Fórum do mês de dezembro – Feliz Natal!

Sem TítuloNatal é tempo de presentes, presentes, presentes… e o Pai Natal, claro! Para as crianças, a quadra natalícia resume-se, praticamente, a estas duas coisas. Coisas importantes, sem dúvida, mas limitativas. Afinal, o Natal é muito mais do que isso e é fundamental que as crianças o percebam – só assim podem viver e recordar, ano após ano, o verdadeiro espírito da quadra.

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As melhores memórias do Natal não se devem resumir à abertura dos presentes, afinal o Advento prolonga-se durante muito mais tempo e pode estar recheado de muitos momentos especiais para mais tarde recordar. Envolver as crianças nas preparações natalícias é uma excelente maneira de lhes incutir todo o espírito mágico desta quadra.

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Este mês proponho-vos uma reflexão/debate sobre o tema Natal e as crianças, pesquise ou identifique tradições, atividades a desenvolver e dicas sobre os presentes para desfrutar ao máximo desta quadra em família.

Esta atividade de Fórum permite debater e abordar novas ideias, visa o desenvolvimento e a discussão de temas atuais, relacionados com os temas propostos nas Unidades, no âmbito da formação.

Participe e desenvolva, no seu ponto de vista, o tema exposto a debate. Se desejar, apresente exemplos representativos do que pretende ilustrar. Pode ainda comentar as participações dos colegas.

O post de cada formando não deve exceder a pág. A4 e deve ser submetido até ao final da semana. A sua participação conta 20% para a avaliação da Unidade.

Para participar basta clicar em INSERIR COMENTÁRIO, não esquecendo de indicar o seu NOME e CURSO para que o seu contributo seja avaliado. Os vossos comentários serão primeiro sujeitos à aprovação do professor pelo que podem não ficar imediatamente disponíveis.

Aguardo as vossas participações com expectativa, o vosso contributo é muito importante para o sucesso deste fórum!

Não se esqueçam que também poderão contribuir enviando um tema/texto por email para ser publicado e comentado pelos colegas.

Desejo-vos um FELIZ NATAL e um 2017 cheio de sonhos e concretizações pessoais e profissionais!

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Fórum do mês de novembro – A prevenção e tratamento da gripe em crianças

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Chegou o tempo frio e com ele a famosa gripe que não deixa ninguém indiferente. Este mês vamos falar sobre a gripe nas crianças, sintomas e tratamento .

A gripe é uma infeção respiratória aguda de curta duração. É causada pelo vírus Influenza, que ao entrar no nosso organismo pelo nariz, multiplica-se, disseminando-se para a garganta e restantes vias respiratórias, incluindo os pulmões. Os primeiros sintomas da doença surgem entre 1 a 4 dias após a infeção pelo vírus– é o chamado período de incubação – e a sua severidade varia de acordo com a pessoa infetada.

Sintomas

Nas crianças, os sintomas dependem da idade. Nos bebés, a febre e prostração são as manifestações mais comuns. Os sintomas gastrintestinais (náuseas, vómitos, diarreias) e respiratórios (laringite, bronquiolite) são frequentes. A otite média pode ser uma complicação no grupo etário até aos 3 anos. Na criança maior os sintomas são semelhantes aos dos adultos.

Determinadas complicações podem surgir aliadas a sintomas mais graves, como o desenvolvimento de bronquite e pneumonia.

Tratamento da gripe em crianças e bebés

Para a febre, não é necessário o uso de antibióticos. Os antibióticos só serão receitados pelo médico no caso em que a febre se prolongue por mais de 3 dias.

O tratamento da gripe consiste na redução dos sintomas com o uso de nebulizadores para a desobstrução das vias respiratórias altas (quando o médico achar  necessário), o repouso do paciente, e a contínua ingestão de líquidos.

Aqui fica um video útil  sobre as medidas a tomar.

Esta atividade de Fórum permite debater e abordar novas ideias, visa o desenvolvimento e a discussão de temas atuais, relacionados com os temas propostos nas Unidades, no âmbito da formação. O conhecimento e a adoção de medidas preventivas é muito importante quando falamos de gripe e de crianças, onde o contágio se dá muitas vezes na escolinha ou então através de um elemneto da família.

Participe e desenvolva, no seu ponto de vista, o tema exposto a debate. Se desejar, apresente exemplos representativos do que pretende ilustrar. Pode ainda comentar as participações dos colegas.

O post de cada formando não deve exceder a pág. A4 e deve ser submetido até ao final da semana. A sua participação conta 20% para a avaliação da Unidade.

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Fórum mês de outubro – Os jovens e as novas tecnologias

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Fórum do mês de outubro

No Fórum deste mês vamos falar dos jovens e da sua forma de utilização da Internet, e de como as tecnologias digitais, como as Redes Sociais, podem trazer consequências graves, a nível social e do indivíduo.

Proponho que ponderem sobre este tema, leiam o seguinte artigo, vejam o vídeo e dêem a vossa opinião. Podem também comentar as opiniões dos colegas.

Refira ainda, no seu entender como se poderia abordar este problema, e que soluções fariam sentido num panorama futuro, relativamente à utilização da Internet pelos jovens?

Se desejar, apresente casos práticos representativos do que pretende ilustrar.

Mais de 70% dos jovens portugueses com sinais de dependência da Internet

Estudo do ISPA mostra também que 13% dos casos são graves, podendo implicar isolamento e comportamentos violentos.

Vejam este video:

http://www.tvi24.iol.pt/videos/psiquiatra-explica-os-perigos-da-dependencia-da-internet/55dcfd510cf2f02c40ad132f

Este é o retrato de uma geração que vive quase permanentemente ligada. Através dos computadores ou dos dispositivos móveis, os jovens e adolescentes nacionais passam muito do seu tempo na Internet. Um tempo excessivo em muitos casos. Um estudo do ISPA mostra que quase três quartos da população até aos 25 anos apresenta sinais de dependência do mundo digital. Em casos mais extremos, o vício do online pode implicar isolamento, comportamentos violentos e obrigar a tratamento.

 “Percebemos que a dependência da Internet é generalizada”, sintetiza a investigadora da Unidade de Intervenção em Psicologia do ISPA – Instituto Universitário, Ivone Patrão, coordenadora deste estudo. Nos últimos dois anos, este trabalho passou por três fases de aplicação de questionários junto de jovens e adolescentes dos 14 aos 25 anos, envolvendo quase 900 inquiridos. Esta é, portanto, uma imagem com grande angular do que está a acontecer em muitas casas.

Os exemplos recolhidos pelo PÚBLICO corroboram os resultados da investigação. Quase todos os casos partilham também o pedido para que seja mantida a reserva da identidade dos jovens envolvidos. As histórias repetem-se, porém, e soam familiares aos pais. Alguns adolescentes deixam para trás um percurso académico de bom nível para se fecharem no quarto a jogar computador dia e noite. Há amizades de infância que são postas de lado em detrimento do contacto online. O isolamento em relação à família, as mudanças de comportamento, os casos de violência inexplicável face ao insucesso num jogo digital ou à proibição de continuar ligado são outros comportamentos comuns.

Os investigadores do ISPA também enumeram alguns componentes-chave para identificar os casos de dependência da Internet numa espécie de retrato-tipo do jovem viciado no mundo online: grau elevado de importância conferido ao computador ou aos dispositivos móveis; sintomas de tolerância face ao uso; sintomas de abstinência face ao não uso (como irritabilidade, dores de cabeça, agitação e por vezes agressividade) e, em casos mais extremos, recaída face às tentativas sucessivas para parar.

Os números a que chegou a equipa de Ivone Patrão no ISPA dão uma outra camada de leitura desta realidade. Há quase três quartos (73,3%) dos jovens que apresentam sintomas de viciação na Internet.

Destes, 13% exibem níveis severos de dependência, que se manifestam através dos comportamentos mais extremos descritos pelos pais e referidos pelos investigadores. Os próprios jovens parecem ter noção disto, uma vez que mais de metade (52,1%) dos inquiridos se perceciona como “dependentes da Internet”.

 Maioria frequenta o secundário

Os investigadores do ISPA chegaram também a outro retrato-tipo: os jovens dependentes são sobretudo do sexo masculino, não têm relacionamento amoroso e frequentam o ensino secundário. Este foi um dos primeiros resultados a que a equipa da Unidade de Intervenção em Psicologia chegou, em 2012, quando aplicou um primeiro questionário – desenvolvido pela Nottingham Trent University, que é parceira deste trabalho, e à qual estão ligados os outros dois autores deste trabalho, Halley Pontes e Mark Griffiths – de modo a validá-lo para a realidade portuguesa. As conclusões iniciais motivaram a continuação da investigação nas duas fases seguintes, que agora são divulgadas publicamente.

Outros estudos recentes confirmam os sinais de uma geração cada vez mais dependente da tecnologia, levando mesmo a situações-limite em que “é posto em causa o bem-estar físico” dos jovens e adolescentes, conta a investigadora da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Nova de Lisboa Cristina Ponte, que liderou os projectos EU Kids Online e, mais recentemente, Net Children Go Mobile.

Neste último trabalho, cujos resultados nacionais serão discutidos numa conferência no final do mês, 6% dos jovens admitem ter ficado “sem comer ou sem dormir por causa da Internet”, por exemplo. “Há uma pressão para estarem sempre ligados”, avalia esta especialista. Na sua investigação recolheu exemplos que atestam esta situação, como a de um menino de 12 anos que contava, por entre risos, que no smartphone e no tabletnunca se fica offline, por causa dos sinais sonoros com os alertas para as actualizações no email ou nas redes sociais. O rapaz dava também conta da forma como os amigos ficavam zangados se ele não respondesse rapidamente a alguma mensagem, por exemplo, mesmo no horário em que devia estar a dormir.

“Os jovens estão a usar demasiado as tecnologias. Quase minuto a minuto”, confirma Rosário Carmona, psicóloga, que tem tratado casos de dependência da Internet no Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil (Cadin), em Cascais. “Quando lhes pergunto se já foram ao email hoje, eles riem-se. Não foram ao email, porque não saíram do email”, descreve.

Fonte: http://www.publico.pt

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Reflita sobre o assunto e se desejar recorra a exemplos de situações concretas para ilustrar a sua opinião. Como técnico de saúde dê a sua opinião sobre o uso destes equipamentos por crianças e jovens.

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Fórum de setembro – Nova lei do pré-escolar

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“Crianças de 4 anos com vaga garantida no pré-escolar

A partir do ano letivo 2016/ 2017 as crianças de 4 anos passam a ter um lugar garantido no ensino pré-escolar público. Até agora, só aos 5 anos se conseguia uma vaga certa.

A partir do ano letivo 2016/ 2017, as crianças de quatro anos vão passar a ter entrada assegurada na rede de ensino pré-escolar do ensino público. A lei foi aprovada a 15 de maio de 2015, mas só em julho 2016 foi publicada em Diário da República.

A anterior lei, de 2009, apenas consagrava a universalidade do ensino pré-escolar para as crianças com cinco anos. A nova lei refere agora: “A educação pré-escolar é universal para todas as crianças a partir do ano em que atinjam os 4 anos de idade.”

Ainda assim, os pais vão ter de esperar até ao ano letivo 2016/ 2017 para conseguirem que seja garantida a entrada das crianças de quatro anos no ensino pré-escolar. No diploma publicado esta sexta-feira abre-se ainda a possibilidade de se estender esta “universalidade” às crianças de três anos: “A regulamentação prevista no número anterior abrange o processo de avaliação da implementação da universalidade da educação pré-escolar às crianças com 4 anos de idade e os mecanismos de aferição da possibilidade de estender a universalidade às crianças com 3 anos de idade, bem como a definição do respetivo prazo”.

Até que chegue o ano letivo 2016/ 2017, as escolas apenas têm de garantir vagas para as crianças de cinco anos. Todas as restantes entram por ordem de nascimento (das mais velhas para as mais novas) e apenas se sobrarem lugares. ” Observador

O objetivo é uma experiência pré-escolar mais precoce e também prende-se com fatores como a  necessidade de conciliar a vida familiar com a vida profissional.

Participe e desenvolva, no seu ponto de vista, o tema exposto a debate. Se desejar, apresente exemplos representativos do que pretende ilustrar. Pode ainda comentar as participações dos colegas.

O post de cada formando deve ser submetido até ao final da semana. A sua participação conta 20% para a avaliação da Unidade.

Para participar basta clicar em INSERIR COMENTÁRIO, não esquecendo de indicar o seu nome e turma para que o seu contributo seja avaliado. Os vossos comentários serão primeiro sujeitos à aprovação do professor pelo que podem não ficar imediatamente disponíveis.

Aguardo as vossas participações com expectativa, o vosso contributo é muito importante para o sucesso deste fórum! E não se esqueçam, caso queiram ver algum tema em debate e/ou gostassem de escrever um artigo para ser publicado, podem enviar por email e será publicado no mês seguinte! Bom fórum!

Fórum do mês de agosto – a criança tímida

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O fórum do mês de agosto será especial. Este mês contamos com a participação da aluna Ana Coutinho do curso de Educação Infantil. A Ana decidiu participar no fórum deste mês e enviou-nos um artigo escrito por ela sobre “o que faria para que uma criança tímida, que nunca queira participar nas atividades de expressão corporal, se integre no grupo e participe de uma forma mais criativa?”

A criança tímida pode ser tudo, menos um problema de indisciplina. Na verdade, ela é exatamente o oposto. Enquanto muitos de seus colegas trabalham duro para conseguir atenção, às vezes de forma turbulenta, a criança tímida batalha igualmente, no sentido de evitar o tumulto ou a bagunça. Temerosos de chamar a atenção para si mesmas, elas preferem se misturar com o grupo.

O fato é que muitas vezes apenas nos concentramos naqueles que nos dão trabalho e trazem problemas, e negligenciamos os demais que estão quietinhos, sem darmos conta de que esses alunos estão enfrentando sérios problemas ligados a relacionamento e auto estima.

“O que o Professor pode fazer:

 Colocar o aluno tímido perto da mesa do Professor, pois isso permitirá que o aluno possa falar com mais facilidade sem preocupar-se com os demais colegas que estão atrás dele.

 Coloque o aluno tímido ao lado de outro colega tímido, pois facilitará a ambos iniciar uma amizade e a interação.

 Estabeleça constante contato com o aluno tímido. Quanto mais for bem sucedido no desenvolvimento de uma relação de confiança com o aluno mais provável será que ele desenvolva a confiança necessária para relacionar-se com os seus pares. Tente encontrar tempo para fazer algumas atividades que a criança goste.

 Fale reservadamente com o aluno tímido. Crianças tímidas precisam de prática em conversar com as pessoas. Mesmo pequenas conversas semanais acerca dos seus interesses os auxiliam a desenvolver habilidades sociais em uma zona de conforto segura.

 Ensine sobre interação social. O ponto fraco das crianças tímidas é justamente a péssima interação social. Eles não sabem o que dizer, como se aproximar, como devem se portar, sobre o que e como devem falar sem parecerem ridículos . Assim, é preciso que eles sejam ensinados a praticarem pequenos gestos que os ajudem a desinibir e fazê-los sentirem-se seguros na presença de outras pessoas tais como: olhe sempre para o rosto da pessoa que estiver conversando, sempre sorria, ofereça ajuda, agradeça, faça elogios, não tema aproximar-se.

 Crie intervenções junto aos Colegas.
Ofereça atividades para integração de todos os alunos
Crie projetos onde seja trabalhado a cooperação
Levante os pontos fortes, talentos e habilidades de todos os alunos e faça-os compartilhar, assim todos verão uns aos outros sob outra perspetiva.

 Crie intervenções junto ao Aluno.
Converse com o aluno e ofereça ajuda”

Opinião: Infelizmente é um assunto comum, o facto da criança ser tímida faz com que se sinta inferior aos outros, sendo os outros autoritários, estas crianças tendem a por vezes nem ter auto- estima e andarem constantemente sós e isoladas do mundo. Se me deparasse com uma situação destas as melhores atividades seriam aquelas que leva ânimo para a criança interagir como jogos em que as crianças tenham gostos comuns onde iriam partilhar opiniões talvez a criança tímida se deixasse desinibir para poder partilhar gostos, jogos relativos com dança onde todos têm uma função diferente

Fazer combinados,  quando a criança não quiser participar  numa atividade, tentaria chegar a um meio termo. Talvez ela não esteja preparada para cantar no palco numa apresentação, mas será pode até  gostar de tocar uma pandeireta para acompanhar a canção ou até ler para os colegas, em pé, em frente à classe,  pode ser substituído por ler apenas algumas linhas sem se levantar e sair do seu lugar.

Ana Coutinho

Fórum do mês de julho – Bullying

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O Bullying é um tipo especial de comportamento agressivo.

O Bullying acontece quando uma pessoa mais forte e poderosa magoa ou assusta uma pessoa mais pequena e fraca, deliberadamente e de forma repetida.

É manifestado por alguém (um indivíduo ou um grupo de indivíduos) e tem como alvo outro indivíduo. Há um envolvimento activo de, pelo menos, dois sujeitos: aquele que agride (o agressor) e aquele que é vitimizado (a vítima). Nesta perspectiva, trata-se de uma situação de vitimização”. (Seixas, 2005)

O bullying é caracterizado por determinados critérios: (Carvalhosa et al., 2001):

  1. a intencionalidade do comportamento: o objectivo é provocar mal-estar e ganhar controlo sobre outra pessoa;
  2. o comportamento é conduzido repetidamente e ao longo do tempo: não ocorre ocasionalmente ou isoladamente, antes passa a ser crónico e regular;
  3. um desequilíbrio de poder é encontrado: normalmente os agressores vêem as suas vítimas como um alvo fácil;
  4. O comportamento agressivo não resulta de qualquer tipo de provocação ou ameaça prévia.

 

O Bullying não é:

luta/ resolver um conflito;

um ritual de transição que faz parte do crescimento;

uma coisa de rapazes;

um fenómeno novo.

Hoje em dia é levado mais a sério pela sociedade (tragédias).

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Participantes de um comportamento de bullying:

Agressor

Seguidor (muitas vezes inicia as hostilidades)

Apoiante (participa na acção)

Apoiante Passivo (embora simpatizante do agressor não toma parte activa na agressão)

Observador Descomprometido

Defensor Passivo (apesar de não gostar do agressor não lhe faz oposição)

Defensor (não gosta do agressor e tenta defender a vítima)

Vítima

 

O Bullying pode assumir formas mais directas ou indirectas de expressão:

Físico (bater, empurrar, dar pontapés)

Verbal (chamar nomes, ameaçar)

Social/Relacional (exclusão, espalhar boatos, ignorar)

Sexual (abuso, gestos ou olhares ordinários)

E ainda … cyberbullying (recurso a ferramentas electrónicas)

A Internet é a nova parede da casa de banho.

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Tipos de Cyberbullying:

Criação de páginas na internet

Fazer-se passar por alguém

Grupos de intrigas

Publicação de vídeos e fotografias

Bullying directo (e-mail, MSN, telemóveis)

Inscrições indesejadas em sites.

 

Comportamentos de Bullying:

Maltratar os outros

Ameaçar e assustar

Bater

Deitá-los ao chão

Chamar nomes

Insultar

Estragar as coisas dos outros

Dizer coisas desagradáveis sobre os outros

Forçar os outros a darem-lhes as suas coisas ou dinheiro

Envergonhar os outros

Espalhar mentiras

Excluir os outros das actividades

Fazer comentários racistas

Troçar e rir-se dos outros

Fazer com que os outros se sintam inferiores, indefesos e pouco à vontade

Forçar os outros a fazerem aquilo que não querem

Provocar os outros porque são diferentes em algum aspecto

 

Há uma grande dificuldade em Avaliar as situações:

Dificuldade em avaliar a sua prevalência nas escolas: actividade secreta, que ocorre longe da vista dos adultos.

Cerca de 70% das agressões escolares ocorrem nos recreios.

Importância do apoio/ vigilância dos funcionários que trabalham nas escolas.

Com frequência os pais desconhecem.

 

Dados Preocupantes recolhidos de um estudo nacional:

15% dos alunos envolvem-se em situações de bullying.

6% são vítimas muito frequentemente.

4% são muito frequentemente agressores.

 

Relativamente aos agressores há uma maior tendência no futuro para:

delinquência e criminalidade,

rejeição entre pares,

doenças mentais (esquizofrenia e depressão-suicídio),

dificuldades escolares e de aprendizagem;

absentismo e abandono escolar,

abuso de drogas.

 

Relativamente às vítimas há uma maior tendência para:

negligência,

dificuldade em se concentrarem (desempenhos escolares mais baixos),

perturbações do sono e da alimentação,

depressão (suicídio),

níveis mais elevados de insegurança, ansiedade, solidão, infelicidade, sintomas físicos e mentais e baixa auto-estima.

 

Sinais que nos ajudam a identificar um agressor:

Agridem os outros como forma de lidar com os seus próprios problemas.

Manifestam uma grande necessidade de dominar os outros.

Agridem porque precisam de uma vítima (alguém que lhes pareça física ou psicologicamente mais fraco) ou

Para serem aceites e sentirem-se mais importantes/ populares e que têm o controlo.

Acham a agressividade justificável.

Têm dificuldade em controlar os seus impulsos.

São pouco empáticos com as vítimas e retiraram satisfação e prazer do medo e desconforto que lhes provocam.

Podem sentir raiva descontrolada: impulsivos, zangam-se facilmente e manifestam uma baixa tolerância à frustração.

Tendência para desafiarem a autoridade, quebrar as regras e serem provocadores com os adultos.

Podem envolver-se precocemente em comportamentos anti-sociais (vandalismo, roubo, extorsão, …).

Intolerância em relação às diferenças e manifestação de atitudes

Expressão de violência em brincadeiras simbólicas, textos escritos ou

Compram coisas ou têm coisas novas para as quais não teriam normalmente dinheiro suficiente (jogos, CD’s, roupas,..).

 

A agressividade mantém-se estável durante a adolescência. A agressividade física diminui, enquanto a agressividade relacional aumenta. Os rapazes são mais agressivos, mas as raparigas usam mais agressividade do tipo relacional.

 

Como identificar as vítimas:

Demonstram medo e falta de confiança.

Ansiosas e incapazes de reagir por si próprias quando agredidas.

Aspecto mais fraco e frágil.

Sinais não verbais de fragilidade (tendência para desviar o olhar, rubor, engolir em seco, falhar a voz).

Dificuldade em relacionarem-se com os outros.

Menos populares do que os agressores.

Frequentemente isoladas/excluídas do grupo nos intervalos.

Últimas a serem escolhidas para jogos de equipa.

Procuram a proximidade dos adultos durante os intervalos.

Não costumam trazer colegas da escola para casa, não passam tempo em casa de colegas e raramente recebem convites dos colegas para festas. Livros, materiais escolares ou outros pertences podem aparecer estragados ou escondidos.

Ferimentos, cortes, arranhões, nódoas negras, rasgões ou outros danos na roupa.

Parecem receosas ou relutantes em ir para a escola de manhã (queixas frequentes e repetidas de dores de barriga/cabeça).

Desmotivam-se do trabalho escolar, desconcentram-se facilmente, manifestam baixo interesse pela escola e diminuem o aproveitamento.

 

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A culpa é da Família?

Más práticas parentais que podem levar a um aumento da agressividade:

Fraca monitorização/ supervisão;

Medidas disciplinares excessivamente duras e inconsistentes;

Autoritarismo imprevisível;

Descontrolo emocional;

Chantagem;

Afectividade ambivalente.

 

O Papel da Comunicação Social

Os media são uma grande agravante para miúdos e miúdas que já têm tendências agressivas. Muitos programas elogiam comportamentos de bullying (Ex.: Ídolos).

 

Por que se calam as vítimas?

Quando a vítima demonstra sinais de perturbação, já estará envolvida, provavelmente, há algum tempo na situação.

Vergonha

Medo de represálias

Ignorância (não percebem o que lhes está a acontecer)

Resignação (acreditam que há algo errado com elas)

Negação (acham que vai passar simplesmente, tal como começou).

 

O papel das testemunhas

Cerca de 85% das crianças e adolescentes têm o papel de observadores.

Habitualmente são observadores passivos (não intervêm, nem condenam).

Se fizerem o correcto podem reduzir os incidentes em, pelo menos, 50%.

 

Deixo-vos um pequeno vídeo emocionante sobre o papel do Bullying na vida das crianças e a forma como este os pode afetar.

Esta atividade de Fórum permite debater e abordar novas ideias, visa o desenvolvimento e a discussão de temas atuais, relacionados com os temas propostos nas Unidades no âmbito da Formação. Participe deixando a sua opinião. Bom Fórum a Todos!

Fórum do mês de Junho – O sono

Aprendizagem continua enquanto dormimosO sono é essencial para a vida e é a base de muitas funções fisiológicas e psicológicas do organismo, como sejam a reparação dos tecidos, o crescimento, a consolidação da memória e a aprendizagem.

Sempre ouvimos dizer que dormir o suficiente é fundamental para ter um bom desempenho e manter a saúde.

Não dormir bem coloca em risco a sua própria segurança. O fato de não dormir bem durante a noite pode causar sonolência durante o dia. O que tem um efeito direto sobre o quão bem  pode operar máquinas pesadas ou conduzir um carro, e podem até mesmo induzi-lo a fazer alguns pequenos erros na execução de tarefas simples.
Uma boa noite de sono melhora o humor. Dormir bem permite ter mais paciência, mais concentração, e seremos menos irritáveis. Tem energia suficiente para aproveitar o dia, e as rotinas são mais suportáveis.
Uma boa noite de sono leva a uma melhor saúde do coração, o que permite que todo o organismo funcione melhor. Não dormir o suficiente pode causar hipertensão, altos níveis de stress, e batimentos cardíacos irregulares (arritmia). O stress crónico também é muito mau para a sua saúde, naturalmente.

Finalmente, o sono é um fator importante para a nossa saúde em geral. A falta de sono deprime o sistema imunológico de modo que eles se tornam mais provável ter doenças e até mesmo cancro.

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Com uma boa noite de sono vai sentir-se melhor em todos os sentidos.

O sono é uma necessidade do nosso organismo caracterizado principalmente quando o cansaço mental é prolongado e as concentrações de cortisona diminuem e as de melatonina acrescem, ocasionando a vontade de dormir. Nesse momento o organismo começa a reorganizar seus sistemas para retomar uma nova etapa de atividades. A imunidade é fortalecida, as células são restauradas e a memória é consolidada.

Mas, quanto precisamos, afinal, de dormir?

Trata-se de uma pergunta não só de interesse social, mas também científico que tem sido objeto de várias pesquisas. O número de horas anunciadas pela maioria dos especialistas é de 8 horas. Mas, enquanto algumas pessoas dizem que não se sentem descansadas com menos de 9 ou 10 horas de sono, outras sentem-se muito bem dormindo menos de 6 horas por noite. Então, a necessidade individual de sono depende de hábitos, ou dos nossos genes? Uma pesquisa publicada na revista Sciences refere a existência de influência genética no número de horas que cada individuo precisa para se sentir descansado.

A necessidade fisiológica do sono está diretamente relacionada com a idade. À medida que envelhecemos vamos tolerando menos horas de sono, mas nunca menos de sete, sugerem os especialistas. O número de horas recomendadas é revisto com regularidade e foi agora atualizado.

O sono é uma necessidade do nosso organismo caracterizado principalmente quando o cansaço mental é prolongado e as concentrações de cortisona diminuem e as de melatonina acrescem, ocasionando a vontade de dormir. O organismo começa a reorganizar seus sistemas para retomar uma nova etapa de atividades. A imunidade é fortalecida, as células são restauradas e a memória é consolidada.

As crianças e os adolescentes necessitam de pelo menos 9 horas diárias de sono, os adultos precisam de aproximadamente 8 horas, mas estudos compravam que a carga horária de sono pode variar de indivíduo para indivíduo.

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As crianças que não dormem corretamente podem apresentar sonolência excessiva durante o dia, irritabilidade, frustração, dificuldade de articular os impulsos e emoções e manter a atenção.

Estudos apontam o sono como uma importante ferramenta para a consolidação da aprendizagem, uma vez que permite a perpetuação e memorização de todo o conteúdo que foi aprendido durante o dia.

O processo de aprendizagem pode ser compreendido nas seguintes esferas: a primeira durante a prática, a segunda durante as horas iniciais de sono e a terceira e última durante o estágio final do sono, o denominado “o sono dos sonhos”.

Quando não dormimos bem, nossa memória fica falha, ficarmos irritadiços e isso acarreta cansaço, dor de cabeça e indisposição. Quando acontece uma brusca redução das horas de sono isso pode suceder à diminuição da produção de insulina e aumentar a de cortisol.

Uma boa noite de sono propicia um maior vigor físico e mental, previne a osteoporose e a flacidez muscular.

Sabemos que nem sempre se consegue um sono reparador e de qualidade.

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Causa ou consequência disso são as perturbações do sono.

Entendendo-se como perturbação, o distúrbio que causa problemas ao indivíduo nas suas interações com o ambiente. Estas perturbações podem ter várias etiologias, e, de acordo com isso, podem dividir-se em quatro grupos:

  1. Perturbações primárias que não derivam de nenhuma causa externa, originando-se no próprio indivíduo;
  2. Perturbações decorrentes de transtornos psiquiátricos como a ansiedade, depressão, psicoses, etc.;
  3. Perturbações que decorrem de alterações físicas em geral, que prejudicam o sono, como falta de ar, dores, desconforto;
  4. Perturbações do sono induzidas pelo uso de medicação ou outras substâncias.

Falando de sono, não podemos deixar de referir o sonho, pela estreita relação existente entre ambos. E, tal como o sono, o sonho também pode ser bom e apaziguador, ou, pelo contrário, todos já experimentamos sonhos que nos causaram inquietação.

Freud, um dos autores que mais estudou esta temática, dizia que os sonhos, na sua maioria, são como que guardiões do sono e protegem a pessoa que dorme das excitações demasiado vivas e das tensões insuportáveis da vida quotidiana, que a impediriam de descansar (será por isso, segundo o autor, que a maior parte dos sonhos não nos acorda nem deles nos lembramos ao despertar), além de exprimir uma realização de desejos.

Foram muitos os discípulos de Freud que como ele se ocuparam do estudo dos sonhos. Wilhelm Stekel, dizia que “sonhar significa viver o passado, esquecer o presente e pressentir o futuro”. Jung, ao analisar inúmeros sonhos dos seus pacientes, concluía que o sonho possui forças naturais que auxiliam o ser humano no seu processo de individualização.

Ao longo do tempo foram dados diversos significados para o sonho.

Um significado, porém, bastante relevante foi o psicanalítico, usado até hoje para justificar a origem dos sonhos na terapia psicanalítica. Apesar das pequenas mudanças que ocorreram, o significado dos sonhos, para a psicanálise, continuou o mesmo.

Os sonhos, para a psicanálise, no sistema criado por Freud, são desejos reprimidos que se manifestam quando há junção do consciente com o inconsciente. Sendo o sono um estado de equilíbrio psíquico entre o real e o irreal, este torna-se propício para a manifestação do inconsciente, uma vez que o inconsciente aparece somente quando entra em contato com o consciente.

Considera que o sonho é a realização mascarada dos desejos e impulsos reprimidos.

A neuro-ciência explica de outro modo a existência do sonho, mas depois de comparado este significado com da teoria psicanalítica, perceberemos a grande congruência entre ambos os significados.

E, como tão bem diz o poema de António Gedeão, “O sonho comanda a vida”, serão os nossos sonhos, e a luta pela sua realização que nos ajudam a caminhar, crescer, e…viver?

 

Fórum do mês de maio -A utilização do jogo e da brincadeira na educação infantil

O fórum do mês de maio será especial. Este mês contamos com a participação da aluna Catarina Goulart do curso de Educação Infantil. A Catarina decidiu participar no fórum deste mês e enviou-nos um artigo escrito por ela sobre o tema “A utilização do jogo e da brinadeira na educação infantil”. O texto está muito bem escrito e é muito interessante. Parabéns Catarina!

Aqui fica o artigo, leiam e deixem o vosso comentário.

A utilização do jogo e da brincadeira na educação infantil

A atual atenção que se tem vindo a dar sobre os jogos infantis, até mesmo por estudiosos que reconhecem esta ferramenta como um instrumento pedagógico significativo de grande valor social, têm levado a que muitos dos nossos/vossos colegas educadores utilizem o jogo como forma de proporcionar a aprendizagem e o desenvolvimento da criança.

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A brincadeira acompanha a vida de todas crianças desde muito cedo, quer seja no ambiente familiar como escolar, e poder ser uma actividade como fonte de lazer como de conhecimento. Apesar que brincar na escola é diferente de brincar em casa, na rua ou em outro qualquer lugar.

O jogo e a maneira como nós educadores dirigem o brincar desenvolverão nas crianças os aspectos: psicológico, intelectual, emocional, físico-motora e social, por exemplo, uns dos maiores benefícios do uso deste método são na autoestima da criança, na interação de seus pares, o facto de propiciar situações de aprendizagem e desenvolvimento de suas capacidades cognitivas, a criança aprende a agir, tem sua curiosidade estimulada e exercita sua autonomia. Além de propiciar o desenvolvimento físico e intelectual, promove saúde e maior compreensão do esquema corporal. É jogando que a criança aprende a respeitar regras, limites, esperar a vez e aceitar resultados.

Nós educadores temos um papel preponderante pois é quem cria os espaços, disponibiliza materiais, participa das brincadeiras, ou seja, faz a mediação da construção do conhecimento e ao oferecermos as actividades às crianças devemos ter em conta a zona de desenvolvimento em que ela se encontra.

Algumas das actividades positivas e favoráveis no processo de aprendizagem infantil são:

  • Desenhar;
  • Brincadeiras lúdicas;
  • Jogos;
  • Danças (musica e movimento);
  • Construir coletivamente
  • (arte educação);
  • Leituras de imagens;
  • Softwares educativos (já colecionados em cd);
  • Dramatizações;
  • Cantos;
  • Teatro de fantoches.

Aqui fica um vídeo que fala sobre todos os aspectos positivos dos jogos na educação infantil:

Participe e desenvolva, no seu ponto de vista, o tema exposto a debate. Se desejar, apresente exemplos representativos do que pretende ilustrar. Pode ainda comentar as participações dos colegas.

O post de cada formando deve ser submetido até ao final da semana. A sua participação conta 20% para a avaliação da Unidade.

Para participar basta clicar em INSERIR COMENTÁRIO, não esquecendo de indicar o seu nome e turma para que o seu contributo seja avaliado. Os vossos comentários serão primeiro sujeitos à aprovação do professor pelo que podem não ficar imediatamente disponíveis.

Aguardo as vossas participações com expectativa, o vosso contributo é muito importante para o sucesso deste fórum! E não se esqueçam, caso queiram ver algum tema em debate e/ou gostassem de escrever um artigo para ser publicado, podem enviar por email e será publicado no mês seguinte!

Fórum do mês de abril – Autismo

Algumas pistas podem ajudar os pais e educadores a antecipar a descoberta do problema em bebés e aumentar o progresso do tratamento.

A doença costuma ser identificada pelos médicos entre 1 ano e meio e os 3 anos, mas os especialistas referem que os próprios pais e educadores  são capazes de detectar os primeiros sinais a partir dos 8 meses e, assim, procurar ajuda especializada quanto antes.

As Perturbações do Espectro do Autismo (PEA) tornam-se mais óbvias a partir dos 18 meses de idade. Permanecem toda a vida, mas podem conhecer melhorias quando tratadas adequadamente.

Segundo a Associação Americana de Psiquiatria, as Perturbações do Espetro do Autismo (PEA)“são um síndroma neuro-comportamental com origem em perturbações do sistema nervoso central que afeta o normal desenvolvimento da criança. Os sintomas ocorrem nos primeiros três anos de vida e incluem três grandes domínios de perturbação:social, comportamental e comunicacional”

Alguns sinais:

Olhares perdidos. O olhar é extremamente importante para demonstrar o vínculo materno, a criança autista pode não fitar a figura da mãe e ter um olhar perdido.

O choro quase ininterrupto, uma inquietação constante ou, ao contrário, uma apatia exacerbada também merecem atenção.

Incomodo com o toque, com alguns sons e com certas texturas de alimentos.

ausência de fala, uma aparente surdez e  movimentos pendulares estereotipados de tronco, mãos e cabeça.

autismo

Aqui fica um video que ajuda a comprrender a doença e os seus sinais.

Participe e desenvolva, no seu ponto de vista, o tema exposto a debate. Se desejar, apresente exemplos representativos do que pretende ilustrar. Pode ainda comentar as participações dos colegas.

A sua participação conta 20% para a avaliação da Unidade.

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Fórum do mês de março – AS Birras

Caros alunos,

No fórum deste mês vamos refletir um pouco sobre como lidar com as birras.

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As crianças entre os 18 meses e os cinco anos, fazem birras de variadas intensidades e feitios e pelos mais variados motivos, atingindo o seu auge entre os dois e os três anos.

De uma maneira geral, as birras são naturais, saudáveis e inevitáveis fazendo parte do normal desenvolvimento. Longe de ser um sinal de infelicidade é uma forma da criança crescer e adquirir uma visão mais madura acerca do funcionamento do mundo.

Como se manifestam?

Algumas crianças no segundo e terceiro ano de vida têm a tendência para tentar todas as espécies de comportamentos. A birra manifesta-se através de uma descarga explosiva de tensão, manifestada por rubor facial, aumento do ritmo respiratório e cardíaco associado a uma forte agitação corporal. Frequentemente gritam a plenos pulmões e podem deitar-se para o chão. Algumas experimentam a sensação de morder, dar beliscões, arranhar, atirar objetos para o chão, entre outros comportamentos.

birra

Porque acontecem?

A partir do segundo ano de vida a criança adquire várias capacidades e aptidões, começa a andar, a falar sendo um período divertido e excitante. Começa a dar os primeiros passos na exploração da sua independência. Vive num contínuo vaivém, entre os seus desejos e progressos de independência e a sua necessidade de proximidade de segurança com os seus pais. Com a insaciável necessidade de conhecer e explorar o mundo que a rodeia, experimenta em simultâneo uma grande ambivalência interna e, surgem naturalmente as primeiras birras.

As birras não são mais do que um comportamento que reflete uma luta interior “quero ou não quero? Devo ou não devo?”. Na realidade, as birras tal como os acessos de humor do adolescente são sinais da luta para se separar, da luta para definir uma identidade.

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Nestas idades, a palavra “não” torna-se numa das favoritas. O negativismo e a teimosia constituem características frequentes e próprias desta faixa etária (mais frequente entre os 18 meses e os 3 anos sensivelmente). Sentem muitas vezes necessidade de explorar os limites de tolerância de todas as pessoas que cuidam dela. Rapidamente aprende a agir e a aproximar-se do pai ou da mãe de maneiras diferentes.

É uma altura em que a criança se torna muito mais afirmativa e, pela primeira vez, começa a não obedecer. Os pais criam regras e os filhos naturalmente testam-nas. As birras são uma forma de descobrir se de facto as regras existem. Quando as crianças nestas idades ficam perturbadas têm tendência para reagir em vez de falar, o que significa que comunicam através do seu comportamento o seu mal-estar, sendo um desafio para os adultos decifrar as suas mensagens.

As birras podem se tornar assustadoras tanto para quem as vive como também para quem as observa. Assim, os pais embaraçados, envergonhados e até assustados são por vezes tentados a fazer de tudo para evitar que as birras aconteçam, ou seja, acabam por ceder aos desejos e caprichos dos seus filhos.

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Tipos de birras

Apesar de existirem vários tipos de birras, são reconhecidas que a maior parte delas são basicamente desencadeadas por duas situações principais:

1 – Existem birras que estão relacionadas com a própria incapacidade da criança em levar uma atividade até ao fim para o qual ainda não está preparada. Quando as crianças estão cansadas, com fome, com sono, ou quando lidam com mudanças de hábitos ou rotinas podem se sentir frustradas e por isso explodir facilmente. A criança, que por exemplo, ainda não consegue gatinhar pode exibir uma birra por não suportar a frustração de não conseguir obter o objeto que busca. Os comportamentos agressivos como morder, dar pontapés, puxar os cabelos ou atirar objetos para o chão num acesso de fúria, estão habitualmente relacionados a períodos de sobrecarga emocional sendo uma forma de reagir ao stresse perante uma situação nova ou de algum modo especial. Também é frequente este tipo de birras ocorrerem no final do dia ou quando a criança se encontra demasiado cansada ou aborrecida, sendo uma forma de descarregar e descomprimir as emoções acumuladas.

2 – A birra também poderá estar associada ao conflito interno próprio da criança e à batalha para conseguir fazer as coisas à sua maneira. Este tipo de birra acontece quando a criança tenta manipular alguém de modo a obter o que deseja fazendo grande algazarra. Quando a criança insiste e faz uma cena aos berros, para obter por exemplo um brinquedo, está a afirmar o seu desejo e vontade.

Pontos Chave

A sensação de segurança de uma criança baseia-se no amor e na autoridade demonstradas pelos pais. A indecisão dos mesmos faz com que a criança se sinta insegura e essa insegurança repercute-se naturalmente através de problemas comportamentais. Quando se apercebem da falta de firmeza e consistência dos pais depressa assumem atitudes de manipulação e transgressão das regras.

Um segredo sensível é a capacidade dos adultos que cuidam da criança se manterem firmes, fazendo que as birras não compensem. As birras podem ser aproveitadas para ensinar e ajudar a criança a encontrar formas de se controlar e tolerar a frustração.

A maior parte das crianças tenta a sua sorte utilizando a manipulação através das birras . Os pais ao saberem lidar com elas, farão com que depressa desapareçam.

Este mês proponho-vos uma reflexão/debate sobre o tema das BIRRAS das crianças, pesquise ou identifique maneiras de lidar com esta situação ou partilhe a sua opinião/experiência.

Para participar basta clicar em INSERIR COMENTÁRIO, não esquecendo de indicar o seu nome e turma para que o seu contributo seja avaliado. Os vossos comentários serão primeiro sujeitos à aprovação do professor pelo que podem não ficar imediatamente disponíveis.

Cotação: 20% da média da Unidade em estudo.

Aguardo as vossas participações com expectativa, o vosso contributo é muito importante para o sucesso deste fórum!