Fórum do mês de abril – a importância do trabalho em equipa

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Trabalho em equipa é um esforço coletivo para resolver um problema.

“Define-se como um grupo de pessoas que têm um objectivo comum que seja motivador e válido e que necessite da energia que todos os membros disponibilizam”.

Todas as atividades profissionais feitas com trabalho humano necessitam que sejam feitas com dedicação. O trabalho em equipa é fundamental para que qualquer tarefa seja realizada com determinação e dedicação.

O trabalho em equipa significa agrupar um conjunto de pessoas e desenvolver determinadas ações que visam um só propósito, um só objetivo.

Todos dentro da equipa são responsáveis pelas atividades exercidas. Portanto cada membro é responsável pelo sucesso de uma tarefa bem feita, ou pelo fracasso de uma tarefa mal sucedida.

Equipa é um grupo específico que…

Tem uma determinada orientação para uma tarefa concreta;

Partilha linguagem e objectivos comuns;

Possuiu capacidade de motivação;

Tem uma divisão de papéis, mas integra em cada profissional as competências de outros;

Assume a cooperação entre os vários elementos no sentido de operacionalizar, rentabilizar e utilizar de forma efectiva as competências individuais;

Possuiu uma determinada liderança;

Possuiu coesão entre os vários elementos.

É a partir das interacções e da comunicação que cada equipa constrói que se estabelecem os limites e a entidade da mesma.

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Na vida temos que enfrentar muitas adversidades, mas quando nos juntamos ao outro a coragem aumenta, o nosso potencial duplica e os nossos objetivos  são mais facilmente atingidos

Fatores de sucesso de uma equipa

Estabeleçam e identifiquem, de modo claro, objectivos colectivos;

Definam compromissos e negoceiem regras de modo a estabelecerem-se os limites da acção individual e colectiva;

Facilitem, a cada um dos técnicos, o ajustamento entre os papéis e as funções dos diversos técnicos;

Facilitem a partilha de informação, entre serviços e entre as equipas de intervenção;

Monitorizem a dinâmica de grupo identificando forças e fraquezas e tendo presente os resultados obtidos no desenvolvimento da tarefa;

Supervisionem as equipas procedendo aos necessários feed-backs individuais e colectivos;

Fomentem a valorização e o apoio da equipa por parte de todos os agentes da comunidade;

Promovam a formação dos profissionais das equipas sempre que possível conjuntamente com técnicos de outros serviços;

Facilitem o desenvolvimento de competências que permitam promover o trabalho em equipa e a auto-formação;

Facilitem e promovam a comunicação tanto na sua perspectiva lateral como vertical;

DICA = Estamos todos no mesmo barco!

Experimente acolher em vez de julgar, perdoar em vez de acusar e compreender as atitudes dos outros em vez de se vingar!

É difícil, sem dúvida! Mas é possível e extremamente gratificante.

A vida fica mais leve, o caminho fica mais fácil e a recompensa muito mais valiosa.

A EQUIPA FAZ A FORÇA!

Participe e desenvolva, no seu ponto de vista, o tema exposto a debate. Se desejar, apresente exemplos representativos do que pretende ilustrar. Pode ainda comentar as participações dos colegas.

O post de cada formando deve ser submetido até ao final da semana. A sua participação conta 20% para a avaliação da Unidade.

Para participar basta clicar em INSERIR COMENTÁRIO, não esquecendo de indicar o seu nome e curso para que o seu contributo seja avaliado. Os vossos comentários serão primeiro sujeitos à aprovação do professor pelo que podem não ficar imediatamente disponíveis.

Aguardo as vossas participações com expectativa, o vosso contributo é muito importante para o sucesso deste fórum!

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Fórum do mês de março – A Hiperatividade

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A hiperatividade é um dos componentes mais conhecidos do TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. A criança hiperativa mostra um nível de atividade maior que outras crianças da mesma idade, que acaba por incomodar as pessoas ao redor. A criança torna-se difícil de lidar, porque “não para quieta”, tem dificuldade em permanecer numa atividade – como brincar ou ver TV, e prejudica coisas importantes, como comer ou ouvir o que a professora diz.

A PH – Perturbação de Hiperatividade – é uma perturbação do neurodesenvolvimento caraterizada por dificuldades ao nível da atenção, da hiperatividade e/ou da impulsividade. A Perturbação de Hiperatividade (PH) é uma perturbação neurocomportamental que aparece geralmente na primeira infância e que se caracteriza por um excesso de atividade motora, impulsividade, acompanhado de dificuldades de atenção (manter a atenção/concentração num estímulo por algum tempo). Esta perturbação pode-se apresentar com variantes e os seus sintomas são valorizados quando causam impacto ou um prejuízo na aprendizagem escolar e no desenvolvimento sócio-afetivo.

Sinais de alerta mais frequentes:

– dificuldade para se concentrar num só estímulo;

– dificuldade em prestar atenção a detalhes;

– frequentemente parece não escutar ninguém mesmo quando dirigido a si;

– frequentes esquecimentos no dia-a-dia;

– frequentemente não acompanha instruções;

– distrair-se facilmente com objetos alheios à tarefa;

– atividades longas e complexas rapidamente tornam-se desmotivantes;

– dificuldade para organizar as tarefas ou o trabalho;

– dificuldade para manter uma estrutura ou uma rotina;

– não permanecer sentado por muito tempo;

– mexe mãos e pernas excessivamente em situações inadequadas;

– frequentemente corre ou sobe em locais inapropriados;

– impulsividade com frequentes respostas antes de tempo;

– dificuldade em esperar pela vez;

– frequentemente intromete-se ou interrompe os assuntos dos outros;

– recusa por tarefas que exigem esforço cognitivo continuado.

Para além destes sintomas, são várias as referências bibliográficas que descrevem a correlação existente entre a Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) e as dificuldades de aprendizagem especificas. Neste sentido é de indicar que uma percentagem significativa da população que apresenta uma Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) apresenta igualmente associado um quadro de dificuldades na leitura, na escrita e/ou no cálculo.

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“Os pais de crianças hiperativas tendem geralmente a achar que o céu lhes caiu em cima. Não é fácil para eles mas para os filhos não é melhor.

Este distúrbio provoca sofrimento, problemas de integração, socialização e aprendizagem. Mas não aceite, vencido, o rótulo de filho problemático. Com o acompanhamento adequado, os milagres da concentração acontecem. Basta saber acompanhar a criança.

Os números assustam e, diz quem sabe, que a realidade ainda mais. A hiperatividade, nome pelo qual é conhecida a Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA), afeta entre 5 e 7 % das crianças em idade escolar.

É o segundo distúrbio do desenvolvimento mais frequente, depois da dislexia. Por isso, na escola, não é raro que exista pelo menos uma criança diagnosticada por turma. São, muitas vezes, consideradas crianças problemáticas mas, a verdade, são é desatentas e desconcentradas, o que resulta numa agitação permanente e anormal.

«São como um carro sem travões», descreve Nuno Lobo Antunes. Esta perturbação é uma dor de cabeça para pais, professores, mas, sobretudo, para as crianças, que sofrem o estigma de quem tem dificuldades de integração e aceitação. O que pode ter consequências devastadoras na formação e socialização dos próprios, bem como no seio da família. Não é à toa que pais com filhos hiperativos são mais propensos ao divórcio (a possibilidade é de três a cinco vezes maior).

Mas não é caso para resignações. A PHDA é crónica e, muitas vezes, cruel mas, com o acompanhamento certo, o diagnóstico bem elaborado, e doses reforçadas de paciência, amor e tolerância, é possível rescrever o guião de vida destas crianças. Quem o diz é o neuropediatra Nuno Lobo Antunes, que todos os dias trata crianças com este problema no Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil (CADIn).

O que é a hiperatividade?

Vamos por partes. Antes de mais será o seu filho realmente hiperativo? «Muitos dos alunos etiquetados com esta perturbação não têm qualquer problema», desvenda Nuno Lobo Antunes. «Há crianças que manifestam mais vitalidade do que o normal ou que tentam chamar a atenção dos outros», acrescenta.

Por isso, se o seu filho é irrequieto, desatento ou tem uma energia inesgotável, não é caso para lhe fazer de imediato um diagnóstico doméstico de PHDA. Até porque as características desta perturbação, em especial na infância, são comuns a diferentes perturbações do desenvolvimento. Aos pais, professores, família e pediatra cabe estarem atentos aos sintomas, mas «procurar sempre especialistas que saibam fazer uma análise correta da situação».

É hereditária?

Há fatores preponderantes. Se um dos pais tiver tido PHDA, a probabilidade de os filhos desenvolverem a perturbação aumenta 50%. E uma coisa é certa, diz o médico: «Quando os pais tomam a decisão de nos trazer as crianças, seja por decisão própria ou recomendação do pediatra ou professor, existe sempre uma razão válida para tal». E se a intervenção for precoce, minimiza e muito os problemas que advêm da PHDA.

(…)

Como se trata?

Uma vez feito o diagnóstico, é altura para boas notícias. É difícil acreditar que elas existem, já que uma criança com PHDA aumenta em 50%  probabilidade de ter um acidente de bicicleta e em 33% a possibilidade de ir parar às urgências hospitalares. Mas a verdade é que há luz ao fundo do túnel. A intervenção farmacológica, ou seja, através de medicação, é, normalmente, a primeira escolha para tratar o distúrbio.

Com exceção das crianças abaixo da idade escolar, onde a intervenção é apenas comportamental. «Pode acontecer mas não é uma primeira escolha», sublinha o especialista. E se começa a ficar assustada, tenha calma. «A medicação não é um sedativo, é um estimulante», tranquiliza Nuno Lobo Antunes. E os resultados são imediatos? «Sim, muitas vezes são logo ao primeiro dia», atesta. E prossegue, dizendo que «quando não é, aconselhamos duas a três semanas antes de desistir do fármaco».

Tem cura?

O  diretor do CADIn lembra que, como qualquer medicação, a dose é ajustável. Isso quer dizer que os hiperativos estão condenados a medicação para o resto da vida? «Não, são medicados até pais, médico e adolescente acharem que é necessário », responde. «Normalmente, o problema passa com a chegada da idade adulta, quando há uma maturação do lobo frontal e os sintomas deixam de se manifestar», assegura.

E conclui que «o tratamento envolve também uma parte psicológica, porque a medicação resolve o défice de atenção, dirige a concentração, diminuindo a agitação, mas não resolve, por si, os problemas das relações interpessoais». Em alguns casos (um terço), a PHDA transita para a idade adulta. Mas não é caso para dramatismos. «O CADIn, por exemplo, tem uma consulta destinada a adultos com défice de atenção », revela em jeito de solução.

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Conselhos aos pais

Estas são algumas das recomendações que deve pôr em prática:

– Seja proativo. É preferível que antecipe a situação, evitando que aconteça, do que reagir a ela.

– Hierarquize as situações. Ponha as coisas maisimportantes em primeiro lugar, não reaja a todas da mesma forma.

– Tente compreender a situação do seu filho.

É importante que se preocupe mais com isso do que em querer ser compreendido. Se tentar, em primeiro lugar, entender a situação do seu filho, aumenta a probabilidade de ser correspondida, pois está a atuar como modelo.

– Utilize o reforço positivo com frequência. Reforce de forma imediata e sistemática o bom comportamento e as capacidades do seu filho.

– Não grite nem se exalte. Explique porque é que está a atuar dessa forma, mantendo a calma ao falar e agir. Não puna a criança em situação de conflito aberto ou em situação de birra. Nestes casos, retire a criança da situação geradora de conflito e espere que se acalme.

– Ajude o seu filho a organizar-se – Estabeleça rotinas adequadas às suas capacidades e reforce a sua realização.

– Mantenha sempre a calma. Pelo menos tente e treine. Manter uma atitude

firme mas tranquila é essencial para lidar com o seu filho.”

Texto: Sandra Cardoso com Nuno Lobo Antunes (neuropediatra e diretor clínico do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil -CADIn)

Esta atividade de Fórum permite debater e abordar novas ideias, visa o desenvolvimento e a discussão de temas atuais, relacionados com os temas propostos nas Unidades, no âmbito da formação.

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Fórum do mês de fevereiro – O papel do pai na gravidez

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“Vou ser pai, e agora? Os 9 meses da gravidez são tempos intensos, de grande alegria e expectativa, mas também de grande mudança na vida de um homem – e de medos, apreensão e inquietações. Ter a responsabilidade sobre outro ser humano, que vai nascer, transforma-nos e faz-nos olhar o mundo de outra maneira, refazendo as prioridades. Pensar que esse bebé é nosso filho, nosso prolongamento, nossa paixão é quase demolidor”.

A gravidez é uma situação que envolve não apenas a mulher mas também o seu companheiro e o meio social. Em relação à gravidez e ao nascimento, embora ambos sejam estados e eventos fisiológicos da mulher, a maior parte dos homens sentem-se profundamente envolvidos com o nascimento dos seus filhos.

A presença do pai na sala de partos é de grande utilidade pois permite estreitar os laços mais íntimos, consolidando a união familiar e proporcionando bem-estar à grávida.

O momento do parto, não é apenas o final da gravidez, mas é também o início real e físico da paternidade. Os primeiros minutos e horas depois do parto, são importantes para o desenvolvimento do papel de mãe e de pai. Porque são capazes de sentir que o filho realmente lhes pertence e vice-versa.

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Fórum do mês de janeiro – Pais muito exigentes convertem os seus filhos em mentirosos

O fórum do mês de janeiro será especial. Este mês contamos com a participação da aluna Francisca Luciano do curso de Educação Infantil. A Francisca decidiu participar no fórum deste mês e enviou-nos um artigo de que gostou sobre crianças que tendem a mentir devido à pressão exercida pelos pais.

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Pais muito exigentes convertem os seus filhos em mentirosos

Os psicólogos nos dizem que os erros mais comuns entre os pais é não manter um equilíbrio, uma vez que existe uma tendência em ser um pai autoritário e severo, ou um que não imponha limites e normas aos filhos. E você? Está em qual desses grupos? Você é um pai muito exigente ou se considera muito liberal?

Se você estiver no primeiro caso é muito possível que sem intenção de pretendê-lo e, sobretudo sem sabê-lo, está convertendo os seus filhos em pequenos mentirosos. Pelo menos é o que nos dizem os especialistas após vários estudos e provas realizadas.

O modelo de criação rígida converte crianças em mentirosos

Victoria Talwar é especialista em desenvolvimento social e cognitivo na infância na Universidade McGill, no Canadá. Segundo suas pesquisas, o modelo educacional baseado na autoridade e a criação rígida tende a criar filhos que aprendem a mentir e enganar para fugir de determinadas circunstâncias. Quando os pais criam uma atmosfera de castigo, repreensões e gritos, os filhos vão aprendendo a mentir para escapar das sanções dos seus pais.

Talwar desenvolveu um exame para identificar crianças mentirosas. Realizou um teste em duas escolas; uma muito rígida, com duras medidas de disciplina e outra com normas mais flexíveis. Pediu às crianças que identificassem que objeto produzia um ruído atrás deles sem ter que girar para vê-lo quando os supervisores saiam da sala. Com certeza alguns alunos viraram em ambas as escolas, mas quando os supervisores perguntaram o que produzia o ruído, na escola rígida, as crianças demonstraram ser mentirosas muito mais rapidamente e eficazes.

É tão somente um teste, mas serve como exemplo para demonstrar que diante do medo do castigo ou sanções duras, as crianças aprendem a deformar a realidade, a produzir uma verdade alternativa, e é claro, a mentir.

Consequências em ser um pai muito rígido

Uma autoridade negativa, muito rígida, baseada em castigos e gritos só consegue que as crianças mintam mais.

– Crianças agressivas: as crianças aprendem por imitação; se recebem violência verbal, física ou falta de afeto, a tendência é se comportar da mesma maneira.

– Baixa autoestima: esse modelo educativo ataca diretamente a autoestima que não se sente escutada nem respeitada.

– Rebeldia: os estudos demonstram que o modelo de criação rígido gera adolescentes que se rebelam mais contra os seus pais, já que não têm desenvolvido argumentos para regular suas emoções ou seu comportamento.

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Alba Caraballo

Editora de GuiaInfantil.com

Pais muito rigorosos podem transformar os seus filhos em “bons mentirosos”. Crianças que têm muito medo de contar a verdade para os pais costumam inventar mentiras para evitarem problemas.

Trabalho realizado pela aluna Francisca Luciano do curso de Educação Infantil

 

 

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Desejo-vos um ano de 2017 cheio de sonhos e concretizações pessoais e profissionais!

Fórum do mês de dezembro – Feliz Natal!

Sem TítuloNatal é tempo de presentes, presentes, presentes… e o Pai Natal, claro! Para as crianças, a quadra natalícia resume-se, praticamente, a estas duas coisas. Coisas importantes, sem dúvida, mas limitativas. Afinal, o Natal é muito mais do que isso e é fundamental que as crianças o percebam – só assim podem viver e recordar, ano após ano, o verdadeiro espírito da quadra.

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As melhores memórias do Natal não se devem resumir à abertura dos presentes, afinal o Advento prolonga-se durante muito mais tempo e pode estar recheado de muitos momentos especiais para mais tarde recordar. Envolver as crianças nas preparações natalícias é uma excelente maneira de lhes incutir todo o espírito mágico desta quadra.

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Este mês proponho-vos uma reflexão/debate sobre o tema Natal e as crianças, pesquise ou identifique tradições, atividades a desenvolver e dicas sobre os presentes para desfrutar ao máximo desta quadra em família.

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Desejo-vos um FELIZ NATAL e um 2017 cheio de sonhos e concretizações pessoais e profissionais!

Fórum do mês de novembro – A prevenção e tratamento da gripe em crianças

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Chegou o tempo frio e com ele a famosa gripe que não deixa ninguém indiferente. Este mês vamos falar sobre a gripe nas crianças, sintomas e tratamento .

A gripe é uma infeção respiratória aguda de curta duração. É causada pelo vírus Influenza, que ao entrar no nosso organismo pelo nariz, multiplica-se, disseminando-se para a garganta e restantes vias respiratórias, incluindo os pulmões. Os primeiros sintomas da doença surgem entre 1 a 4 dias após a infeção pelo vírus– é o chamado período de incubação – e a sua severidade varia de acordo com a pessoa infetada.

Sintomas

Nas crianças, os sintomas dependem da idade. Nos bebés, a febre e prostração são as manifestações mais comuns. Os sintomas gastrintestinais (náuseas, vómitos, diarreias) e respiratórios (laringite, bronquiolite) são frequentes. A otite média pode ser uma complicação no grupo etário até aos 3 anos. Na criança maior os sintomas são semelhantes aos dos adultos.

Determinadas complicações podem surgir aliadas a sintomas mais graves, como o desenvolvimento de bronquite e pneumonia.

Tratamento da gripe em crianças e bebés

Para a febre, não é necessário o uso de antibióticos. Os antibióticos só serão receitados pelo médico no caso em que a febre se prolongue por mais de 3 dias.

O tratamento da gripe consiste na redução dos sintomas com o uso de nebulizadores para a desobstrução das vias respiratórias altas (quando o médico achar  necessário), o repouso do paciente, e a contínua ingestão de líquidos.

Aqui fica um video útil  sobre as medidas a tomar.

Esta atividade de Fórum permite debater e abordar novas ideias, visa o desenvolvimento e a discussão de temas atuais, relacionados com os temas propostos nas Unidades, no âmbito da formação. O conhecimento e a adoção de medidas preventivas é muito importante quando falamos de gripe e de crianças, onde o contágio se dá muitas vezes na escolinha ou então através de um elemneto da família.

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Fórum mês de outubro – Os jovens e as novas tecnologias

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Fórum do mês de outubro

No Fórum deste mês vamos falar dos jovens e da sua forma de utilização da Internet, e de como as tecnologias digitais, como as Redes Sociais, podem trazer consequências graves, a nível social e do indivíduo.

Proponho que ponderem sobre este tema, leiam o seguinte artigo, vejam o vídeo e dêem a vossa opinião. Podem também comentar as opiniões dos colegas.

Refira ainda, no seu entender como se poderia abordar este problema, e que soluções fariam sentido num panorama futuro, relativamente à utilização da Internet pelos jovens?

Se desejar, apresente casos práticos representativos do que pretende ilustrar.

Mais de 70% dos jovens portugueses com sinais de dependência da Internet

Estudo do ISPA mostra também que 13% dos casos são graves, podendo implicar isolamento e comportamentos violentos.

Vejam este video:

http://www.tvi24.iol.pt/videos/psiquiatra-explica-os-perigos-da-dependencia-da-internet/55dcfd510cf2f02c40ad132f

Este é o retrato de uma geração que vive quase permanentemente ligada. Através dos computadores ou dos dispositivos móveis, os jovens e adolescentes nacionais passam muito do seu tempo na Internet. Um tempo excessivo em muitos casos. Um estudo do ISPA mostra que quase três quartos da população até aos 25 anos apresenta sinais de dependência do mundo digital. Em casos mais extremos, o vício do online pode implicar isolamento, comportamentos violentos e obrigar a tratamento.

 “Percebemos que a dependência da Internet é generalizada”, sintetiza a investigadora da Unidade de Intervenção em Psicologia do ISPA – Instituto Universitário, Ivone Patrão, coordenadora deste estudo. Nos últimos dois anos, este trabalho passou por três fases de aplicação de questionários junto de jovens e adolescentes dos 14 aos 25 anos, envolvendo quase 900 inquiridos. Esta é, portanto, uma imagem com grande angular do que está a acontecer em muitas casas.

Os exemplos recolhidos pelo PÚBLICO corroboram os resultados da investigação. Quase todos os casos partilham também o pedido para que seja mantida a reserva da identidade dos jovens envolvidos. As histórias repetem-se, porém, e soam familiares aos pais. Alguns adolescentes deixam para trás um percurso académico de bom nível para se fecharem no quarto a jogar computador dia e noite. Há amizades de infância que são postas de lado em detrimento do contacto online. O isolamento em relação à família, as mudanças de comportamento, os casos de violência inexplicável face ao insucesso num jogo digital ou à proibição de continuar ligado são outros comportamentos comuns.

Os investigadores do ISPA também enumeram alguns componentes-chave para identificar os casos de dependência da Internet numa espécie de retrato-tipo do jovem viciado no mundo online: grau elevado de importância conferido ao computador ou aos dispositivos móveis; sintomas de tolerância face ao uso; sintomas de abstinência face ao não uso (como irritabilidade, dores de cabeça, agitação e por vezes agressividade) e, em casos mais extremos, recaída face às tentativas sucessivas para parar.

Os números a que chegou a equipa de Ivone Patrão no ISPA dão uma outra camada de leitura desta realidade. Há quase três quartos (73,3%) dos jovens que apresentam sintomas de viciação na Internet.

Destes, 13% exibem níveis severos de dependência, que se manifestam através dos comportamentos mais extremos descritos pelos pais e referidos pelos investigadores. Os próprios jovens parecem ter noção disto, uma vez que mais de metade (52,1%) dos inquiridos se perceciona como “dependentes da Internet”.

 Maioria frequenta o secundário

Os investigadores do ISPA chegaram também a outro retrato-tipo: os jovens dependentes são sobretudo do sexo masculino, não têm relacionamento amoroso e frequentam o ensino secundário. Este foi um dos primeiros resultados a que a equipa da Unidade de Intervenção em Psicologia chegou, em 2012, quando aplicou um primeiro questionário – desenvolvido pela Nottingham Trent University, que é parceira deste trabalho, e à qual estão ligados os outros dois autores deste trabalho, Halley Pontes e Mark Griffiths – de modo a validá-lo para a realidade portuguesa. As conclusões iniciais motivaram a continuação da investigação nas duas fases seguintes, que agora são divulgadas publicamente.

Outros estudos recentes confirmam os sinais de uma geração cada vez mais dependente da tecnologia, levando mesmo a situações-limite em que “é posto em causa o bem-estar físico” dos jovens e adolescentes, conta a investigadora da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Nova de Lisboa Cristina Ponte, que liderou os projectos EU Kids Online e, mais recentemente, Net Children Go Mobile.

Neste último trabalho, cujos resultados nacionais serão discutidos numa conferência no final do mês, 6% dos jovens admitem ter ficado “sem comer ou sem dormir por causa da Internet”, por exemplo. “Há uma pressão para estarem sempre ligados”, avalia esta especialista. Na sua investigação recolheu exemplos que atestam esta situação, como a de um menino de 12 anos que contava, por entre risos, que no smartphone e no tabletnunca se fica offline, por causa dos sinais sonoros com os alertas para as actualizações no email ou nas redes sociais. O rapaz dava também conta da forma como os amigos ficavam zangados se ele não respondesse rapidamente a alguma mensagem, por exemplo, mesmo no horário em que devia estar a dormir.

“Os jovens estão a usar demasiado as tecnologias. Quase minuto a minuto”, confirma Rosário Carmona, psicóloga, que tem tratado casos de dependência da Internet no Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil (Cadin), em Cascais. “Quando lhes pergunto se já foram ao email hoje, eles riem-se. Não foram ao email, porque não saíram do email”, descreve.

Fonte: http://www.publico.pt

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Reflita sobre o assunto e se desejar recorra a exemplos de situações concretas para ilustrar a sua opinião. Como técnico de saúde dê a sua opinião sobre o uso destes equipamentos por crianças e jovens.

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Fórum de setembro – Nova lei do pré-escolar

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“Crianças de 4 anos com vaga garantida no pré-escolar

A partir do ano letivo 2016/ 2017 as crianças de 4 anos passam a ter um lugar garantido no ensino pré-escolar público. Até agora, só aos 5 anos se conseguia uma vaga certa.

A partir do ano letivo 2016/ 2017, as crianças de quatro anos vão passar a ter entrada assegurada na rede de ensino pré-escolar do ensino público. A lei foi aprovada a 15 de maio de 2015, mas só em julho 2016 foi publicada em Diário da República.

A anterior lei, de 2009, apenas consagrava a universalidade do ensino pré-escolar para as crianças com cinco anos. A nova lei refere agora: “A educação pré-escolar é universal para todas as crianças a partir do ano em que atinjam os 4 anos de idade.”

Ainda assim, os pais vão ter de esperar até ao ano letivo 2016/ 2017 para conseguirem que seja garantida a entrada das crianças de quatro anos no ensino pré-escolar. No diploma publicado esta sexta-feira abre-se ainda a possibilidade de se estender esta “universalidade” às crianças de três anos: “A regulamentação prevista no número anterior abrange o processo de avaliação da implementação da universalidade da educação pré-escolar às crianças com 4 anos de idade e os mecanismos de aferição da possibilidade de estender a universalidade às crianças com 3 anos de idade, bem como a definição do respetivo prazo”.

Até que chegue o ano letivo 2016/ 2017, as escolas apenas têm de garantir vagas para as crianças de cinco anos. Todas as restantes entram por ordem de nascimento (das mais velhas para as mais novas) e apenas se sobrarem lugares. ” Observador

O objetivo é uma experiência pré-escolar mais precoce e também prende-se com fatores como a  necessidade de conciliar a vida familiar com a vida profissional.

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Aguardo as vossas participações com expectativa, o vosso contributo é muito importante para o sucesso deste fórum! E não se esqueçam, caso queiram ver algum tema em debate e/ou gostassem de escrever um artigo para ser publicado, podem enviar por email e será publicado no mês seguinte! Bom fórum!

Fórum do mês de agosto – a criança tímida

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O fórum do mês de agosto será especial. Este mês contamos com a participação da aluna Ana Coutinho do curso de Educação Infantil. A Ana decidiu participar no fórum deste mês e enviou-nos um artigo escrito por ela sobre “o que faria para que uma criança tímida, que nunca queira participar nas atividades de expressão corporal, se integre no grupo e participe de uma forma mais criativa?”

A criança tímida pode ser tudo, menos um problema de indisciplina. Na verdade, ela é exatamente o oposto. Enquanto muitos de seus colegas trabalham duro para conseguir atenção, às vezes de forma turbulenta, a criança tímida batalha igualmente, no sentido de evitar o tumulto ou a bagunça. Temerosos de chamar a atenção para si mesmas, elas preferem se misturar com o grupo.

O fato é que muitas vezes apenas nos concentramos naqueles que nos dão trabalho e trazem problemas, e negligenciamos os demais que estão quietinhos, sem darmos conta de que esses alunos estão enfrentando sérios problemas ligados a relacionamento e auto estima.

“O que o Professor pode fazer:

 Colocar o aluno tímido perto da mesa do Professor, pois isso permitirá que o aluno possa falar com mais facilidade sem preocupar-se com os demais colegas que estão atrás dele.

 Coloque o aluno tímido ao lado de outro colega tímido, pois facilitará a ambos iniciar uma amizade e a interação.

 Estabeleça constante contato com o aluno tímido. Quanto mais for bem sucedido no desenvolvimento de uma relação de confiança com o aluno mais provável será que ele desenvolva a confiança necessária para relacionar-se com os seus pares. Tente encontrar tempo para fazer algumas atividades que a criança goste.

 Fale reservadamente com o aluno tímido. Crianças tímidas precisam de prática em conversar com as pessoas. Mesmo pequenas conversas semanais acerca dos seus interesses os auxiliam a desenvolver habilidades sociais em uma zona de conforto segura.

 Ensine sobre interação social. O ponto fraco das crianças tímidas é justamente a péssima interação social. Eles não sabem o que dizer, como se aproximar, como devem se portar, sobre o que e como devem falar sem parecerem ridículos . Assim, é preciso que eles sejam ensinados a praticarem pequenos gestos que os ajudem a desinibir e fazê-los sentirem-se seguros na presença de outras pessoas tais como: olhe sempre para o rosto da pessoa que estiver conversando, sempre sorria, ofereça ajuda, agradeça, faça elogios, não tema aproximar-se.

 Crie intervenções junto aos Colegas.
Ofereça atividades para integração de todos os alunos
Crie projetos onde seja trabalhado a cooperação
Levante os pontos fortes, talentos e habilidades de todos os alunos e faça-os compartilhar, assim todos verão uns aos outros sob outra perspetiva.

 Crie intervenções junto ao Aluno.
Converse com o aluno e ofereça ajuda”

Opinião: Infelizmente é um assunto comum, o facto da criança ser tímida faz com que se sinta inferior aos outros, sendo os outros autoritários, estas crianças tendem a por vezes nem ter auto- estima e andarem constantemente sós e isoladas do mundo. Se me deparasse com uma situação destas as melhores atividades seriam aquelas que leva ânimo para a criança interagir como jogos em que as crianças tenham gostos comuns onde iriam partilhar opiniões talvez a criança tímida se deixasse desinibir para poder partilhar gostos, jogos relativos com dança onde todos têm uma função diferente

Fazer combinados,  quando a criança não quiser participar  numa atividade, tentaria chegar a um meio termo. Talvez ela não esteja preparada para cantar no palco numa apresentação, mas será pode até  gostar de tocar uma pandeireta para acompanhar a canção ou até ler para os colegas, em pé, em frente à classe,  pode ser substituído por ler apenas algumas linhas sem se levantar e sair do seu lugar.

Ana Coutinho

Fórum do mês de julho – Bullying

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O Bullying é um tipo especial de comportamento agressivo.

O Bullying acontece quando uma pessoa mais forte e poderosa magoa ou assusta uma pessoa mais pequena e fraca, deliberadamente e de forma repetida.

É manifestado por alguém (um indivíduo ou um grupo de indivíduos) e tem como alvo outro indivíduo. Há um envolvimento activo de, pelo menos, dois sujeitos: aquele que agride (o agressor) e aquele que é vitimizado (a vítima). Nesta perspectiva, trata-se de uma situação de vitimização”. (Seixas, 2005)

O bullying é caracterizado por determinados critérios: (Carvalhosa et al., 2001):

  1. a intencionalidade do comportamento: o objectivo é provocar mal-estar e ganhar controlo sobre outra pessoa;
  2. o comportamento é conduzido repetidamente e ao longo do tempo: não ocorre ocasionalmente ou isoladamente, antes passa a ser crónico e regular;
  3. um desequilíbrio de poder é encontrado: normalmente os agressores vêem as suas vítimas como um alvo fácil;
  4. O comportamento agressivo não resulta de qualquer tipo de provocação ou ameaça prévia.

 

O Bullying não é:

luta/ resolver um conflito;

um ritual de transição que faz parte do crescimento;

uma coisa de rapazes;

um fenómeno novo.

Hoje em dia é levado mais a sério pela sociedade (tragédias).

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Participantes de um comportamento de bullying:

Agressor

Seguidor (muitas vezes inicia as hostilidades)

Apoiante (participa na acção)

Apoiante Passivo (embora simpatizante do agressor não toma parte activa na agressão)

Observador Descomprometido

Defensor Passivo (apesar de não gostar do agressor não lhe faz oposição)

Defensor (não gosta do agressor e tenta defender a vítima)

Vítima

 

O Bullying pode assumir formas mais directas ou indirectas de expressão:

Físico (bater, empurrar, dar pontapés)

Verbal (chamar nomes, ameaçar)

Social/Relacional (exclusão, espalhar boatos, ignorar)

Sexual (abuso, gestos ou olhares ordinários)

E ainda … cyberbullying (recurso a ferramentas electrónicas)

A Internet é a nova parede da casa de banho.

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Tipos de Cyberbullying:

Criação de páginas na internet

Fazer-se passar por alguém

Grupos de intrigas

Publicação de vídeos e fotografias

Bullying directo (e-mail, MSN, telemóveis)

Inscrições indesejadas em sites.

 

Comportamentos de Bullying:

Maltratar os outros

Ameaçar e assustar

Bater

Deitá-los ao chão

Chamar nomes

Insultar

Estragar as coisas dos outros

Dizer coisas desagradáveis sobre os outros

Forçar os outros a darem-lhes as suas coisas ou dinheiro

Envergonhar os outros

Espalhar mentiras

Excluir os outros das actividades

Fazer comentários racistas

Troçar e rir-se dos outros

Fazer com que os outros se sintam inferiores, indefesos e pouco à vontade

Forçar os outros a fazerem aquilo que não querem

Provocar os outros porque são diferentes em algum aspecto

 

Há uma grande dificuldade em Avaliar as situações:

Dificuldade em avaliar a sua prevalência nas escolas: actividade secreta, que ocorre longe da vista dos adultos.

Cerca de 70% das agressões escolares ocorrem nos recreios.

Importância do apoio/ vigilância dos funcionários que trabalham nas escolas.

Com frequência os pais desconhecem.

 

Dados Preocupantes recolhidos de um estudo nacional:

15% dos alunos envolvem-se em situações de bullying.

6% são vítimas muito frequentemente.

4% são muito frequentemente agressores.

 

Relativamente aos agressores há uma maior tendência no futuro para:

delinquência e criminalidade,

rejeição entre pares,

doenças mentais (esquizofrenia e depressão-suicídio),

dificuldades escolares e de aprendizagem;

absentismo e abandono escolar,

abuso de drogas.

 

Relativamente às vítimas há uma maior tendência para:

negligência,

dificuldade em se concentrarem (desempenhos escolares mais baixos),

perturbações do sono e da alimentação,

depressão (suicídio),

níveis mais elevados de insegurança, ansiedade, solidão, infelicidade, sintomas físicos e mentais e baixa auto-estima.

 

Sinais que nos ajudam a identificar um agressor:

Agridem os outros como forma de lidar com os seus próprios problemas.

Manifestam uma grande necessidade de dominar os outros.

Agridem porque precisam de uma vítima (alguém que lhes pareça física ou psicologicamente mais fraco) ou

Para serem aceites e sentirem-se mais importantes/ populares e que têm o controlo.

Acham a agressividade justificável.

Têm dificuldade em controlar os seus impulsos.

São pouco empáticos com as vítimas e retiraram satisfação e prazer do medo e desconforto que lhes provocam.

Podem sentir raiva descontrolada: impulsivos, zangam-se facilmente e manifestam uma baixa tolerância à frustração.

Tendência para desafiarem a autoridade, quebrar as regras e serem provocadores com os adultos.

Podem envolver-se precocemente em comportamentos anti-sociais (vandalismo, roubo, extorsão, …).

Intolerância em relação às diferenças e manifestação de atitudes

Expressão de violência em brincadeiras simbólicas, textos escritos ou

Compram coisas ou têm coisas novas para as quais não teriam normalmente dinheiro suficiente (jogos, CD’s, roupas,..).

 

A agressividade mantém-se estável durante a adolescência. A agressividade física diminui, enquanto a agressividade relacional aumenta. Os rapazes são mais agressivos, mas as raparigas usam mais agressividade do tipo relacional.

 

Como identificar as vítimas:

Demonstram medo e falta de confiança.

Ansiosas e incapazes de reagir por si próprias quando agredidas.

Aspecto mais fraco e frágil.

Sinais não verbais de fragilidade (tendência para desviar o olhar, rubor, engolir em seco, falhar a voz).

Dificuldade em relacionarem-se com os outros.

Menos populares do que os agressores.

Frequentemente isoladas/excluídas do grupo nos intervalos.

Últimas a serem escolhidas para jogos de equipa.

Procuram a proximidade dos adultos durante os intervalos.

Não costumam trazer colegas da escola para casa, não passam tempo em casa de colegas e raramente recebem convites dos colegas para festas. Livros, materiais escolares ou outros pertences podem aparecer estragados ou escondidos.

Ferimentos, cortes, arranhões, nódoas negras, rasgões ou outros danos na roupa.

Parecem receosas ou relutantes em ir para a escola de manhã (queixas frequentes e repetidas de dores de barriga/cabeça).

Desmotivam-se do trabalho escolar, desconcentram-se facilmente, manifestam baixo interesse pela escola e diminuem o aproveitamento.

 

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A culpa é da Família?

Más práticas parentais que podem levar a um aumento da agressividade:

Fraca monitorização/ supervisão;

Medidas disciplinares excessivamente duras e inconsistentes;

Autoritarismo imprevisível;

Descontrolo emocional;

Chantagem;

Afectividade ambivalente.

 

O Papel da Comunicação Social

Os media são uma grande agravante para miúdos e miúdas que já têm tendências agressivas. Muitos programas elogiam comportamentos de bullying (Ex.: Ídolos).

 

Por que se calam as vítimas?

Quando a vítima demonstra sinais de perturbação, já estará envolvida, provavelmente, há algum tempo na situação.

Vergonha

Medo de represálias

Ignorância (não percebem o que lhes está a acontecer)

Resignação (acreditam que há algo errado com elas)

Negação (acham que vai passar simplesmente, tal como começou).

 

O papel das testemunhas

Cerca de 85% das crianças e adolescentes têm o papel de observadores.

Habitualmente são observadores passivos (não intervêm, nem condenam).

Se fizerem o correcto podem reduzir os incidentes em, pelo menos, 50%.

 

Deixo-vos um pequeno vídeo emocionante sobre o papel do Bullying na vida das crianças e a forma como este os pode afetar.

Esta atividade de Fórum permite debater e abordar novas ideias, visa o desenvolvimento e a discussão de temas atuais, relacionados com os temas propostos nas Unidades no âmbito da Formação. Participe deixando a sua opinião. Bom Fórum a Todos!