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FÓRUM MAIO 2015

COMO LIDAR COM AS BIRRAS

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As crianças entre os 18 meses e os cinco anos, fazem birras de variadas intensidades e feitios e pelos mais variados motivos, atingindo o seu auge entre os dois e os três anos.

De uma maneira geral, as birras são naturais, saudáveis e inevitáveis fazendo parte do normal desenvolvimento. Longe de ser um sinal de infelicidade é uma forma da criança crescer e adquirir uma visão mais madura acerca do funcionamento do mundo.

Como se manifestam?

Algumas crianças no segundo e terceiro ano de vida têm a tendência para tentar todas as espécies de comportamentos. A birra manifesta-se através de uma descarga explosiva de tensão, manifestada por rubor facial, aumento do ritmo respiratório e cardíaco associado a uma forte agitação corporal. Frequentemente gritam a plenos pulmões e podem deitar-se para o chão. Algumas experimentam a sensação de morder, dar beliscões, arranhar, atirar objetos para o chão, entre outros comportamentos.

Porque acontecem?

A partir do segundo ano de vida a criança adquire várias capacidades e aptidões, começa a andar, a falar sendo um período divertido e excitante. Começa a dar os primeiros passos na exploração da sua independência. Vive num contínuo vaivém, entre os seus desejos e progressos de independência e a sua necessidade de proximidade de segurança com os seus pais. Com a insaciável necessidade de conhecer e explorar o mundo que a rodeia, experimenta em simultâneo uma grande ambivalência interna e, surgem naturalmente as primeiras birras.

As birras não são mais do que um comportamento que reflete uma luta interior “quero ou não quero? Devo ou não devo?”. Na realidade, as birras tal como os acessos de humor do adolescente são sinais da luta para se separar, da luta para definir uma identidade.

Nestas idades, a palavra “não” torna-se numa das favoritas. O negativismo e a teimosia constituem características frequentes e próprias desta faixa etária (mais frequente entre os 18 meses e os 3 anos sensivelmente). Sentem muitas vezes necessidade de explorar os limites de tolerância de todas as pessoas que cuidam dela. Rapidamente aprende a agir e a aproximar-se do pai ou da mãe de maneiras diferentes.

É uma altura em que a criança se torna muito mais afirmativa e, pela primeira vez, começa a não obedecer. Os pais criam regras e os filhos naturalmente testam-nas. As birras são uma forma de descobrir se de facto as regras existem. Quando as crianças nestas idades ficam perturbadas têm tendência para reagir em vez de falar, o que significa que comunicam através do seu comportamento o seu mal-estar, sendo um desafio para os adultos decifrar as suas mensagens.

As birras podem se tornar assustadoras tanto para quem as vive como também para quem as observa. Assim, os pais embaraçados, envergonhados e até assustados são por vezes tentados a fazer de tudo para evitar que as birras aconteçam, ou seja, acabam por ceder aos desejos e caprichos dos seus filhos.

Tipos de birras

Apesar de existirem vários tipos de birras, são reconhecidas que a maior parte delas são basicamente desencadeadas por duas situações principais:

1 – Existem birras que estão relacionadas com a própria incapacidade da criança em levar uma atividade até ao fim para o qual ainda não está preparada. Quando as crianças estão cansadas, com fome, com sono, ou quando lidam com mudanças de hábitos ou rotinas podem se sentir frustradas e por isso explodir facilmente. A criança, que por exemplo, ainda não consegue gatinhar pode exibir uma birra por não suportar a frustração de não conseguir obter o objeto que busca. Os comportamentos agressivos como morder, dar pontapés, puxar os cabelos ou atirar objetos para o chão num acesso de fúria, estão habitualmente relacionados a periodos de sobrecarga emocional sendo uma forma de reagir ao stresse perante uma situação nova ou de algum modo especial. Também é frequente este tipo de birras ocorrerem no final do dia ou quando a criança se encontra demasiado cansada ou aborrecida, sendo uma forma de descarregar e descomprimir as emoções acumuladas.

2 – A birra também poderá estar associada ao conflito interno próprio da criança e à batalha para conseguir fazer as coisas à sua maneira. Este tipo de birra acontece quando a criança tenta manipular alguém de modo a obter o que deseja fazendo grande algazarra. Quando a criança insiste e faz uma cena aos berros, para obter por exemplo um brinquedo, está a afirmar o seu desejo e vontade.

 

Pontos Chave

A sensação de segurança de uma criança baseia-se no amor e na autoridade demonstradas pelos pais. A indecisão dos mesmos faz com que a criança se sinta insegura e essa insegurança repercute-se naturalmente através de problemas comportamentais. Quando se apercebem da falta de firmeza e consistência dos pais depressa assumem atitudes de manipulação e transgressão das regras.

Um segredo sensível é a capacidade dos adultos que cuidam da criança se manterem firmes, fazendo que as birras não compensem. As birras podem ser aproveitadas para ensinar e ajudar a criança a encontrar formas de se controlar e tolerar a frustração.

A maior parte das crianças tenta a sua sorte utilizando a manipulação através das birras . Os pais ao saberem lidar com elas, farão com que depressa desapareçam.

Este mês proponho-vos uma reflexão/debate sobre o tema das BIRRAS das crianças, pesquise ou identifique maneiras de lidar com esta situação ou partilhe a sua opinião/experiência:

 

Para participar basta clicar em INSERIR COMENTÁRIO, não esquecendo de indicar o seu nome e turma para que o seu contributo seja avaliado. Os vossos comentários serão primeiro sujeitos à aprovação do professor pelo que podem não ficar imediatamente disponíveis.

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Rita Lourenço

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Fórum ABRIL

O mau comportamento infantil

Gostaria que partilhassem a vossa opinião sobre este tema

Lembrando sempre que nenhuma criança aprende alguma coisa, seja o que for, sem que uma fonte possa servir de referência.

Essa fonte pode ser um  adulto, um irmão mais velho, a televisão, os jogos, etc.

Vale a pena esclarecer que a instrução, que é o meio pelo qual se aprende qualquer coisa, pode ser negativa ou positiva, e tudo isso é material para a mente de uma criança.

Veja-se o exemplo dos jovens, ou mesmo adultos, muitas vezes supostamente esclarecidos, e ainda assim vulneráveis às corrente negativas, como os vícios pelas drogas, pelo jogo, e outros desvios morais. Agora imagine a mente de uma criança, que é um terreno vazio, sem discernimento algum, um livro com as suas páginas em branco, onde se pode escrever qualquer coisa.

Maus hábitos aprendem-se primeiro em casa, e depois são aperfeiçoados na rua. Sem predisposição para o assunto, o processo não vai adiante. Assim, tendo o exemplo, a sugestão, a referência, a incitação que surge ao seu redor, logo encontrará na rua o apoio que precisa para dar continuidade à prática na qual já foi iniciado.

Pais que não se posicionam abertamente contra um mau hábito diante dos seus filhos, sendo que eles próprios precisam servir de exemplo, também, de forma indireta, estão apoiando os desvios comportamentais. Se a ideologia praticada em nossa casa, pelos nossos pais e irmãos mais velhos não for uma coisa construtiva, logo, lá fora se encarregará de contaminá-las com suas ideias e posturas absurdas.

Com bons exemplos em casa, e nesse caso as palavras só não bastam, nada do mundo lá fora será capaz de desviar a conduta dos nossos filhos. Bom exemplo significa uma boa ética e atitude pessoal, firme posicionamento contra as deformações sociais e manias bizarras, e a presença diária no convívio com os filhos. Diante de tudo isso, eles estarão encapsulados, blindados, contra o forte assédio das influências negativas que surgem de todos os lados, na sociedade patológica onde vivemos.

Este mês proponho-vos uma reflexão/debate sobre o tema da INDISCIPLINA das crianças, pesquise ou identifique maneiras de como agir perante esta situação ou partilhe a sua opinião/experiência:

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Fórum MARÇO

Obesidade infantil

A prevenção da obesidade é o primeiro passo para a prevenção de inúmeras complicações relacionadas com o excesso de peso, principalmente as doenças cardiovasculares. Atualmente em Portugal existem cerca 30% de crianças entre os 7 e os 9 anos com excesso de peso, 11% das quais são realmente obesas. Mas afinal como podemos diminuir estes números ou evitar que aumentem? O segredo para a irradicação deste problema está na prevenção! Apesar de se considerar que a obesidade tem uma predisposição genética, o certo é que apenas entre 5 a 25% tem como responsáveis os progenitores. Assim, os fatores ambientais são aqueles que influenciam mais a manifestação clínica da doença. As complicações mais frequentes numa pessoa obesa são a diabetes tipo 2, hipertensão arterial, colesterol aumentado, problemas ao nível dos ossos e articulações, problemas respiratórios, problemas ao nível emocional (baixa autoestima, autoimagem insatisfatória, isolamento social e sentimentos de depressão e rejeição) e doenças cardiovasculares (enfarte agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral). Numa fase precoce é possível educar as crianças a estabelecer novos hábitos alimentares e de atividade física mas, para isto, é imprescindível que toda a família esteja empenhada na mudança para existir uma fonte de motivação para a criança. O primeiro passo é criar hábitos alimentares, exercícios e atividades agradáveis para todos os membros da família. O segundo passo é estabelecer quantidades alimentares de acordo com a idade e dissuadir as crianças de consumir alimentos das máquinas de vending e estabelecimentos de fast-food, oferecendo sempre uma alternativa saudável que a criança possa levar de casa ou adquirir facilmente na escola. É necessário reduzir o tempo que as crianças passam ao computador e a ver televisão pois além desta última promover uma alimentação desequilibrada, devido à publicidade, tanto um como o outro reforçam o estilo de vida sedentário.

Este mês proponho-vos uma reflexão/debate sobre o tema OBESIDADE INFANTIL, pesquise ou identifique conselhos, medidas a adotar e dicas para combater este problema nacional/mundial que afeta as crianças.

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Rita Lourenço

FÓRUM FEVEREIRO

A tradição do dia dos namorados

Em Portugal, o Dia dos Namorados é comemorado no dia 14 de Fevereiro enquanto no Brasil se comemora a 12 de Junho. Este dia também é designado por Dia de São Valentim.

Em grande parte do mundo (como EUA, Itália e Canadá), a data escolhida é 14 de Fevereiro, dia de São Valentim (São Valentino, para alguns, ou o Valentine’s day dos americanos), um santo devotado à ideia do amor.

Na verdade, há dois santos “Valentim”. Um deles foi um padre, santo e mártir, que viveu no tempo do império romano, no ano de 269, durante a perseguição aos cristãos.

Segundo a lenda, o imperador Cláudius II estava mais interessado no seu exército e nas guerras do que na vida em família , pois estava convencido de que os solteiros, sem esposas nem filhos, eram melhores soldados do que os casados e não teriam medo no campo de batalha.

Tanto era verdade, que o imperador foi mais longe a ponto de ditar uma lei proibindo o casamento. São Valentim, contudo, desafiou o imperador e continuou a celebrar matrimónios em segredo, até ser descoberto, preso e executado.

O outro São Valentim também viveu sob o império romano. Ele levava uma vida simples e era especialmente bondoso com as crianças. Um dia, Valentim foi preso pelos romanos por se ter recusado a adorar os deuses deles. Dizia-se que as crianças escreviam mensagens de amor para ele e as lançavam pela janela da cela. Estes foram os primeiros cartões do “Dia dos Namorados”. Mas não existe nenhum registo histórico disso.

Os cartões que conhecemos hoje foram feitos pela primeira vez por volta de 1800 e alguns eram bem enfeitados e decorados com pássaros e flores. Hoje, alguns dos cartões mais populares são os de humor.

No Brasil, apesar de ser comemorado às vésperas do dia de Santo António, o famoso santo casamenteiro, tudo começou com uma campanha realizada em 1949 pelo publicitário João Dória – na época na Agência Standard Propaganda – sob encomenda da extinta loja Clipper.

Para melhorar as vendas de Junho, então o mês mais fraco para o comércio, e com o apoio da confederação de Comércio de São Paulo, instituiu a data com o slogan:

“Não é só de beijos que se prova o amor”.

A Standard ganhou o título de agência do ano e a moda pegou, para a alegria dos comerciantes. Desde então, 12 de Junho tornou-se uma data especial, unindo ainda mais os casais apaixonados, com direito a troca de presentes, cartões, bilhetes, flores, bombons…. uma infinidade de opções para se dizer “Amo-te!”.

Nem todos os países comemoram o dia dos namorados como nós fazemos. Em Itália, as pessoas fazem um grande banquete no dia 14 de Fevereiro. Em Inglaterra, as crianças cantam canções a recebem doces e rebuçados dos seus pais. E na Dinamarca, as pessoas mandam flores prensadas umas às outras, chamadas “flocos de neve”.

No Japão a data foi introduzida em 1936 e o costume neste dia é de as mulheres presentearem os seus amados com caixas de chocolates. Embora a data represente uma oportunidade para as mulheres declararem o seu amor, nos últimos anos o “giri choco” (chocolate de cortesia ou “obrigação”) também se encontra presente na lista de compras de grande parte da população feminina. Mas, muita gente ainda hesita em adotar a data, alegando que se trata de uma estratégia comercial, no que não deixam de ter razão, uma vez que o Valentine’s Day representa cerca de 20% do volume anual de vendas das fábricas de chocolate do arquipélago. Mas, o que vale mesmo é a intenção e não há como negar que a vida fica um pouco mais doce com estas declarações de amor e com estes chocolates.

Nos Estados Unidos nos dias que antecedem 14 de Fevereiro, lojas de cartões, livrarias, lojas de departamentos e drogarias oferecem uma grande variedade de cartões comemorativos chamados Valentines.

Os adultos costumam comprar cartões para acompanhar presentes mais elaborados como doces, flores ou perfumes.

Nas escolas as crianças apreciam fazer presentes ou cartões para seus amigos e professores.

Muitas escolas decidem dar a conhecer aos seus alunos o porquê e as causas do aparecimento do Dia De São Valentim, entre nós mais conhecido por Dia dos Namorados, assim como as actuais repercussões no nosso país e no mundo.

Em contexto de escola podem-se fazer apresentações de pequenas histórias sobre a vida e morte de Valentim que depois são devidamente exploradas pelos alunos, estimulando o diálogo e a exposição de ideias e pareceres por todos os participantes.

O objectivo é dar a conhecer às crianças os nossos hábitos e costumes, de forma a motivar o seu interesse uma vez que aos poucos vão-se perdendo algumas das nossas tradições. Podem, também, ser apresentadas canções alusivas ao tema.

Este mês proponho-vos uma reflexão/debate sobre o tema do DIA DOS NAMORADOS, pesquise ou identifique maneiras de comemorar este dia com as crianças ou partilhe a sua opinião/experiência:

Devemos incentivar as crianças a festejar este dia? O que acham mais correcto Dia dos Namorados ou Dia dos amigos? O que dizem às vossas crianças em sala de aula/casa?

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Rita Lourenço

FÓRUM JANEIRO

Damos-lhe sete razões porque chora o seu bebé. Saiba acalma-lo.

Os bebés choram. Não há como evitá-lo – é uma das formas que têm para comunicar. Como o seu bebé não lhe consegue dizer simplesmente o que quer, é possível que fique preocupada e se pergunte “Como vou eu saber o que quer?”. No início pode ser difícil, mas uma grande parte do trabalho dos pais funciona em regime de tentativa e erro, pelo que não tardará a conseguir prever as suas necessidades, interpretar os sinais e secar as suas lágrimas. Veja aqui as razões mais comuns para o choro do bebé. Se o seu pequenino não parar de se queixar, percorra esta lista e é muito provável que encontre alguma dica que a ajudará.

Como posso saber por que razão o bebé está a chorar?

Tem fome

Quando aprender a reconhecer os sinais de que o bebé quer comer – fica agitado, faz ruídos e procura a mama quando o pega ao colo – será especialista em dar-lhe de comer antes sequer de ele começar a chorar a sério. Até lá, é boa ideia começar por ver se tem fome quando começa a chorar. Dar-lhe de comer pode não parar o choro de imediato, mas deixe-o continuar se ele assim o desejar. Quando tiver o estômago cheio, ele para.

Tem a fralda suja

Alguns bebés dão imediatamente a entender quando precisam de mudar a fralda. Outros não se importam de ter a fralda suja – é quentinha e confortável. (Os pais ficam muitas vezes surpreendidos quando pegam na criança e descobrem que tem estado sentada em cima de uma fralda suja e que não deram o mínimo sinal.) De qualquer modo, é fácil de verificar e solucionar.

Tem demasiado frio ou calor

Os recém-nascidos gostam de ser embrulhados e ficar quentinhos. (Geralmente, para se sentirem confortáveis, precisam de mais uma camada do que um adulto.) Por isso, se tiver frio, por exemplo, quando tira a roupa para mudar a fralda, o bebé irá manifestar o desconforto começando a chorar. Irá aprender a mudar rapidamente a fralda e a vestir logo o bebé. Cuidado para não vestir demasiada roupa, já que é menos provável que se queixe de ter demasiado calor e não irá certamente chorar com o mesmo vigor.

Quer colo

Os bebés precisam de muitos mimos. Gostam de ver as caras dos pais, ouvir as suas vozes e o bater do seu coração, e conseguem mesmo detetar o seu cheiro característico (especialmente o do leite da mãe). Depois de mamarem, arrotarem e de terem uma fralda limpa, tudo o que os bebés querem é colo. Poderá recear estar a “mimar demasiado” o bebé se lhe pegar muito ao colo mas, nas primeiras semanas de vida, isso é impossível. A necessidade de colo varia muito de bebé para bebé. Alguns requerem muita atenção, enquanto outros conseguem passar grandes períodos de tempo calmamente sentados sozinhos. Se o seu bebé gosta de muita atenção, pegue-o ao colo, transporte-o num porta-bebé ou coloque-o ao seu lado.

Já não aguenta mais

Embora os recém-nascidos necessitem de muita atenção para se desenvolverem, também podem ficar facilmente sobre-estimulados e saturados. Irá reparar que o bebé chora mais do que o habitual depois de passar um feriado com muitos familiares adoráveis ou que, no final de cada dia, tem momentos em que parece chorar sem motivo nenhum. Os recém-nascidos têm dificuldade em processar todos os estímulos que recebem – as luzes, os ruídos, passar de colo em colo – e podem sentir-se muito confusos com tanta atividade. O choro é uma forma de dizer, “Chega!” E isso acontece normalmente quando o bebé fica cansado. Leve-o para um local sossegado e deixe-o descontrair durante um bocado e depois veja se o consegue adormecer.

Não se sente bem

Se tiver acabado de dar de mamar e tiver verificado se o bebé está confortável (pode estar incomodado com coisas tão simples como um cabelo à volta de um dedo do pé ou uma etiqueta da roupa que faz comichão), mas continua a chorar, tente ver a temperatura para ter a certeza de que não está doente. O choro de um bebé doente é normalmente diferente do choro de fome ou de frustração, e em breve saberá quando “há algo de errado” no choro do bebé e que será preciso levá-lo ao médico.

Nenhuma das situações anteriores

Às vezes é possível que não consiga descobrir o que se passa. Muitos recém-nascidos passam por períodos de agitação e não são facilmente consoláveis. Estes períodos de agitação podem consistir nalguns minutos de choro ou violentos choros de cólicas. As cólicas caracterizam-se por um choro inconsolável durante pelo menos três horas por dia e pelo menos três dias por semana.

Fonte: http://lifestyle.sapo.pt/familia/bebe/artigos/dos-6-aos-12-meses-choro-do-bebe

 

Este mês proponho-vos uma reflexão/debate sobre “O choro do bebé”:

– Já passaram por esta situação, sem conseguir perceber por que chora o bebé?

– Que estratégias utilizaram para ultrapassar o problema?

Se desejar, pode partilhar dicas e conselhos, e também pode comentar as publicações dos seus colegas.

A sua participação conta em 20% para a avaliação da Unidade.

Bom Fórum para todos!

Fórum Dezembro

Natal em família

Presentes, presentes, presentes… e o Pai Natal, claro! Para as crianças, a quadra natalícia resume-se, praticamente, a estas duas coisas. Coisas importantes, sem dúvida, mas limitativas. Afinal, o Natal é muito mais do que isso e é fundamental que as crianças o percebam – só assim podem viver e recordar, ano após ano, o verdadeiro espírito da quadra.

As melhores memórias do Natal não se devem resumir à abertura dos presentes, afinal o Advento prolonga-se durante muito mais tempo e pode estar recheado de muitos momentos especiais para mais tarde recordar. Envolver as crianças nas preparações natalícias é uma excelente maneira de lhes incutir todo o espírito mágico desta quadra.

Este mês proponho-vos uma reflexão/debate sobre o tema Natal e as crianças, pesquise ou identifique tradições, atividades a desenvolver e dicas sobre os presentes para desfrutar ao máximo desta quadra em família.

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INSERIR COMENTÁRIO

O meu filho não quer comer!

Fatores que condicionam as dificuldades na alimentação infantil. Por Drª Lara Lourenço, Pediatra.

Existem diversos fatores que condicionam dificuldades na alimentação infantil. Destes, destacam-se fatores ambientais, dietéticos (tipo e qualidade dos alimentos oferecidos à criança), orgânicos e comportamentais (atitude da criança face aos alimentos e atitude dos pais face à recusa ou dificuldade alimentar do filho).

Deve ser sempre oferecida comida variada (para modulação do paladar) e nutricionalmente correta para promover o desenvolvimento saudável e o aporte necessário de energia.

É fundamental que a criança tenha uma rotina alimentar desde cedo e que se vá integrando gradualmente nos hábitos sociais e alimentares da família.

Fatores que condicionam dificuldades na alimentação infantil:

Ambientais:

  Horários rígidos.

  Diversos cuidadores/inadequados (sem conhecimento das necessidades nutricionais do bebé).

  Ambiente não apropriado.

  Distrações múltiplas.

Dietéticos:

  Dificuldades com a amamentação.

  Má preparação do leite.

  Pobre diversificação alimentar.

  Consumo excessivo de sumo.

  Consumo de alimentos de alto teor calórico.

Orgânicos:

  – Relacionadas com o desenvolvimento:

    Atraso do desenvolvimento

    Questões específicas:

    1. 8-12 meses: o bebé suja-se muito.
    2. 18-24 meses: a criança é caprichosa para comer.

  – Ansiedade parental (os pais não conseguem tolerar a desordem provocada por uma criança que come sozinha – associações desagradáveis com a refeição).

Relação pais-filhos:

  Não reconhecimento dos sinais de fome ou saciedade.

  Forçar a comer (force-feeding).

  Não permitir que a criança coma sozinho.

  Exigência exagerada na ordem das comidas.

Quando a criança não aceita o que lhe é oferecido… deve ser sempre avaliada pelo médico assistente para exclusão de doença orgânica. As irregularidades alimentares em crianças saudáveis geralmente são temporárias e autolimitadas. Mas também podem estar associadas a doenças agudas.

Tratamento

Todas as condições médicas subjacentes têm de ser tratadas e deve-se fazer uma intervenção nutricional e de comportamento alimentar.

O grande objetivo do tratamento é a reeducação alimentar.

Cabe aos pais:

  Decidir a hora das refeições e dos lanches.

  Decidir o tipo de comida e de bebida oferecida.

  Modelo (a criança não pode ser a única pessoa a comer sopa em casa, p.ex.).

  A criança decide a quantidade!

Dicas importantes na alimentação dos bebés

Amamentação – aumentar o suprimento de leite materno:

  Retirar o leite com a bomba.

  Repouso, fluídos e nutrição adequada da mãe.

  Diminuir stress materno e familiar.

Aleitamento artificial:

  Respeitar sempre os sinais de fome/saciedade.

  Permitir a autoalimentação.

  Técnica das 2 colheres (quando sozinhos não comem suficientes, a criança vai comendo com a sua colher e o cuidador vai-lhe dando com outra).

  Comer com os dedos (faz parte de aprender a comer e deve ser incentivado nesta fase).

Drª Lara Lourenço, Médica Pediátrica, Hospital de São João, E.P.E. Fonte: http://www.maemequer.pt/

Este mês proponho-vos uma reflexão/debate sobre o tema

DIFICULDADES NA ALIMENTAÇÃO INFANTIL,

pesquise ou identifique conselhos, medidas a adotar e dicas para desfrutar ao máximo das refeições em família. Para participar basta clicar em INSERIR COMENTÁRIO, não esquecendo de indicar o seu nome e turma para que o seu contributo seja avaliado.

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Fórum AGOSTO

A amiga chupeta

Feminina ou masculina, com nome ou incógnita, presa ou solta à roupa, grande ou pequena, de látex ou silicone… As crianças adoram e os pais descansam. Mas, há muito mais a dizer a dizer sobre a chupeta, este objeto tão importante na vida dos mais pequenos.

 

É claramente enternecedor observar um bebé a chuchar, uma imagem que transmite serenidade e faz parte do mundo “angelical” dos mais pequenos. Até na humorística série dos Simpsons encanta-nos ver a bebé da família a chuchar frenética e obsessivamente a sua chupeta.

Dentro dos parâmetros ditos habituais, e falando de crianças cognitivamente saudáveis, há sempre um tempo próprio e único para cada indivíduo dar um novo passo na sua vida. Cada criança é um caso, cada uma tem direito ao seu próprio desenvolvimento e não são expectáveis comportamentos iguais e ditos normais. Há quem comece a andar aos nove meses e outros só depois dos 18. Os que falam que nem papagaios ainda com tamanho de “ervilha” e os que emitem apenas alguns sons, já com cara de quem deveria ter um valente vocabulário. Há os que largam a fralda pouco depois dos 12 meses e os que antipatizam com o bacio já com mais de dois anos. A chucha, o seu uso, as suas vantagens e desvantagens, também são muitas e encaixam-se em cada criança de uma maneira exclusiva e especial.

Gabriel tinha quase três anos e ainda continuava agarrado à sua “Néné” (como chamava à chucha). Os pais falaram com a pediatra e com a educadora da creche e ambas insistiram para a retirada da chupeta. Rita, a mãe de Gabriel, tentou explicar ao filho porque devia largar a chucha, mas ele não entendeu e tão pouco ligou. Segundo disse na altura a pediatra do Gabriel, não se deve dar muitas explicações às crianças pois estas ainda não têm maturidade para entender as consequências do uso da chucha. Como conselho, disse apenas para promover a separação deste objeto da criança, incentivando-o como um menino corajoso, grande, e já não um bebé.

Aos poucos, os pais do Gabriel conseguiram tirar-lhe a chucha durante o dia, mas o menino já tinha quatro anos e ainda a usava à noite. A ajuda da educadora foi essencial, com a história que contou ao Gabriel (e de que ele, agora com sete anos, ainda se lembra): a história de uma coruja que apanha as chuchas dos meninos grandes – deixadas nas janelas – para levar para uma terra onde só existem bebés e, em troca, deixa uma medalha como agradecimento.

 

Este mês proponho-vos uma reflexão/debate sobre o tema

O USO DA CHUPETA,

pesquise ou identifique conselhos, dicas e truques relacionados com o uso da chucha.

Participe e desenvolva, no seu ponto de vista o tema exposto a debate. Se desejar, apresente exemplos representativos do que pretende ilustrar.

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Bom trabalho e um bom Fórum para todos!

Rita Lourenço

FÓRUM JULHO

A importância das rotinas

Este mês vamos conversar um pouco sobre a importância dos rituais familiares para crianças e jovens. Há algum tempo li um artigo publicado pelo Journal of Family Psychology (jornal da psicologia da familia) onde os autores analisam publicações a respeito de rotinas e rituais familiares:A Review of 50 Years of Research on Naturally Occurring Family Routines and Rituals: Cause for Celebration?“.

No artigo os autores demonstram que rituais e rotinas familiares são fundamentais para prover união e fortalecimento das relações familiares, senso de identidade pessoal (principalmente de adolescentes), estabilidade, manutenção do contato familiar e satisfação matrimonial. No artigo são apontadas as diferenças entre rotinas e rituais: as primeiras são as ações do dia a dia que têm de ser realizadas com regularidade e que são momentâneas, ou seja, não trazem uma reflexão posterior. Já os rituais são mais simbólicos, duradouros e têm um significado afetivo que ficam marcados na memória. Rituais como jantares em família, reuniões de domingo e tradições familiares fazem com que uma criança desenvolva um senso de pertencimento e do que é certo.

As rotinas, que apesar de não serem experiências marcadas pela afetividade e pelo simbolismo dos rituais, são também importantes: “as práticas de rotinas familiares são uma indicação da organização familiar e são importantes para a saúde psicológica e bem estar de seus membros”. Além disso, as “mães de bebés reportam mais satisfação nos seus papéis de mães e sentem-se mais competentes quando há rotinas regulares no lar. (…) Crianças com rotinas regulares de horários para ir para a cama resolvem dormir mais cedo e acordam com menos frequência durante a noite do que aquelas com rotinas menos regulares”.

Rotinas e rituais são fundamentais para o desenvolvimento de uma criança e para a qualidade das relações familiares. Portanto, vale a pena o esforço dos pais para manterem rotinas com seus filhos como hora de dormir, horários de refeições, tarefas domésticas diárias, horário para estudar e rituais como almoços de domingo, orações antes das refeições e a hora da leitura com toda a família.

Este mês proponho-vos uma reflexão/debate sobre o tema A IMPORTÂNCIA DAS ROTINAS, pesquise ou identifique conselhos, dicas e truques para organizar o dia de uma criança.

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Rita Lourenço

Fórum de junho: O bebé e as primeiras idas à praia

Caros alunos,

Estou muito satisfeita com o Fórum/Blog deste mês, sobre As primeiras idas à praia!

Os vossos comentários, foram muito enriquecedores, ponderados e devidamente fundamentados, especiais, cada um em particular. Apresentaram exemplos, criticas, e opiniões pertinentes.

Mostram o vosso interesse e conhecimento sobre os temas apresentados, muito bem!

Todos cumpriram os objetivos propostos de refletir sobre estas temáticas do âmbito do nosso curso.

Deixo-vos abaixo algumas conclusões sobre este tema, complementando o que já foi dito.

Foi um bom Fórum!

Obrigada.

Um bebé pode ir à praia no primeiro ano de vida? Pode, claro que pode. Desde que com as devidas precauções.

Durante o inverno todos nós andamos muito mais irritados, com pouca paciência para aturar o choro das crianças, as filas de trânsito e a crise da política ou economia?

Mas a culpa não é nossa, é da estação do ano. Ficamos logo mais alegres quando se começam a fazer planos para as férias. Uma das questões que se levantam aos pais –  é saber se podem ou não levar os bebés à praia.

Praia: palavra mágica, principalmente no Verão.

Com a questão do ozono, ou da falta dele, as radiações e outras desgraças eco-ambientais, passou-se da inconsciência absoluta para o fundamentalismo de sinal contrário. Pois então vejamos:

Regras à beira-mar

Dependendo muito do bebé, dos pais, da praia e das condições globais de clima, um bebé pode começar a «fazer praia» desde muito cedo, claro está que com certas regras, para que as coisas corram bem e não venham a sofrer com isso:

– Devem evitar-se as horas de maior radiação, ou seja, entre as 11h e as 17h, pois é quando os raios ultravioletas têm maior intensidade. É também quando geralmente faz mais calor (embora convenha diferenciar as duas coisas);

– Deve-se avaliar cada dia e cada praia por si, tendo como regra geral aquele horário, mas adaptando-o às circunstâncias;

– Além do calor, também a luz do Sol pode incomodar – recomenda-se, assim, o uso de óculos escuros para todos os bebés e um chapéu de abas largas;

– Já que o que está em causa são os bebés, convém que os pais vejam como estão a reagir à praia: se estão afogueados, encarnados, irritados, impacientes, ou seja, a pedir para ir para casa, ou se, pelo contrário, adormecem calmamente à sombra ou estão simplesmente a olhar para as vistas, a ver quem passa;

– Não deve ser o relógio a mandar na família mas o «estado geral das coisas». Estando atentos ao estado geral da criança os pais perceberão se vale a pena continuar na praia ou se mais vale ir para casa.

Areia gourmet

Muitos pais queixam-se de que os seus bebés comem areia aos quilos. Isso faz-se? Faz-se, pois claro. A areia em si não faz mal a ninguém e se comerem, paciência, deitá-la-ão fora na primeira ocasião. O único problema é se, misturados com a areia, vão detritos, lixos e outras coisas indesejáveis. Ou pontas de cigarro, que gente desleixada enterra na areia para depois os bebés as descobrirem e comerem. Essas pessoas não sabem, provavelmente, que uma beata mastigada por um bebé pode matá-lo.

As praias vigiadas são limpas quando começa a época balnear e, na maior parte delas, há um processo de limpeza diária, nomeadamente com tratores que peneiram a areia e a alisam. Todavia, mesmo com a crescente «civilização» das pessoas e com o número grande de caixotes do lixo que há nas praias vigiadas, ainda existe muito boa gente que não quer saber dos outros e deita o lixo na areia com o maior desplante.

Façam um estudo do ambiente que vos rodeia antes de porem um bebé na areia e certifiquem-se que há uma «área protegida» à vossa volta, sem latas de atum, alcatrão, conchas pontiagudas, seringas, preservativos ou outros detritos.

Alguns bebés têm medo (quase nojo) da areia, chorando, infelicíssimos, quando têm que a tocar com os pés. Pois é, será difícil ir a uma praia que não tenha areia. Não devemos forçar, mas o melhor é habituarem-se, e cedo verão como é bom sentir a areia, sobretudo se já gatinham ou dão passos.

Sonecas… ou não

A praia tem um efeito imprevisível nos bebés – alguns, que no dia-a-dia até são mauzitos para dormir, chegam à praia e adormecem imediatamente Outros, pelo contrário, ficam excitados e não pregam olho. Uma sestazinha a meio do dia é muito salutar e sempre dá uns minutos aos pais para respirarem.

Continuação de bons estudos!