consequências e muitas delas graves, e neste tema uma delas é mesmo a dependência associada a depressão.
    Pois uma das principais conclusões a que cheguei sobre os usos da Internet foi a de que os jovens que apresentam sinais de dependência do mundo on-line têm também sintomas de isolamento e, por vezes, de depressão, pois muitos revelam sinais de dependência apresentando assim um elevado nível de isolamento social.
    Esta dependência está associada ao isolamento social, mas não está associada ao isolamento emocional.
    Estes são jovens isolados, mas que encontram nas conversas e nos encontros on-line “um escape”. Esta é, portanto, uma dependência que “traz uma mais-valia”, ainda que do ponto de vista psicológico não seja saudável.
    Pois o grande desafio da adolescência é sair do núcleo familiar e passar o foco para o mundo social. Na Internet onde tudo isto é mais fácil.
    Hoje em dia os jovens têm a sensação de satisfazer on-line as suas necessidades de contacto social. Quando um adolescente fica deprimido, por força de algum episódio escolar ou familiar, por exemplo, está a conseguir encontrar nas novas tecnologias um refúgio.

    Por isso, não devemos ser apologistas da solução mais comum encontrada pelos pais para responder ao uso excessivo do computador pelos filhos e que é fruto de tensões familiares: retirar o computador ou limitar fortemente o acesso a ele.
    Pois o uso excessivo da Internet está a preencher outras necessidades do jovem. Se lhe tiramos o computador, ele fica no vazio. É preciso fazê-lo ganhar o gosto por atividades alternativas, antes de diminuir o tempo on-line.

    Por isso me coloquei esta mesma pergunta: “Qual a melhor forma de intervir e de prevenir todas estas lacunas e dependências?”

    Por cá ainda não há nenhuma iniciativa ligada e direcionada a este do género de situações. Pois o que importa é intervir do ponto de vista preventivo, pois temos cada vez mais adolescentes com acesso a computador e estão entregues a si próprios no uso do computador. Há uma necessidade de educar os jovens para a forma como podem fazer um uso saudável destes dispositivos.
    A dependência da Internet é considerada uma dependência comportamental. O passo seguinte passará, pelo desenvolvimento de formas de intervenção e terapêuticas para contrariar o vício do on-line nos jovens em Portugal. Noutros países, estão a ser dados passos na farmacologia, no sentido de desenvolver novas “drogas” que atuem sobre estes casos específicos.

    Curso: Educação Infantil
    Nome: Andreia Martins
    N° de utilizador: EL6945R

  15. Infelizmente hoje em dia as crianças preferem estar num telemóvel ou computador do que a brincar em grupo num pátio ou num parque. mas na minha opinião isso também muitas vezes é culpa dos pais, os pais tem de dizer não em estar sempre jogos online ou em telemóveis, os pais tem de meter regras.

    Educação infantil
    EL7380S

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